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quinta-feira, janeiro 08, 2009

Deixando o Aquecimento Global no Limbo

Bem, eu tinha pensado mostrar as variações do CO2 com as glaciações, mostrar como elas acompanham a variação da temperatura mas notando que o fazem com um ligeiro atraso, pois a variação do CO2 nesta situação é consequencia e não causa da variação de temperatura, mostrar como em sites credenciados mas ligados às ideias do “aquecimento global” os gráficos são ostensivamente esborratados para esconder que a variação do CO2 é posterior à da temperatura, apresentar as explicações existentes e a minha para o facto de o CO2 variar com a temperatura (até ao longo do ano varia com a temperatura);

e tinha pensado falar de como as plantas enfrentaram a progressiva diminuição do CO2, os ciclos de fotossíntese C3 e C4, as consequências da diminuição do CO2 a prazo; e finalmente, fazer um pouco de futurologia, analisando como a queima de combustíveis pode influenciar este quadro de progressiva diminuição do CO2.

Mas, com o frio que faz, quem é que ainda pensa no «aquecimento global»? Há quanto tempo as noticias não o referem? Quem é que vai aceitar planos de sequestro do CO2? Quem é que vai gastar dinheiro a destruir CO2 no meio desta «crise»? Claro que as propostas continuam a surgir, ainda há perspectivas de negócio, mas não acredito que vão para a frente.

Como o arrefecimento global implica maiores amplitudes térmicas, é possível que surjam uns dias muito quentes no Verão, e os incêndios do costume, e lá volte a tolice do aquecimento global; nessa altura talvez o tema ganhe oportunidade. Mas, por agora, digamos que perdeu actualidade, vou antes falar de outros assuntos, porque este... o interesse deste «arrefeceu», não é verdade?

quinta-feira, dezembro 11, 2008

O Dióxido de Carbono marca o Horizonte da Vida


History of Atmospheric CO2 through geological time (past 550 million years: from Berner, Science, 1997). The parameter RCO2 is defined as the ratio of the mass of CO2 in the atmosphere at some time in the past to that at present (with a pre-industrial value of 300 parts per million). The heavier line joining small squares represents the best estimate of past atmospheric CO2 levels based on geochemical modeling and updated to have the effect of land plants on weathering introduced 380 to 350 million years ago. The shaded area encloses the approximate range of error of the modeling based on sensitivity analysis. Vertical bars represent independent estimates of CO2 level based on the study of ancient soils.
(link para a página clicando na figura)


Um estranho problema de que não se fala é o desaparecimento do Dióxido de Carbono.

Como sabemos, o CO2 é o gás mais importante para a vida. Mais importante do que o Oxigénio, pois sem este a vida continuaria a existir na Terra, mas sem CO2 apenas em ambientes muito restritos continua possível a vida em formas muito elementares.

Ora quando analisamos a evolução do CO2 deparamos com algo a que certamente devemos prestar atenção: a taxa de CO2 tem vindo a diminuir desde as origens da Terra!

O CO2 já foi, a seguir ao vapor de água, o gás mais abundante na atmosfera. A atmosfera inicial da Terra compunha-se essencialmente de vapor de água e de CO2. Estima-se a quantidade inicial de CO2 em 30 a 50 atmosferas (30 a 50 vezes mais do que toda a atmosfera actual em massa)

Reparemos na figura: só nos últimos 500 milhões de anos diminuiu umas 20 vezes. Em relação às quantidades iniciais de CO2, a quantidade actual é cerca de 100 000 vezes menor.
Actualmente, o CO2 é mais raro que o Árgon, que é um gás raro. Aquele que já foi um gás dominante da atmosfera terrestre é hoje mais raro que um gás raro! Representa apenas 0,036% da atmosfera, enquanto o Oxigénio é 21% e o Argon 0,93% (e o Azoto 78%).

Se extrapolarmos a tendência de variação do CO2 dos últimos 200 milhões de anos, concluímos que, se tudo continuar como até aqui, dentro de 50 milhões de anos no máximo o CO2 desaparecerá e com ele a vida na Terra tal como a conhecemos.

Esta é a maior ameaça à vida terrestre alguma vez apontada. As consequências do desaparecimento do CO2 seriam muito piores que as maiores catástrofes alguma vez ocorridas no planeta, muito piores que o Evento que determinou a extinção dos Dinossáurios e outras extinções maciças ainda maiores.

