sábado, agosto 20, 2011

O Jogo



(inicío aqui a postagem, que pretendo diária, de uma dúzia de textos na busca do entendimento do que se passa a nível económico e duma solução para Portugal; são reflexões pessoais)

A Economia é, em parte, como um jogo; os próprios agentes económicos são designados por “players”. Um conjunto de regras define a economia, como acontece em qualquer jogo.

Num jogo, há uma finalidade, um resultado que se atinge fatalmente, um estado final: um vencedor! Um único vencedor, os outros jogadores são derrotados.

Transposto para a Economia, isso significaria que o resultado da actividade económica seria haver uma pessoa ou uma organização que ficaria com a riqueza toda, e todas as outras pessoas seriam reduzidas à pobreza, à miséria, à escravatura.

Na verdade, na vida real, se um «jogador» ficar com a riqueza toda, ele não fica rico, pelo contrário.
 Isto é assim porque o valor das coisas é o valor que os potenciais compradores oferecem por elas; se não há compradores, as coisas não valem nada.

A famosa depressão bolsista americana mostrou bem isto – as fábricas produziam para armazém porque os trabalhadores eram tão miseravelmente pagos que não podiam comprar nada, logo os bens produzidos deixaram de ter valor e os ricos ficaram pobres.

O jogo da Economia tem umas características especiais, que interessa compreender. Uma é esta, a de, ao contrário dos jogos tradicionais, a vitória não pode ser absoluta.

Outra característica deste jogo é que quem é mais rico enriquece mais facilmente. É um jogo em que a desigualdade é sempre crescente, um jogo que, uma vez estabelecida uma clara desigualdade, tende rapidamente para um vencedor. Se se lembram do Monopólio, após um lento começo, a partir do momento em que algum jogador fica mais rico que os restantes o jogo termina rapidamente.

Portanto, entregue si mesmo, partindo de um estado de absoluta igualdade, o jogo da Economia tem um começo lento até que se define uma desigualdade entre os jogadores, em seguida avança rapidamente para a concentração da riqueza (e depois estoira porque a riqueza acumulada nada vale porque deixa de haver compradores).

A depressão americana foi uma importante lição que mostrou aos mais ricos que o excesso de desigualdade faz a sua riqueza perder valor; ou seja, existe um ponto ótimo para a desigualdade que maximiza a riqueza dos mais ricos; a partir desse ponto, essa riqueza só cresce por crescimento do PIB.

Porém, como controlar a desigualdade? Os ricos não podem autolimitar o seu enriquecimento, se um o fizer ficará mais pobre que os outros ricos que o não façam.

Este é um problema quase tão antigo como a humanidade; num texto inscrito em urnas de madeira há 4000 anos, o deus egípcio Amun-Re diz que criou todos os homens iguais, enviou ventos para todos os homens poderem respirar do mesmo modo ... mas a prática do mal produziu desigualdades que são apenas da responsabilidade do homem. * 

Só o Estado, árbitro do Jogo, pode controlar o crescimento da desigualdade. Foram criadas leis anti-monopólio (por esta e outras razões) e muitas medidas foram tomadas para controlar o crescimento da desigualdade. A possibilidade de ocorrência de uma nova depressão parecia assim eliminada.

Mas há outro problema: o crescimento do PIB. Ora, num sistema capitalista, o PIB cresce tanto mais quanto menor for a desigualdade (grosso modo); a desigualdade ótima em cada instante para os ricos implica um crescimento do PIB demasiado pequeno ou estagnado. Isso não é um problema para os mais ricos, eles não precisam de ser mais ricos, o seu objectivo nessa altura é manter a situação, garantir que ela se perpetua, que os seus filhos serão os ricos de amanhã e que os filhos dos outros serão os seus empregados. Os ricos lutam pelo aumento da desigualdade, agora não uma consequência do jogo económico mas um objectivo em si mesmo, necessário à manutenção dos seus privilégios. Os ricos passam a jogar outro jogo, o jogo do Poder.

