sábado, junho 23, 2007

Os 5 Sentidos


Somos exploradores deste Universo. Nós, todas as formas de vida. É por isso que nós, os seres vivos, somos curiosos. Conhecer melhor o Universo é garantir melhor a sobrevivência da Vida. E a Evolução.

Os sentidos são um interface com o Universo. Como o monitor, o teclado e o rato são interfaces do computador à sua frente. Quantos interfaces tem o computador? Quantos sentidos temos nós?

Há uns sentidos que conhecemos bem. Vista, ouvido, tacto, paladar e olfacto. Não admira, eles são críticos para o nosso corpo sobreviver no Universo físico em que existe.

Mas teremos só estes sentidos? Ou será que temos claro consciência destes por serem tão importantes para a nossa sobrevivência individual?

O computador tem também um interface com uma rede, e é esse interface que permite que me esteja a ler; se não soubesse um mínimo sobre computadores nem saberia que existe esse interface porque o não vê. Mas tem de existir, não é, senão como poderia estar a ler este texto?

Muitos de nós estamos convencidos que só existem estes 5 sentidos. É o que nos ensinaram na escola. E como é através do cérebro que construímos as nossas percepções do Universo, basta acreditarmos que só temos estes 5 sentidos para não percepcionarmos outros que possam existir. Até porque estes são tudo o que precisamos para actuar no universo físico.

Não percebemos se existem outros, não precisamos deles para sobreviver... mesmo que existam, que interesse poderão ter? Que utilidade? E para quem: para nós? para a espécie? para a Vida?

(Procure no baú da memória: há lá alguma coisa que lhe pareça não ter entrado pelos 5 sentidos?)

29 comentários:

antonio disse...

òh! Alf desde a nossa adolescência e para nosso desespero que conheçemos o sexto sentido das mulheres!

alf disse...

Eheheh... mas essa designação de "sexto sentido" é vaga e não representa necessariamente um outro sentido; a generalidade das vezes é apenas uma maneira de os homens não admitirem a inteligência das mulheres...

Quando elas agem com mais acerto que o homem só pode ser por terem algum sentido misterioso, não é? Poderem ser mais Inteligentes, no sentido exacto da palavra, é explicação que nós, homens, não vamos aceitar, pois não?

antonio disse...

Você é o autor da ficção, pode alegar o que quiser...

bruno cunha disse...

Não há muito anos descobri que realmente temos 6 sentido e que esse tal 6º sentido se chama Propriocepção (que é a capacidade em reconhecer a localização dos membros, em relação ao resto do corpo, sem utilizar a visão. A manutenção do equilibrio resulta da intereção dos musculos, os quais trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação).

alf disse...

António, ficção? Eu só fiz uma análise, donde resulta uma pergunta. A resposta a essa pergunta pode ser de dois tipos:

- não, por mais que procure não encontro nada no baú da minha memória,

ou

- Sim, há uma coisa...

A que tipo de coisa me refiro? a aquisição de uma informação relativa a algo exterior a nós e que não "entrou" pelos 5 sentidos.

alf disse...

Brunho, eu não chamaria a isso um sentido mas uma capacidade intelectual. Como digo na resposta anterior, um sentido é uma porta de acesso a informações relativas ao universo exterior a nós; e neste universo exterior incluo tudo o que possa existir para além de nós, não apenas o universo a que os 5 sentidos nos dão acesso. Não sei se há mais universo para além desse, não sei se há mais sentidos para além destes, estou só a perguntar, estou a querer descobrir

antonio disse...

A alma pode-nos levar a uma experiência mística, mas não sei se é a esse tipo de porta a que se refere.

Laura disse...

Como estar a sentir que alguém querido está sofrendo um infarte... apesar de estarmos a miles de quilómetros...(Bahia - Buenos Aires)

ou ver alguém querido a ser atropelado por um carro, junto a uma banca de revistas, numa dada esquina...

Ou saber que alguém muuuito querido está a morrer... imaginar o céu a pegar fogo... sentir um aperto no peito e pensar súbitamente numa pessoa... ter a certeza... terrível...

ou imaginar como é uma casa que acaba de ser construída, sem ninguém ter-nos dito nada sobre ela... apenas com a expectativa de ir conhecê-la no dia seguinte...
(o pior: descrever essa casa para alguém e juntos, no dia seguinte, ir ver que era detalhe por detalhe, assim...)