Mas 50 milhões, embora uma insignificância à escala geológica, é um período dilatado à nossa escala. Valerá a pena preocuparmo-nos com isto?

Primeiro, notemos o seguinte: a vida será profundamente afectada muito antes do CO2 desaparecer. Muitas plantas precisam de níveis mínimos de CO2 superiores a 100 ppm (100 partes por milhão ou 0,01%) para poderem crescer; portanto, a extrapolação que temos de fazer não é para quando o CO2 for zero mas para um valor da ordem de metade do actual.

Depois, os níveis de CO2 têm apresentado nos últimos milhares de anos flutuações acentuadas, que atingiram valores tão baixos que ficaram próximos dos mínimos necessários à vida. Ora não sabemos porque é que o CO2 flutua desta maneira e, portanto, não podemos estar certos que na próxima flutuação não venha a cair demasiado para as necessidades da vida. Como veremos, isso pode encurtar o horizonte da Vida para uns 10 000 anos.

E, por último, continuamos a ouvir falar de projectos megalómanos, loucos e descontrolados para «sequestro» do CO2; um projecto destes (como, por exemplo, bactérias de laboratório) é uma verdadeira arma de destruição maciça. Como «sequestrar» o CO2 passou a valer muito dinheiro dentro das actuais e futuras políticas de «combate às alterações climáticas» não estamos livres de alguém a conseguir realizar. Isso poderia encurtar o horizonte da Vida para uns... 10 anos?

Pelo sim pelo não, será bom entender melhor porque e como varia o CO2 a curto prazo e que margens de segurança temos, não vos parece?

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

As Árvores Obesas

“Incrível, isto é incrível!”
Alita dá um salto com o susto mas acalma-se de imediato. Com voz suave pergunta:

“Que foi que descobriste agora, Tulito?”

É o máximo. Não acredito!”

“Diz lá, imagino que seja qualquer coisa sobre os «meus humanos»...”, a Alita esboçando um sorriso.

Árvores Obesas!!! É lá possível!!!”

“Tulito, desembucha de uma vez!”

Então não é que os teus Humanos, face à insustentabilidade daquele disparate do aquecimento global, inventaram agora uma outra maneira de diabolizar o CO2!”

“Sim!?”, a Alita agora curiosa, “qual?”

Eles estão fartos de saber que a Terra tem falta de CO2, as estufas dos países mais evoluídos têm atmosfera enriquecida em CO2, sabem que dobrando ou triplicando a concentração do CO2 as plantas crescem mais rápido, mais fortes, mais saudáveis e mais resistentes às pragas...”

“E..”, Alita interrompe, impaciente.

“...e agora vêm dizer que o aumento do CO2 na atmosfera tornará as árvores obesas!!”

“Árvores obesas?! Mas isso é o máximo, a imaginação deles é fantástica!”Alita dobra-se de riso.

Estás a rir-te?”, Tulito surpreendido, “devias ficar em pânico, eles são loucos varridos!”

“Tulito, sabes muito de Física mas não percebes nada dos Humanos.”

Pois, mas vais explicar-me, é para isso que cá estás.”

“Há milénios que os líderes deles recorrem à técnica da Mentira Conveniente. É assim: os líderes querem que a sua população assuma um determinado comportamento; então inventam uma ideia simples, que faça sentido no quadro das poucas coisas que o humano povo sabe, que mexa com os seus instintos básicos, e que o conduza à acção pretendida.”

"Não estou a entender o que é que isso tem a ver com árvores obesas.”

“Um exemplo: para a recente invasão do Iraque criaram a Mentira Conveniente das armas de destruição maciça; outro exemplo: há umas décadas, os líderes alemães, convencidos, pela teoria do espaço vital, que para garantir a sobrevivência do seu povo teriam de exterminar os outros povos, criaram a Mentira Conveniente da superioridade rácica do povo alemão.”

Pois, essa eu analisei para tentar entender a ciência deles; é que foram os próprios cientistas que inventaram as provas científicas e arqueológicas dessa pretensa superioridade, o que é incrível!”