Note-se que esta é uma descrição simplificada, a sociedade não se divide entre ricos e pobres, é um contínuo, cada classe defendendo os seus privilégios; e não há «maus» nem «bons», somos todos iguais, jogamos de acordo com as nossas conveniências.

As medidas que visavam combater o crescimento da desigualdade, fomentar a igualdade de oportunidades, vão sendo adulteradas para servir o novo objectivo; por exemplo, o ensino público, e o pré-primário, instrumentos essenciais da igualdade de oportunidades apenas se forem de excelência, passam a ensino para os pobres, sendo o ensino de excelência exclusivo dos ricos, assegurando a desigualdade.

Numa Democracia, os governos vão a votos; se a maioria dos cidadãos vê que as coisas não estão a melhorar, faz cair o governo. Os governos têm de arranjar maneira de fazer crescer o PIB mais do que cresce a desigualdade. A Globalização surge como a solução.

Algo mais do que a economia suporta a Globalização; desde sempre a sociedade mais forte seguiu a ideia de governar o mundo todo; “se o Céu é um reino, então a Terra tem de ser um império” disse Gengiscão **. A Globalização no momento em que os EUA ainda são a economia mais forte dá-lhes uma vantagem importante. Os EUA tinham de avançar para a Globalização antes que as economias de regiões com mais gente se tornassem maiores que a sua; depois seria tarde.

As regras do jogo mudam com a Globalização; os EUA deixam cair as políticas anti-monopólio – agora, o que eles querem é que as suas empresas sejam o mais fortes possível para que conquistem o Mundo. A desigualdade dispara nos EUA e o candidato que promete «distribuir a riqueza» ganha as eleições.

Na Europa, a Alemanha e a França sabem que num jogo global serão derrotadas pelos EUA; os jogadores agora são os países, e os países com menor PIB serão cilindrados pelos que tiverem PIB maior, tal é a característica fatal do jogo económico para os países que entrarem nele. Aqui não há um Estado que imponha limites ao crescimento da desigualdade entre países, a guerra económica entre países será sem piedade. Solução: criar um bloco com dimensão comparável aos EUA. O bloco europeu.

Porém, a ideia de criar um verdadeiro bloco, onde todos têm igualdade de oportunidades, é impensável para a França e Alemanha; de modo algum eles aceitam prescindir da sua vantagem sobre os outros países, como ontem afirmou a Merkel como argumento para rejeitar os eurobonds. O projecto europeu é um projecto de BIGS e PIGS, uma Europa estruturada, de ricos e pobres, onde os países pobres fornecerão a mão-de-obra barata que não pode ser conseguida nos países ricos. A criação e perpetuação de países pobres é essencial  a este projecto europeu. Países onde o preço da mão-de-obra seja competitivo com o seu preço em qualquer parte do mundo.
  
* do livro “Ideias que mudaram o Mundo” de Felipe Fernandez-Armesto, pg. 90
** idem, pg. 85

10 comentários:

antonio ganhão disse...

Sejamos os pobres da europa por uma taça de arroz... o problema é que os nossos ricos olham para essa taça de arroz e acham-na cheia de mais.

Uma excelente reflexão.

alf disse...

Antonio

É isso mesmo. O Constâncio sempre achou isso e agora toda a europa acha isso de nós.

Segundo o Martim Avilez (Expresso 20/8), as políticas sociais foram criadas pelo Bismark em 1840 para travar a saída dos trabalhadores alemães para o EUA.

Parece-me que há 2 maneiras de as pessoas lutarem contra o crescimento da desigualdade:
1- Nunca comprar a crédito bens de consumo (carros, roupa, férias, etc); o decréscimo destas vendas criaria uma crise cuja única saída seria aumentar os ordenados para aumentar o consumo

2-Não aceitar trabalho mal pago.
Ontem foi notícia a fábrica no Brasil que funcionava com trabalhadores «importados». Um escândalo!! Só que isso acontece cá com empresas agrícolas que importam pessoas da Tailândia e os media e comentadores aplaudem. A Tailândia e outros países do sul asiático são fonte inesgotável de mão-de-obra a troco de uma sopa porque não há controlo populacional. Se não se põe um travão a isso, qq dia só temos empresários e trabalhadores (escravos) importados... temos é de mudar o ensino para passar a formar empresários e não escravos, perdão trabalhadores.