Ou pensar que vamos nos encontrar com alguém... que essa pessoa vai nos dizer uma dada coisa... nesse mesmo dia...

Bem... o bom seria poder controlar esses impulsos... para aproveitar o que pudermos e assim fazer com que nossas vidas sejam mais fácis...

As crianças têm essa facilidade... pois conservam o olho aberto... um canal especial, que não se nega a ver as coisas que negariamos, se deixarmos avanzar nosso consciente... que neste caso, estraga tudo...

Estou a falar de coisas que me aconteceram, António,...
E não vou tentar convencer ninguém... pois pra ninguém teria utilidade, se for me pedir provas... é porque é... mas seria bom saber um pouco mais... para que tudo isso pudesse ser útil para mim e para outros...
Mas há muito tempo que já não me acontece... será que deixei de voar...

alf disse...

Laura, a minha experiência é que essas coisas acontecem na adolescência, uma ou duas de cada tipo como se fosse um teste dos nossos "sistemas de voo".

Depois essa capacidades não desaparecem, simplesmente já não precisam de ser testatas; como que ficam latentes e serão usadas quando for importante. Já viste a confusão que era se estivessem constantemente a actuar?

(lembro-me de, quando era miúdo, estar a sonhar com murros na barriga; acordo e vejo que tenho uma erecção monumental, os "murros" eram a intensa pulsação do sangue que, de tão forte, doía; só me aconteceu dessa vez, foi como que um teste do organismo a ver se este novo sistema estava devidamente operacional)

A intensidade dessas experiência é variável de pessoa para pessoa. Muitos não se lembram de nenhuma experiência dessas; em parte, penso que isso se deve ao facto de estarem convictas de que essas coisas não acontecem e, como tu e eu sabemos, o nosso cérebro interpreta o que observa de acordo com o "modelo de realidade" que construiu. Também é possível que esse período de "teste" na adolescência não ocorra em todas as pessoas - conheço pessoas que foram surpreendidas com experiências dessas muito tarde na vida, quando foi importante, sem se recordarem de ter passado por algo desse tipo na adolescência.

E depois, Laura, o uso dos 5 sentidos também nos irá distraindo... quanto tempo temos para "cairmos" dentro de nós, para nos deixarmos "voar"? Levantamo-nos a correr, todos os dias montes de coisas para fazer... atolamo-nos no universo dos 5 sentidos...

Mas Laura, obviamente tu não deixaste de "voar". Em muitas pequenas coisas que dizes se percebe que a tua percepção do universo não está limitada aos 5 sentidos. E não és só tu, de entre as pessoas que lêm este blogue há mais... Se eu não "soubesse" isso, não me arriscaria a este post pois correria o risco de descredibilizar as coisas muito sérias que tenho para dizer.

Laura, obrigado pelo teu comentário, e pela coragem de o fazeres.

alf disse...

A quem não aconteceu já ver uma pessoa que, por uma razão qualquer, lhe despertou um interesse especial e, subitamente, essa pessoa virar-se e encara-lo olhos-nos-olhos?

indomável disse...

Não Laura,
isto agora ao António vai parecer uma coisa estranhissima. Eu gosto quando os cépticos são confrontados com realidades distintas das que aceitam... ficam atordoados, histéricos. vamos ver...
Laurita, tenho uma amiga que diz que as pessoas e as coisas nos acontecem quando estamos preparados para elas. Comigo isso acontece-me quase todas as semanas. Sobretudo com os livros. Já não tanto com as pessoas.
"adivinhar" que algo vai acontecer é, segundo um querido, querido amigo, algo que não existe. Nós não adivinhamos, já sabiamos era as respostas antes de fazermos as perguntas... porque temos este outro sentido que não podemos denominar porque não conhecemos tudo o que existe no universo.
Já dizia um poeta que entre o céu e a Terra existem razões que a própria razão desconhece. Como por exemplo, adivinhar-se o rosto de um filho que carregamos no ventre (e isto, meu caro António, aconteceu-me a mim!)
Agora, não vou dizer como o alf, que as mulheres conseguem fazê-lo e os homens não. Há muitas mulheres que estão tão preocupadas em parecer racionais que se esquecem do que está para lá da racionalidade. Já alguma vez se perguntaram porque na antiguidade era a mulher que tinha o papel de sacerdotisa, de curandeira?
Talvez porque entre a mulher e a terra exista uma relação que não é passível de ser explicada?...
Bem... eu sempre achei que entre mim e a lua havia uma relação íntima, quase obscena...