“Nada incrível, a Ciência deles depende totalmente do poder político, não é um poder autónomo como acontece connosco. As Mentiras Convenientes, para serem credíveis, têm sempre origem ou na Ciência ou na Religião. Por exemplo, a grande expansão da religião cristã deve-se, em grande parte, à ideia de que os infiéis irritam o Deus dos cristãos. Esta simples Mentira Conveniente está na base de um imenso esforço missionário, movido pela necessidade de converter ou aniquilar os que não seguem o deus cristão, antes que este tenha um acesso de cólera e castigue todos por igual.”

Como é possível uma ideia tão estúpida ter uma força dessas?!”

“Ahh, parece que esse é um requisito para a Mentira Conveniente ser eficiente ahaha... quanto mais estúpida mais indiscutível!”

Pois, não se pode discutir o que não é lógico...”

“Exactamente, as Mentiras Convenientes baseiam-se sobretudo no poder do Medo. Outro exemplo, quando decidiram acabar com o tabaco inventaram que o tabaco provoca o cancro. Dizer que não faz bem à saúde, que causa diversos problemas pulmonares, que pode ser depressivo e outros malefícios verdadeiros não resultava, de modo que invocaram o medo máximo, o cancro! E, assim, resultou!”

E ninguém quis provas disso?”

“Esqueces-te que a Ciência deles não é autónoma... o líder decide e as provas científicas aparecem logo... ”

Ahhh... livra!”

“A teoria do Aquecimento Global é uma Mentira Conveniente, inventada para promover o desenvolvimento de energias alternativas ao petróleo. Uma necessidade óbvia mas se calhar impossível de conseguir sem o recurso à Mentira Conveniente. Impossível porque os Humanos não são comandados pela Razão.”

Pois, isso já percebi, daí atacarem o CO2, pois a queima do petróleo produz CO2 e água, e a água não serve para culpar...”

“Claro; e não hesitaram em usar modelos climáticos SEM NUVENS, para que o aumento do CO2 pudesse produzir os resultados pretendidos.”

Pois, isso é incrível, como é possível usar modelos climáticos sem nuvens, que são o regulador fundamental do clima?!”

“Estás a ver? E foi com a chancela da Ciência que isso se fez.”

Eu vi declarações de cientistas a dizerem que o aquecimento global causava ondas de calor e fenómenos extremos, quando é exactamente o contrário!”

“Claro, qualquer humano aluno de ciências têm obrigação de perceber que um aquecimento global se traduz em mais humidade, temperaturas máximas mais baixas e temperaturas mínimas mais altas. Ou seja, um clima melhor.”

Para não falar na burrice incrível de dizer que o degelo árctico faria subir o nível das águas. Mas como é possível os humanos aceitarem tais disparates?”

“Andei a investigar isso. Uma das razões é que o cérebro deles é hipnotizável, ou seja, é possível aceder directamente ao inconsciente profundo. Uma das maneiras de o conseguir é pela repetição da mesma ideia. Eles mesmo dizem que uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade.”

Essa é boa!!!”

“E agora, como a temperatura média da Terra está a descer há meia dúzia de anos, e assim vai continuar, a mentira do aquecimento global corre o risco de se tornar insustentável; então, eles têm de inventar outra coisa para continuarem a culpar o CO2. Estás a perceber?”

Estou. Devem andar a testar a próxima mentira. Essa coisa das árvores obesas deve ser um ensaio.”

“Exacto, tem todas as características necessárias, é uma mentira, é estúpida e aproveita o movimento anti-obesos que andam a implantar.”

Assim já faz mais sentido... hummmm.... e que achas tu dessa técnica de comandar os humanos? Poderá ser usada para enfrentar o Evento?”

“Não gosto. As soluções dos líderes deles são sempre as que envolvem o uso do poder máximo. Vê lá o caso da teoria do espaço vital: os líderes alemães, japoneses e não só acharam que a solução seria o genocídio da restante humanidade. Não pensaram noutra solução.”

Mas parece funcionar bem para combater o tabaco, promover as energias alternativas, etc...”

“Pois, não sei, não sei o suficiente dos humanos para ter uma certeza do que será melhor no caso... mas isso seria completamente inaceitável entre nós.”

Eles estão num nível mais primitivo ... entre o animal e nós, já têm Razão mas esta ainda não comanda...