Curiosamente, quando se trata de meninas importadas para trabalhar em bares de alterne, o braço da lei não tem piedade; isso não é o mesmo que importar tailandeses que ficam escravos nas quintas até pagarem a viagem?

A Europa arranjou uma alternativa à importação de tailandeses: os portugueses.

Diogo disse...

Hoje já é tarde e dói-me um pouco a cabeça. Amanhã comento.

Diogo disse...

Alf: A Economia é, em parte, como um jogo; os próprios agentes económicos são designados por “players”. Um conjunto de regras define a economia, como acontece em qualquer jogo.

Diogo: De acordo.


Alf: Num jogo, há uma finalidade, um resultado que se atinge fatalmente, um estado final: um vencedor! Um único vencedor, os outros jogadores são derrotados.

Diogo: De acordo.


Alf: Transposto para a Economia, isso significaria que o resultado da actividade económica seria haver uma pessoa ou uma organização que ficaria com a riqueza toda, e todas as outras pessoas seriam reduzidas à pobreza, à miséria, à escravatura.

Diogo: Quase. Essa pessoa ou organização necessita de uma extensa «classe média» donde sairão os cientistas, os médicos, os técnicos e toda a malta que seja necessária para manter o mundo a funcionar e fazer avançar a tecnologia.


Alf: Na verdade, na vida real, se um «jogador» ficar com a riqueza toda, ele não fica rico, pelo contrário. Isto é assim porque o valor das coisas é o valor que os potenciais compradores oferecem por elas; se não há compradores, as coisas não valem nada.

Diogo: Não! Um «jogador» que ficar com a riqueza toda é rico. Porque a riqueza não tem a ver com «potenciais compradores», mas com a diferença de património entre as pessoas.


Alf: A famosa depressão bolsista americana mostrou bem isto – as fábricas produziam para armazém porque os trabalhadores eram tão miseravelmente pagos que não podiam comprar nada, logo os bens produzidos deixaram de ter valor e os ricos ficaram pobres.

Diogo: Falso! A famosa depressão bolsista americana deveu-se à retirada deliberada de moeda em circulação pelos banqueiros, que impedia a economia de funcionar. Havia fábricas, havia quintas, havia força de trabalho. Mas não havia dinheiro para efectuar as trocas e portanto a economia decresceu.


Alf: O jogo da Economia tem umas características especiais, que interessa compreender. Uma é esta, a de, ao contrário dos jogos tradicionais, a vitória não pode ser absoluta.

Diogo: Falso! A vitória pode ser (e já é) absoluta!


Alf: Outra característica deste jogo é que quem é mais rico enriquece mais facilmente. É um jogo em que a desigualdade é sempre crescente, um jogo que, uma vez estabelecida uma clara desigualdade, tende rapidamente para um vencedor. Se se lembram do Monopólio, após um lento começo, a partir do momento em que algum jogador fica mais rico que os restantes o jogo termina rapidamente.

Portanto, entregue si mesmo, partindo de um estado de absoluta igualdade, o jogo da Economia tem um começo lento até que se define uma desigualdade entre os jogadores, em seguida avança rapidamente para a concentração da riqueza (e depois estoira porque a riqueza acumulada nada vale porque deixa de haver compradores).

Diogo: Tudo certo, excepto a última parte - (e depois estoira porque a riqueza acumulada nada vale porque deixa de haver compradores), pelos motivos que já referi acima.


Alf: A depressão americana foi uma importante lição que mostrou aos mais ricos que o excesso de desigualdade faz a sua riqueza perder valor; ou seja, existe um ponto óptimo para a desigualdade que maximiza a riqueza dos mais ricos; a partir desse ponto, essa riqueza só cresce por crescimento do PIB.

Diogo: A depressão americana foi uma manobra deliberada por parte dos banqueiros. Quanto ao resto, quase de acordo.
(CONTINUA)

Diogo disse...