Laura disse...

Querida Patrícia...

Eu não falo em "adivinhar"...
E sim em ver, saber, imaginar, sentir, pensar, ter a certeza...

Tudo isso foi me acontecendo desde mais ou menos os cinco anos... até... quem sabe, os 38 ou por aí... mas também não é coisa de se medir...

Acho que é o que o Alfredo estava a dizer... tanto corre-corre... Mas eu sempre apanho um tempinho para ver a forma das nuvens, respirar o ar salobre do mar, ouvir bem uma gaivota, embora esteja longe...

Desfruto ainda sem tempo, de aquilo que muitas pessoas desprezam ou passam por alto...
Já vi, noutros posts... inclusive aquele do teu aluno -Pat- que também vibras nessa ou em parecida sintonia...

Mas... que bom seria ver em panorâmica, né?
Acho que a humanidade vai nesse caminho... (quem sabe seja uma regressão... das positivas)

Laura disse...

Esqueci...

Sim, sabemos tudo o que se passa, e ainda o que se passou e passará no universo...

Mas seria até perigoso, neste nosso tempo, ter essa habilidade...

E... também, o ser humano de hoje -em geral- não está muito ligado a isso... acha-o complexo demais, piada... ficcção...

O importante seria que pudessemos tirar uma aprendizagem disso e que o se humano evoluisse, usando dessas ferramentas esquecidas... Acho que poderiamos construir uma sociedade mais humana... (e continuo a ensinar utopias no colégio... ). Embora não seja tempo de falar disto com meus alunos...

Mas quem não leu alguma vez que até o Nostradamus... foi? deixou uma placa na sua fossa com o ano em que seria violentada... acho que foi exatamente em 1789... mas guardo esse dado muito vagamente...
e por ser um personagem muito controverso, é apenas um dado a mais...
Aqui deveriamos dizer... todos os comentários vertidos nesta coluna... não necessariamente representam as ideias do blogger...
Aclarado...

antonio disse...

Ind, esse António sou eu? Vamos por partes: as mulheres sempre me deixaram atordoado, mesmo sem se lançarem em artes de adivinhação, quanto ao cepticismo, lamento, mas tiro na água.

Não sou céptico mas exigente. Acredito que nos acontecem, a todos nós, coisas que não conseguimos explicar ou entender, e que isso depende da nossa abertura para tal.

O que não acredito é em situações que trazem um lucro directo, um retorno. Tipo criancinhas super-dotadas que coincidem serem filhos de figuras públicas, ter um Cristo confidente que nos ajuda no negócio, ficar de mau humor por causa da fase da lua…

Que alguém possa adivinhar o rosto do seu filho por nascer, não me causa assim tanta estranheza, se tal não for assumido como um dom que se possa controlar.

Este Domingo falei com uma monja, que com toda a naturalidade, me disse ter sido a sua ordem fundada por Nossa Senhora. É extraordinária a força interior de alguém que constrói um projecto de vida, onde se é profundamente feliz, dedicando o resto dos seus dias à clausura de uma vida contemplativa, porque se acredita chegar aos outros, em seu auxílio, através da oração. Se me tivesse dedicado ao ensino da catequese, disse-me, apenas atingiria um grupo restrito de crianças, pela oração não estou limitada; nem pelo espaço, nem pelo tempo, acrescentaria eu.

alf disse...

Querida Indomável, enganas-te quando dizes que penso que são só as mulheres que têm "outros sentidos". O sexo não é para aqui chamado. Embora aconteça nos homens que a intervenção da razão costuma ser mais forte e possa anular a percepção de um qualquer sentido além dos 5.

Mas a razão também faz falta nisto porque facilmente podemos tomar como uma percepção "especial" coisas que o não.

Para começar, de entre as ínúmeras que coisas que nos acontecem diáriamente, a probabilidade de coincidências é muito maior do que se pensa.