“... não sei... não gosto... e pode ter efeitos colaterais.”

sexta-feira, outubro 26, 2007

Uma Mentira Conveniente


O nível mínimo de dióxido de carbono para suporte da vida? Espera aí, a resposta não é assim tão linear...

Então?

As plantas terrestres, na sua generalidade, têm um bom crescimento acima de 600 a 1000 ppm de dióxido de carbono; abaixo disso passam fome!

Passam fome? Nunca me lembrei de pôr a questão nesses termos, Tulito, mas tens razão eheheh.

Pois é, passam fome, ou seja, crescem lentamente e são estruturalmente mais frágeis.

Mas qual é o limite mínimo, Tulito?

Não estás a ver bem o problema, Alita. Supõe que tens 600 ppm de dióxido de carbono. Vais ter uma certa quantidade de biomassa vegetal, que vai crescer a uma certa taxa; numa situação de equilíbrio, o acréscimo da biomassa vegetal é comido pelos herbívoros. Portanto, para 600 ppm tens uma certa quantidade de biomassa vegetal e animal. Qualquer redução do dióxido de carbono significa diminuição do crescimento das plantas....

Ah, estou a ver, abaixo de 600 ppm qualquer diminuição do dióxido de carbono implica diminuição da biomassa total. Plantas, herbívoros e carnívoros vão entrar num ciclo presa-predador de 2 níveis e o equilíbrio médio final será com menos vegetação, menos herbívoros e menos carnívoros. Sobretudo menos herbívoros grandes, mais afectados pela diminuição da vegetação.

Exactamente, essa cabeça está bem lubrificada! Os carnívoros tem um importante papel na estabilização do sistema; se não fossem os carnívoros, o sistema herbívoros-plantas seria um sistema presa-predador de primeiro nível, com oscilações brutais e catastróficas.

Pois, os carnívoros funcionam como um amortecedor do sistema. Vê lá que só agora é que percebi a importância dos carnívoros!

E nota que a relação não é linear, uma redução para metade do dióxido de carbono originará uma redução para muito menos de metade da biomassa.

Portanto, queres tu dizer que, desde que o dióxido de carbono esteja abaixo dos 600 ppm, o suporte de vida fica afectado sempre que o dióxido de carbono desce. Muita fominha sempre que o dióxido de carbono descer!


Exactamente.

Bom, mas o que eu quero saber é o nível abaixo do qual a vida se extinguirá MESMO!

Bem, aí pelos 180 - 200 ppm as plantas já dificilmente se reproduzem, pelo que quando o dióxido de carbono atinge esse nível, a biomassa começa a reduzir-se rapidamente e tenderá para a extinção – os herbívoros irão comendo as plantas todas e depois eles e os carnívoros morrerão por falta de alimento.

Muito bem, então agora repara: segundo os registos deles que vi, os níveis de dióxido de carbono na Terra seguem as variação térmicas, variando cerca de 100 ppm por cada ºC de variação da temperatura global.

Também reparei. Aliás, em parte, a actual subida do nível do CO2 será consequência da subida de temperatura que ocorreu na segunda metade do século XX e não da queima de combustíveis fósseis, cuja quantidade é insuficiente para tal. Os registos mostram bem que as variações de temperatura precedem as variação do dióxido de carbono.

E também reparaste que nos períodos de glaciação o dióxido de carbono tem descido para uns perigosos 190 ppm?

Sim, reparei.

Então agora repara nisto: tão obcecados eles andam com o dióxido de carbono que estão a investir em força no desenvolvimento de sistemas para retirarem o gás da atmosfera; até já pensam em usar bactérias geneticamente modificadas para essa tarefa. Imagina, por um momento, que eles têm sucesso, e que desenvolvem um processo que faz baixar o nível do CO2; no próximo período de frio, o nível poderá descer abaixo dos 190 ppm e comprometer seriamente a vida na Terra.

(imagem: Wikipedia Vostok-Ice Core-Petit)

Hummm, não me parece que eles tenham essa capacidade... Eheheheh, então era esta a tua grande descoberta, Alita?