(CONTINUAÇÃO)

Alf: Porém, como controlar a desigualdade? Os ricos não podem autolimitar o seu enriquecimento, se um o fizer ficará mais pobre que os outros ricos que o não façam.

Este é um problema quase tão antigo como a humanidade; num texto inscrito em urnas de madeira há 4000 anos, o deus egípcio Amun-Re diz que criou todos os homens iguais, enviou ventos para todos os homens poderem respirar do mesmo modo ... mas a prática do mal produziu desigualdades que são apenas da responsabilidade do homem. *

Só o Estado, árbitro do Jogo, pode controlar o crescimento da desigualdade. Foram criadas leis anti-monopólio (por esta e outras razões) e muitas medidas foram tomadas para controlar o crescimento da desigualdade. A possibilidade de ocorrência de uma nova depressão parecia assim eliminada.

Diogo: Mas só um Estado em regime de Democracia Directa o poderá fazer. Hoje, temos a Internet, ou seja, podemos falar todos com todos, e essa capacidade dá-nos um crescendo de potencialidades astronómicas.


Alf: Mas há outro problema: o crescimento do PIB. Ora, num sistema capitalista, o PIB cresce tanto mais quanto menor for a desigualdade (grosso modo); a desigualdade óptima em cada instante para os ricos implica um crescimento do PIB demasiado pequeno ou estagnado. Isso não é um problema para os mais ricos, eles não precisam de ser mais ricos, o seu objectivo nessa altura é manter a situação, garantir que ela se perpetua, que os seus filhos serão os ricos de amanhã e que os filhos dos outros serão os seus empregados. Os ricos lutam pelo aumento da desigualdade, agora não uma consequência do jogo económico mas um objectivo em si mesmo, necessário à manutenção dos seus privilégios. Os ricos passam a jogar outro jogo, o jogo do Poder.

Diogo: A luta pela riqueza implica a luta pelo Poder. Sem este, aquela não é possível.


Alf: Note-se que esta é uma descrição simplificada, a sociedade não se divide entre ricos e pobres, é um contínuo, cada classe defendendo os seus privilégios; e não há «maus» nem «bons», somos todos iguais, jogamos de acordo com as nossas conveniências.

As medidas que visavam combater o crescimento da desigualdade, fomentar a igualdade de oportunidades, vão sendo adulteradas para servir o novo objectivo; por exemplo, o ensino público, e o pré-primário, instrumentos essenciais da igualdade de oportunidades apenas se forem de excelência, passam a ensino para os pobres, sendo o ensino de excelência exclusivo dos ricos, assegurando a desigualdade.

Diogo: De acordo.


Alf: Numa Democracia, os governos vão a votos; se a maioria dos cidadãos vê que as coisas não estão a melhorar, faz cair o governo. Os governos têm de arranjar maneira de fazer crescer o PIB mais do que cresce a desigualdade. A Globalização surge como a solução.

Algo mais do que a economia suporta a Globalização; desde sempre a sociedade mais forte seguiu a ideia de governar o mundo todo; “se o Céu é um reino, então a Terra tem de ser um império” disse Gengiscão **. A Globalização no momento em que os EUA ainda são a economia mais forte dá-lhes uma vantagem importante. Os EUA tinham de avançar para a Globalização antes que as economias de regiões com mais gente se tornassem maiores que a sua; depois seria tarde.

As regras do jogo mudam com a Globalização; os EUA deixam cair as políticas anti-monopólio – agora, o que eles querem é que as suas empresas sejam o mais fortes possível para que conquistem o Mundo. A desigualdade dispara nos EUA e o candidato que promete «distribuir a riqueza» ganha as eleições.

Na Europa, a Alemanha e a França sabem que num jogo global serão derrotadas pelos EUA; os jogadores agora são os países, e os países com menor PIB serão cilindrados pelos que tiverem PIB maior, tal é a característica fatal do jogo económico para os países que entrarem nele.
(CONTINUA)

Diogo disse...