Depois, quando queremos uma coisa, o nosso inconsciente procura pistas para essa coisa em todas as informações que recebe dos 5 sentidos - ao nosso consciente não chegam todas essas informações, quando olhamos não "vemos" tudo o que os olhos vêem, apenas aquilo que o cérebro seleccionou por ser o que nos importa no momento. Mas o cérebro vai processando a um nível inconsciente toda a informação recolhida e conduz-nos aquilo que queremos como se o destino tivesse uma mão a conduzir-nos - não tem, essa é uma capacidade do nosso cérebro e não tem a ver com nenhum sentido especial.

precisamos de compreender como funciona o nosso cérebro para conseguirmos distinguir o que pode resultar de "outros sentidos" daquilo que é próprio do cérebro.

por exemplo, e isto tem a ver com o que o António conta, a parte inconsciente do cérebro não comunica com a consciente por um texto escrito, mas gerando uma cena como um filme, um sonho; se uma pessoa acredita numa Nossa Senhora, o cérebro pode levar-lhe em sonho uma nossa senhora a dizer-lhe para fazer algo que corresponde a desejos profundos dessa pessoa.

Isso acontece quando nos concentramos profundamente num assunto; por exemplo, já me aconteceu "aparecer-me", em sonho, Jesus a responder a uma questão do foro religioso que me obsecava na altura, como já me "apareceu" Eisntein a responder a uma questão da Relatividade. São apenas formas do nosso inconsciente chegar até ao consciente, dado que não usa papel e lápis e muito menos computador. Não tem nada a ver com "outros sentidos" mas com as nossa capacidades próprias. Normalmente, é claro, o cérebro não recorre a esse tipo de personagens, isso só acontece quando o problema que queremos resolver nos obriga a um envolvimento profundo com tal personagem.

Um grande problema que temos é que ainda não conseguimos identificar os factos e já estamos a fazer teorias, as quais depois viciam a interpretação dos factos para que estes se lhes conformem.

A teoria de que sabemos já tudo, apenas não nos lembramos, de vez em quando temos uns flashes dessa sabedoria esquecida é muito antiga, já vem dos gregos e se calhar de antes.

Aqui, na europa, como aprendemos modelos de realidade muito rígidos, somos "ensinados" muito cedo a ignorar tudo o que se não conforma a eles; a Laura, vivendo num continente onde não é assim, aprendeu a observar tudo isso, não atrofiou esses sentidos, nem os conformou a uma qualquer teoria. Fazem parte dela e desenvolveram-se como todos os seus outros sentidos.

Mas, meus amigos europeus, não desesperem: comecem simplesmente a prestar atenção ao que vão percepcionando do universo.

Laura disse...

Moral:

Alguns têm mais "facilidade" ou som dados a ver (clarividência), outros a ouvir, outros a moverem coisas, a se deslocarem... etc.

Concordo totalmente com António ( e... sim, és tu - com licença - e pela primeira vez concordo contigo) ... existem inúmeras situações que por aqui chamamos de "truchadas"... que sempre visam um interesse econômico.

Adorei lembrar disso, Alfredo...
"quando queremos uma coisa, o nosso inconsciente procura pistas ...em todas as informações que recebe dos 5 sentidos ... quando olhamos não "vemos" tudo o que os olhos vêem, apenas aquilo que o cérebro seleccionou por ser o que nos importa no momento"

Lembrei-me de Edison... que sonhava suas invenções (embora ele também roubava, claro...), do Miguel Ángel, do Santos Dumont... e claro...do Galileu...(segundo me lembro... também roubou um poquinho... um vidro... um telescópio inventado por outro...)

Tanto homens quanto mulheres somos partículas do universo (porém, complexas), associações de moléculas (?) capazes de ver tudo...

Nem todas as informações chegam-nos pelos cinco sentidos.

Seria bom saber como é que se desenvolve esse sexto sentido para melhorar nossas vidas.

Laura disse...

Mais um... mais um...

Existe uma experiência bastante simples que todo mundo pode fazer... basta -como dizia o António- estarem "abertos"...

Pensar numa dada fotografia... e, em condições que sejam "especiais" (à beira da praia, no quarto, no chão da sala -quando as crianças não estão-... sei lá, cada um saberá...), tentar passar a imagem ao parceiro. Ajudaria se as mãos estivessem palmo com palmo, ou agarradas para sentirem até o pulso(tanto faz a mão -izquerda ou direita-...). Tem muito a ver com qual mão vocês mesmos acreditam que podem sentir mais o "eu" do outro...