Não rias, mesmo pequenas quantidades sequestradas irão diminuir o reservatório global do dióxido de carbono e nas situações climáticas extremas poderá deixar de estar disponível a quantidade indispensável à manutenção da vida.
Eles sabem que o dióxido de carbono é importante... nos países mais avançados as estufas têm atmosferas enriquecidas em dióxido de carbono, nos outros países sabem que as estufas têm de ser fortemente ventiladas ou as plantas não crescem porque o nível de dióxido de carbono baixa dentro da estufa...

Se não recorrerem ao dióxido de carbono nem vão conseguir produzir alimentos para as crescentes necessidades humanas, a atmosfera terreste já não tem que chegue para suporte da biomassa humana, o uso de atmosferas enriquecidas em dióxido de carbono é hoje tão indispensável como o uso de adubos

Pois ... aliás, eu já li nos documentos do IPCC que o objectivo é suster os níveis de dióxido de carbono na atmosfera nos 500 ppm.
500 ppm?? Ahh, mas isso é impossível!

Impossível porquê?

Porquê? Ora, porque não haverá petróleo suficiente para isso. As reservas que eles conhecem de petróleo não chegam para uma subida dessas. São só 40 vezes o consumo anual actual. E acredito que não exista muito mais porque eles já devem saber quais as formações geológicas capazes de reter petróleo.

Espera aí, então estou a perceber tudo!

O que é que tu estás a perceber?

Estou a perceber o problema deles! De facto, é um grande problema! Ora repara: a civilização deles colapsa se o petróleo acabar; encontrar alternativas ao petróleo é difícil, demorado e dispendioso, é algo em que eles há muito deveriam estar a trabalhar em força.

Pois, deviam estar a trabalhar o problema do fim do petróleo em vez da treta do Aquecimento Global.

Mas é isso mesmo que estão a fazer! Não estás a perceber?! Então achas que os teus humanos se vão preocupar com a perspectiva de o petróleo acabar numa data que pode ultrapassar a esperança de vida deles?

Pois, tens razão! Os humanos medem tudo em relação a eles próprios. Algo que ultrapasse a esperança de vida deles deixa-os indiferentes.

Claro. Que o petróleo não vai durar para sempre, há muito que o sabem. Vê lá se isso os preocupou. Nada. Com eles, preocupações é para o último dia. Era preciso encontrar algo que os fizesse pensar que o consumo do petróleo iria ter consequências dramáticas nas suas vidas, a muito breve prazo!

Então tu achas que tudo isto do Aquecimento Global foi construído com o objectivo de permitir encontrar uma alternativa ao petróleo?

Acho. E agora tudo faz sentido. Uma coisa que me fez confusão é porque é que decidiram que a média climática de 1961 a 1990 deveria ser tomada como referência. Agora percebo: porque corresponde à juventude da maioria dos humanos! Os humanos facilmente tendem a considerar que o clima da sua juventude é o clima “normal” e como o clima está sempre a variar, é então fácil “provar” que há uma “alteração climática”. Não é assim que tu dizes que se conduzem as massas humanas, falar para os instintos e fazer associações simplórias?

Exacto. Mas isso seria uma estratégia genial... então tu achavas os humanos tão burros e agora vens com uma ideia dessas?

É só o mesmo que já fizeram em relação ao tabaco... um bocado mais refinado, mas o que está em jogo também é bem mais sério.

Mas realmente faz sentido o que dizes... e está a dar os primeiros resultados...

Sim, mas ainda têm um longo caminho pela frente... o custo do consumo do petróleo vai ter de continuar a subir rapidamente, pelo menos uns 30% ao ano... mais...

Bom, mas a minha preocupação acaba por estar certa... se eles optarem por investir nas técnicas de sequestro do dióxido de carbono, não só prejudicam a atmosfera, que já está nos níveis mínimos necessários a assegurar a sobrevivência nos períodos de frio, como deixam de investir nas formas alternativas de energia.

Ahh, isso é certo. Aí vão ter um sério problema. Afinal, sempre acabaste por descobrir um problema, Alita! E ficamos a compreender o porquê desta confusão do Aquecimento Global. Mereces uns pontos nesta nossa competição!

Eheheh, obrigada Tulito, embora eu não esteja nada convencida de que a tua teoria esteja certa... este monte de vigarices, desinformação, mentiras descaradas até... tudo por um objectivo nobre e algo distante? Se fosse verdade era bom era, mas ainda não vi que os humanos fossem capazes dum feito destes...