(CONTINUAÇÃO)

Aqui não há um Estado que imponha limites ao crescimento da desigualdade entre países, a guerra económica entre países será sem piedade. Solução: criar um bloco com dimensão comparável aos EUA. O bloco europeu.

Porém, a ideia de criar um verdadeiro bloco, onde todos têm igualdade de oportunidades, é impensável para a França e Alemanha; de modo algum eles aceitam prescindir da sua vantagem sobre os outros países, como ontem afirmou a Merkel como argumento para rejeitar os eurobonds. O projecto europeu é um projecto de BIGS e PIGS, uma Europa estruturada, de ricos e pobres, onde os países pobres fornecerão a mão-de-obra barata que não pode ser conseguida nos países ricos. A criação e perpetuação de países pobres é essencial a este projecto europeu. Países onde o preço da mão-de-obra seja competitivo com o seu preço em qualquer parte do mundo.


Diogo: Mil vezes falso! A Globalização é apenas concentração de poder e riqueza. Falar num «Governo Mundial» é a mesma coisa que falar num aparelho ao serviço dos ricos. Só a Democracia Directa e o avanço exponencial da tecnologia (automatização, informatização, inteligência artificial), nos pode tirar deste mundo de escravos.

Abraço

alf disse...

Diogo, obrigado pelo extenso e cuidado comentário.

Penso que, no essencial, estamos de acordo - os seus desacordos são mais com a sua interpretação do que escrevi, pois, como sabe, num post temos de simplificar as coisas...

A sua afirmação final não exprimirá um desacordo com o que penso, é antes um desacordo com o cenário que se desenha e o que propõe será a sua solução para o evitarmos; e não estou em desacordo, só penso que as coisas não acontecem por si só, temos de contribuir para elas, que é o que procuramos ambos fazer, cada um à sua maneira.

A sociedade humana tem passado por longos períodos de estagnação, não podemos pensar na evolução da sociedade como um dado adquirido. Deixada em sossego, a sociedade tende para uma situação em que meia dúzia escravizam os restantes, esse é o resultado do jogo do Poder.

alf disse...

Diogo

Em relação à minha afirmação de que o jogo da Economia se termina por um estoiro, o que só não acontece se forem tomadas medidas que controlem o crescimento da desigualdade, tem agora o exemplo do artigo do Warren Buffet, que apela a que aumentem os impostos sobre os ricos.

Ele joga e quer continuar a jogar o Jogo da Economia, é por isso que faz este apelo, para manter o Jogo

Outros não querem ou porque são ignorantes ou porque estão no Jogo do Poder. O terrível do Jogo do Poder, o que conduz a uma sociedade estagnada dividida entre Senhores e Escravos.

Já que os povos são demasiado burros para lutarem contra o jogo do Poder, os Ricos que são jogadores do Jogo Económico têm de vir à arena.

MaFaR disse...

Alf,

não resisti a copiar, para o meu blog, esta opinião que vem ao encontro do que penso:

"2 maneiras de as pessoas lutarem contra o crescimento da desigualdade:

1- Nunca comprar a crédito bens de consumo (carros, roupa, férias, etc); o decréscimo destas vendas criaria uma crise cuja única saída seria aumentar os ordenados para aumentar o consumo

2-Não aceitar trabalho mal pago."

Porque é preciso encontrar soluções.

Obrigada

alf disse...

MaFaR

Infelizmente, parece ser difícil passar a 1ª mensagem, até porque os gestores de conta e funcionários bancários são vendedores-vigaristas encartados em muitos casos - estão lá para vender crédito às pessoas e conseguem fazê-lo mesmo a quem não precisa de todo.

Seria preciso que a escola desse formação às pessoas sobre os perigos do crédito - muito mais perigoso que o tabaco, por exemplo; e, já agora, sobre como saber quando nos estão a querer vigarizar.

Mas fico feliz por saber que as coisas que digo podem ser aproveitadas para bons fins; com uns empurrando dum lado, outros do outro, ainda fazemos o mundo mover-se, um bocadinho que seja...

Obrigado