Não adianta fazer força... é perigoso... dá vontade de ir ao sanitário...
Apenas se relaxar... pode ser com música ou sem...tanto faz...


Se os dois estiverem em "sintonia", conseguirão, pelo menos, ver alguma coisa.

O mais "engreçado" do exercício seria que pegassem uma fotografia que o outro não esperasse.
(Pode ser de pessoa ou de paissagem).
No meu caso, a "experiência" foi feita com uma "simpatia" -também não vou dizer namorado-... e a tal da fotografia era dele mesmo, mas vestido de um jeito que nunca teria imaginado, aliás,... de bigode! nada que eu pudesse esperar...

Eu desconfiava... mas dá certo. Testei com uma amiga, muito cética... imaginando uma estação de trêm... próxima da casa dela... não deu para ela ver tudo... mas disse-me que sentia estar próxima de um rio... cheiro de terra húmida... total: descrebeu-me oitenta por cento do local.

Pedem tentar... total... a gente não consegue ver os fios que sujeitam os planetas e mesmo assim, eles não caem...
Beijos,
Laura

Anónimo disse...

o alf é surpreendente.
eu tenho o privilégio de o conhecer já há muitos anos. Iluminou-me com algum do seu saber e eu fiquei deslumbrado.
Quando se sabe algo que o mundo inteiro desconhece sentimo-nos altamente privilegiados.
O alf irá fazer-vos sentir de modo semelhante.
O meu grande desejo é que ele escreva, e tenha tempo para continuar a pensar.
Para mim é o sucessor do Einstein, 100 anos depois (o alf que me perdoe).
Estejam com atenção e deixem-no escrever.

Anónimo disse...

não acredito na parapsicologia e ocultismos vários.
Há pouco tempo desvendei um problema que de algum modo precisava de esclarecer.
Era um puto ainda e fizemos uma experiência ligada às magia negra/ocultismo que descrevo:
um miúdo sentado no chão,e eu era um de quatro à sua volta. Usando dois dedos de cada mão levantámo-lo e sentimos o seu peso. De seguida
impusemos as mãos sobre a sua cabeça de modo alternado, e ficámos concentrados durante algum tempo. De seguida levantámo-lo do mesmo modo e, surpresa, a todos nos pareceu muito mais leve.
Só agora é que percebi porque é que ele parecia de facto mais leve.
A solução só agora divisei:
Os nossos braços estiveram tensos (em força) durante o tempo da imposição das mãos e portanto a nossa percepção do peso dele veio modificada. Certamente ele pesava o mesmo.
Parece estranho é ter encontrado a solução só decorridos 40 anos. E o problema nem pertence a nenhuma classe de problemas importante. No entanto eu necessitava de uma resposta inteligível. O mundo tem que fazer sentido sem ocultismos vários.

antonio disse...

Pela primeira vez a Laura concordou comigo, não sei se fique triste, alegre ou preocupado... mas é sempre bom.

Anónimo, por acaso dedica-se à vela? Sinto em si o leve desejo de marear... estou certo?

Laura disse...

Os planetas não estão suspensos pelo ocultismo, meu querido senhor anónimo...
que eu não possa explicar, não quer dizer que não seja assim...


E eu também não practico a mágica... mas não descarto nada... quem sabe assim possa espantar os espiritos que as vezes surgem das profundezas ... (mas normalmente atribu-os a coisas mais mundanas... quanto o senhor)

Quanto à parapsicologia... também não tenho a preparação teórica para falar nisso (e ainda bem) como diria o Alfredo, menos atada aos preconceitos...

Acredito nas casualidades... e sei de algumas causalidades... mas odeio isso de ter só um caminho... uma rota fixa... nem por isso deixo de pisar firme...

Além disso,... e sempre como inculta... nessas matérias... acho que a magia negra é diferente do ocultismo... ou uma compreende à outra... e não viceversa... sei lá...

Mas também não era o tema que o Alfredo estava a tratar...
Apenas estava a ser discutido:

Quem não teve já alguma percepção que não viesse dos cinco tradicionais sentidos...?