A máquina de inteligência artificial anda-me a dar alguns resultados que pressupoem essa capacidade... pode ser por a máquina ser programada por nós e isso a levar a considerar possibilidades que seriam verdade na nossa civilização mas não na deles...

Olá! Estás a despertar-me a curiosidade para esses resultados que estão a fazer-te mudar a opinião sobre os humanos!

Eh eh ... de qualquer maneira, a causa primeira da confusão em que a Ciência deles se encontra... sabemos bem qual é!

Claro! Não sabem que a Terra se está a afastar do Sol! Mas de quanto tempo precisarão ainda para descobrir o fenómeno do Desvanecimento?? Quase dois milénios levaram eles para perceber que a Terra andava à volta do Sol...

Pois, e essa ignorância vai começar a ter consequências perigosas...

Sim sim, mas agora é altura de mostrares o que obtiveste na máquina de inteligência artificial, Tulito. Estou muito curiosa para ver o que te está a dar tão estranhas ideias sobre os humanos.

domingo, outubro 21, 2007

Consciência Global


Digo-te já que me deu cá um trabalhão deslindar a paranóia do Aquecimento Global...

Aliiita! Eu tenho um trabalho a fazer! Vai aos finalmentes!

Livra, não andas nada bem! Saudades de casa?

Alita, não era uma crítica, eu estou é ansioso para saber o que descobriste. Até porque eu também estou a obter uns resultados interessantes.

Ahh, então podemos fazer uma competição: quem terá obtido resultados mais interessantes?

Boa! Mostra-me lá as tuas descobertas que eu depois mostro-te as minhas.

Então lá vai. Como sabes, eles não sabem que os planetas se afastam do Sol.

Sim, ainda ignoram o fenómeno do Desvanecimento.

Exacto. Ora acontece que os cientistas que estudam os vestígios do passado da Terra chegam sistematicamente à conclusão que a temperatura terrestre é sempre crescente em direcção ao passado.

Claro, pois se a Terra estava mais próxima do Sol...

Claro para nós, mas misterioso para eles. Eles pensam que a distância ao Sol é constante e que a energia radiada pelo Sol era menor no passado, logo a Terra deveria ser mais fria no passado, nunca mais quente!

Estou a ver. E então?

Então, andaram à procura de uma causa e repararam numa coisa: os níveis de Dióxido de Carbono são crescentes em direcção ao passado!

Claro! Qual é a admiração?

Eles não se admiraram, sabem que o dióxido de carbono vai desaparecendo em carvão, carbonatos, etc. Mas acharam que tinham encontrado uma explicação: efeito de estufa causado pelo Dióxido de Carbono!

Como é isso?

Fizeram modelos climáticos. Tinham uma dificuldade: não sabiam contabilizar o efeito das nuvens. Mas verificaram que se presumissem que o efeito delas era nulo, a introdução do dióxido de carbono no modelo originava um aumento de temperatura próximo do observado nos últimos milhões de anos!

Só por acaso! O clima é completamente determinado pelas nuvens e pela irradiação solar.

Isso sabemos nós, mas eles não sabem. Agora, mete-te na cabeça deles: como explicar a espantosa contradição entre temperatura e irradiação solar para quem não sabe que a Terra se afasta do Sol?

Estou a ver, a correlação entre o dióxido de carbono e a temperatura era demasiadamente tentadora...

Exacto.

Mas ouve lá, isso não faz sentido, eles fazem ideia de quão quente foi o passado terrestre?

Os registos mais ou menos fidedignos de que dispõem não se estendem muito para além dos 60 milhões de anos, por isso não têm uma perspectiva muito sólida da história térmica da Terra. Calculam que a temperatura global tenha descido uns 7 ºC nos últimos 100 milhões de anos.

E não têm mais dados?

Têm vários indícios, mas a sua interpretação pode ser diversa. Embora alguns sejam bastante claros, nomeadamente a data de aparecimento da água à superfície ou que as bactérias primitivas, as arqueobactérias, eram termófilas. Já descobriram várias que vivem a temperaturas elevadas e a uma pressão de várias atmosferas, como a Pyrolobus fumarii , que vive a 113ºC; eles têm evidências de que essas eram as condições na Terra quando a Terra já tinha mais de metade da idade que tem hoje!