Finalmente, meu caro senhor... todos os pontos de vista constroem o conhecimento... se formos pluralistas... mas se fecharmos a janela... mmm... a Inquisição ou alguma classe de fundamentalismo estará à nossa procura... (existem versões modernas... jã o disse ...
acho que o António). Mas também o nosso fundamentalismo - por si - , nesse caso, seria perigoso.

"No entanto eu necessitava de uma resposta inteligível. O mundo tem que fazer sentido sem ocultismos vários." -disse o senhor...

"Eu acho" - como recomendava dizer meu professor de história...sabiamente- que é dificílimo, pelo menos para mim, entender os signos do universo... mas aos poucos... vamos caminhando e descifrando-os.

Concordo com o senhor... não se precisam de ocultismos para entendé-lo...
O ocultismo -entendido suponho... também nem sei... como figura neste exerto- sempre esteve ligado a interesses diferentes da verdadera sabiduria... enganos...

Mas tudo isso são ideias... não posso falar de certo do que não conheço.

Eu, quanto o senhor... espero com ânsias os posts do Alfredo... e não vai ser uma papagaia quanto eu que consiga apagar a voz dele...
mas bem... poderei ser a voz da conciência... o "mas" onde estiver o "veja"... mas nada importante...

indomável disse...

Laurita
Não queria falar em adivinhação. Não acredito que se faça adivinhação. Acredito que se vê aquilo que se quer ver. De facto, há os que buscam a verdade, para além daquilo que esperam. Há os que buscam a verdade que acham dever existir. Eu gosto de pensar que busco uma verdade que desconheço e para a qual não tenho resposta... ainda.

Alf,
talvez não te tenhas reconhecido quando escrevi que um amigo meu me disse que já temos as respostas antes de fazermos as perguntas. Depois de me teres dito que as coincidências acontecem porque nós queremos que elas aconteçam, comecei a deitar muita mais atenção ao que se passa à minha volta. Sabes bem que sou tipo esponjinha a detectar alterações em comportamentos, em atitudes, em humores. Conclusão? Sei quando algo me vai acontecer, porque o sinto nos outros antes mesmo que eles se apercebam. Não é fácil enganar alguém que consegue ver através de nós. E tu também sabes fazer isso, meu amigo!

António
Essa monja é uma amiga formidável. Escolheu um caminho para si e teve a coragem de o seguir, dissessem o que quisessem os outros À sua volta. É claro que todos nós reconhecemos a paz e a felicidade em alguém assim. Projectamos nela a nossa própria vontade em seguir um caminho por nós traçado, mesmo que os outros nos julgassem e tentassem impor as suas vontades... Eu como a Laura concordo também consigo. Os poderes esotéricos e de adivinhação em proveito próprio não são extraordinários, são banha da cobra. Assim como as seitas que nos prometem o paraíso e nos pedem a dízima em troca. Faz-me lembrar quando a Igreja vendia lugares no céu a peso de ouro e a partir daí os fieis viviam a vida que queriam, o mais desregrada possível, porque já tinham comprado o seu lugar.
Eu acredito no paraíso sim, em Deus, numa energia que nos une a todos, no que quiserem... mas acredito que está dentro de cada um. Se fazemos mal a alguém, fazemos a nós próprios. Isto não tem a ver com nenhuma religião ou tese em particular. É uma questão de física, ou quimica. Todos os corpos deverão estar unidos pela biologia. Se nos alimentamos de seres vivos eles passam a fazer parte do nosso organismo, ou não? A sua energia passa a ser a nossa, certo? Se a energia tiver a ver com a forma como esse ser vivo viveu, então nós sofreremos as consequências das energias positivas ou negativas desse ser. Se assim é, e se a energia for manipulada pela tensão ou stress, pela poluição, pela felicidade ou falta dela dos seres que consumimos, pode-se dizer que a nossa energia será contaminada pela má energia do que comemos, não vos parece?
Quando falo desta coisa da energia seja a quem for, olham-me como se fosse uma extra terrestre... mas a energia não se vendo, não deixa de existir, é o que nos faz mover, é o que nos permite continuar a respirar. A energia envolve-nos a todos. O próprio planeta move-se pela força da energia que tem. Pode dizer-se que a terra é um organismo vivo? Se assim é, não seremos todos parte desse organismo?
Onde está o esoterismo no meio disto?
A racionalidade não está apenas ao alcance dos cientistas, mas acho que a classe dos cientistas está preocupada em que os leigos não consigam divisar as respostas aos inúmeros problemas para que não lhes sejam pedidas muitas explicações.

Recuando agora à questão de outros sentidos para além dos cinco que conhecemos... Se não os conhecemos é dificil falar deles, certo? Mas quem pode realmente dizer que nunca sentiu um arrepio na espinha em pleno dia de Verão? Ou que lhe pareceu reconhecer um sitio onde nunca tinha estado antes?

alf disse...

Este tema parece ter servido bem para abrirmos a mente. Muito interessantes as coisas que dizem.

E também para mostrar como é díficil entendermos este universo. É fácil arranjar uma explicação para qualquer coisa. Mas será certa?

Inteiramente de acordo com o anónimo que diz que "O mundo tem que fazer sentido sem ocultismos vários." É por isso que este blogue existe. Iremos, a caminho do Futuro, desvendar alguns dos ocultismos que dominam ciência, religião, política.

Obrigado ao anónimo cuja amizade o leva a dizer coisas tão extraordinárias. Foi mesmo minha ambição de miudo continuar o trabalho de Einstein; é assim o mundo dos miudos, um mundo de heróis. Mas depois crescemos e percebemos que estamos aqui todos a fazer o que podemos para nos cumprirmos, com as nossas limitações e entusiasmos. Não há heróis porque todos somos heróis e é óptimo perceber isso. E ninguém quer ser herói; como todos bem sabemos, só queremos ser úteis, só queremos ser amados.

leprechaun disse...

Ora bem, há também um outro sentido interno ou cinestésico, que é aquele que nos permite perceber a sensação de movimento ou repouso do corpo.

Mas não creio que seja propriamente a isto que o post se refere. Aliás, vendo agora o artigo da Wikipedia, eles até falam de mais 6 (!) sentidos internos... grande orgia sensorial, afinal! :)

Destes, há 3 que também têm a ver com a percepção do mundo exterior, tal como os 5 sentidos clássicos: sentido do tempo, termocepção e magnetocepção.

Este último não parece existir no Homem ou então é algo vestigial.

Muito interessante, isto agora é só cultura nesta floresta pura... de ignorância madura! ;)

O tal badalado "sexto sentido" também não me parece ser nenhum destes, mas é mais um sinónimo de intuição ou percepção não sensorial.

Enfim, vou então ler os comentários a ver se ainda fico sábio! :)

leprechaun disse...

Homessa! Ninguém tem curiosidade em espiar a Laurita... tão angélica e bonita?! :)

Ná! coscuvilheiro mesmo só este Duende, que a guardar segredo não aprende! ;)

Ora bem, em sentido muito lato, esse é ainda o tal sexto sentido , se bem que talvez chamar-lhe "sentido astral" não estivesse assim tão mal.

No post anterior, eu também pensei na telepatia ou clarividência, mas preferi ver o rumo que os comentários levariam. Essa percepção imediata fora do âmbito do limitado espaço a que estamos fisicamente confinados é uma realidade, mas por certo não é nos compêndios da ciência que vamos encontrar qualquer válida referência.

Logo, é a misteriosa conexão das almas...

Rui leprechaun

(...fora do espaço-tempo, lá nas calmas! :))

leprechaun disse...

Essa experiência com a fotografia, que a Laura relata, recordou-me agora algo que li aqui na Net há um par de anos acerca dessas subtis conexões entre sujeitos espacialmente separados.

Subtle Connections

A particularly poignant example was furnished by a young couple, deeply in love. Their EEG patterns remained closely synchronized throughout the experiment, testifying to their report of feeling a deep oneness.

De notar que, ainda neste campo dos outros sentidos ou percepção extra-sensorial, muita experimentação tem sido feita desde há bem mais de um século, mas mesmo com o envolvimento de várias universidades prestigiadas, sobretudo a Princeton University da Califórnia, para já nada disto chegou à ciência maisntream.

Cá por mim, não vejo o que existe assim de tão "impossível" ou improvável em tudo isso, mas claro que testemunhos de Gnomos não podem ser aceites...

Rui leprechaun

(...isso é malta série que não vai em místicos deleites! :))


PS: Ah! mas esse relato do esmurrado sonho pertence, afinal, aos tais sentidos interiores, nesse caso o proprioceptivo ou cinestésico.

Ná! A romântica Laura é que passa a marca... e aqui lhe dedico o meu medieval soneto à Petrarca! :)

CANCIONEIRO

Sois tão formosa, tão linda,
Que vos não posso gabar;
Quando a Beleza é infinda,
Ninguém a sabe cantar.

Sois tão linda, tão formosa,
Que nunca vos sei louvar;
Se a alma é maravilhosa,
É o corpo de encantar.

Sois tão perfeita, tão bela,
Que já não vos ouso amar;
Brilhais como a alta estrela
Que ninguém pode alcançar.

Sois tão bela, tão perfeita,
Que vos não sei adorar;
De Sol é vossa alma feita,
E é o corpo de luar.

Finalmente sois divina,
O céu é o vosso altar;
Andorinha pequenina,
Deusa linda de pasmar!

Laurita disse...

Ô Rui...
Nossa! Se assim me cantas sem me conhecer... já tens minha alma presa...

Pena... mas eu não tenho blog... assim, a fotografia ficará para outramargem... daqui a uns anos... quando pegue o vício do Alf e da Indomável... e abra meu próprio blog... quem sabe..

(antes de mais nada... perdão se alguma vez usar alguma expresão errada, mas a minha língua é o espanhol e não o português. Nosso jeito de falar muitas vezes parece muito imperativo... peço desculpas... nada mais longe disso)

Fiquei muito intrigada em saber se o que eu pensava concordava com aquilo que tu dizes sobre a magnetocepção. Fui lá, na wiki, e conferi.

Sei não... (juro que não é essa mania de mulher de estar a contradizer tudo...menos com homem tão gentil como tu) mas... essa tal da magnetocepção... acho que é o que guia muitas vezes os cegos... que passam a sentir até as cores... e conseguem evadir os objetos que estão no caminho...

Também ... como sempre... fazendo experiências exquisitas... uma vez pratiquei tiro ao alvo... Não fujas de mim... meu querido vate...Também tu, meu queridíssimo Alf... estás a olhar para ver se estou por perto?... Não, não ando pelas ruas a caçar...
Foi uma única vez. Uso lentes de contato... e essa vez estavam um tanto ruins.
Atirei e lembrei-me que sempre temos um sentido que não é apenas esse folclore da chamada "força" da Guerra das Galáxias... mas tem um pouco de certo...
Concentrei-me e atirei... total... as lentes não iam ajudar...
Quem estava a me ensinar... pediu para eu atirar novamente, pois não acreditava... eu quase fechava os olhos... Impossível...

É difícil de explicar... quem sabe o Alf possa... mas sei que temos um pouco de um outro sentido que faz com que percebamos os objetos que estão ao nosso redor. Apenas é preciso lembrarmonos de que os olhos não são o único instrumento para perceber...

"nada disto chegou à ciência"
Pois é... Merleau-Ponty se lamenta justamente disto... de que a ciencia seja vista como a única verdade... É por isso que se os cientistas estiverem mais abertos a questionar... a olhar tudo com os olhos da ingenuidade de um menino e a sabiduria que eles têm... seria esse um grande avanço (acho)


Concordo contigo...
Logo, é a misteriosa conexão das almas...

O prazer é meu!

Laurita disse...

Perdão, Alf... mas a tua explicação foi ótima e está mais acima...

Fui lá e voltei a me deliciar com teus pensamentos...
Obrigada

leprechaun disse...

LOL !!!

Cuidado, que isto de Gnomos é malta mais instável ainda que o tal neutrino improvável... bolinhas de sabão ou irisada ilusão! :)

Ná! Mas eu só palro e nada mais, creio e sinto a outra margem mas não saio aqui do cais...

Ou ainda, encanto-me porque pressinto e não nego esse instinto. Mas não o posso afirmar co'a certeza do pensar.

Logo, muito cismo e imagino...

Rui leprechaun

(...e ao Amor rezo ladino! :))


PS: Olha, altíssima sabedoria para ti... Love divine I offer thee! :)


Poems by Kabir (séc. XV)


When you really look for me, you will see me instantly —
you will find me in the tiniest house of time.
Kabir says: Student, tell me, what is God?
He is the breath inside the breath.