E querem explicar isso com o dióxido de carbono?

A alternativa seria fazer investigação fundamental, questionar as bases do seu conhecimento, mas isso está fora de questão para eles.

Mas ouve lá, isso continua a não fazer sentido: num modelo sem nuvens, a temperatura subirá quase tanto no equador como nos pólos, o que não acontece. Como é que ultrapassaram isso?

Meu querido, eles funcionam assim: a melhor das hipóteses que conseguem produzir é adoptada como “verdadeira”, enquanto não aparecer uma melhor. Evidências de que não pode ser o dióxido de carbono têm muitas, agora até têm uma muito forte, pois já sabem que Marte também teve um passado quente do qual o dióxido de carbono não poderá ter sido a causa; o que não têm é uma hipótese melhor!

Ser contra as observações não a elimina?

Não, a Ciência tem de ter sempre uma explicação; assim elegem a menos má como a verdadeira... do momento. O problema não está neste procedimento, está em não fazerem investigação fundamental.

Claro. As bases do conhecimento têm de ser continuamente questionadas e investigadas. Vejo que ainda não perceberam bem isso...

Eu tenho uma teoria sobre isso, mas fica para outra altura. Nota, no entanto, que a Ciência se limitou a investigar a hipótese de o dióxido de carbono ser a causa do aquecimento do passado. Esta paranóia do Aquecimento Global não foi provocada pela Ciência.

Não foi?

Não, isto é Política. Imagino que tenha a ver com a necessidade de desenvolver energias alternativas ao petróleo. Alguém se terá lembrado de que a associação que os cientistas andavam a testar entre aquecimento e dióxido de carbono servia às mil maravilhas: bastava apresentar o dióxido de carbono como responsável por uma catástrofe ecológica!

Mas qual catástrofe? Um aumento da temperatura média seria óptimo, significa temperaturas mínimas mais altas e máximas mais suaves, um clima mais uniforme. O arrefecimento é que é catastrófico!

Claro! Mas isso não interessa, é só um pretexto, a subida da temperatura média é insignificante, nem 0,5ºC nos últimos 50 anos. Claro que isso não dizem, falam apenas de projecções fantásticas de não sei quantos graus no futuro. São tretas atrás de tretas, furacões, subidas mágicas do nível das águas, até com secas eles ameaçam, vê lá tu!

Quanto maior a temperatura média, maior a pluviosidade...

Claro. Toda a campanha do Aquecimento Global é feita para actuar no Inconsciente dos humanos

Estou a ver. É como a campanha do tabaco. O tabaco causa doenças horríveis mas não imagino qual possa ser a ligação do tabaco ao cancro; mas o que interessou é que o uso desse argumento é altamente efectivo. Cancro, impotência, fumadores passivos, usaram tudo o que se lembraram.

É isso. Aqui fizeram o mesmo e também funcionou.

Está bem, mas o que é que isto tem a ver com o Evento Solar?

Dentro de uma ou duas décadas perceber-se-á que, afinal, o tabaco nada tem a ver com o cancro; com o aquecimento global irá passar-se o mesmo. Conheces a lenda deles do menino e do lobo?

Sim, estou a perceber-te. Para fazer face ao Evento Solar é necessário mobilizar toda as capacidades, só que, nessa altura, Governos e Ciência terão perdido a credibilidade.

Exacto, é esse o meu receio.

Mas se me permites, também vejo um lado muito positivo nisso tudo.

Qual?

Segundo me explicaste, para gerir a sociedade humana não se pode ser racional. A Razão, neles, serve para construir a argumentação que vai suportar o que já foi decidido pelo seu Inconsciente, que é a verdadeira fonte das ideias e decisões. Não se convence os humanos a deixarem de fumar com a Razão, não é? O diálogo poder-povo não é com a Razão, é com o Inconsciente.

Sim, é certo. É preciso falar para os instintos, os medos, os desejos, fazer associações simplórias com as ideias aprendidas e as experiencias de vida. Como fazem as Igrejas.

Então repara: esta cena do aquecimento global deu uma contribuição importante para o desenvolvimento duma consciência global. Parece concebida para provocar esta resposta nos humanos. É um atentado à Razão, mas eficaz a nível do Inconsciente. E conseguir esta Consciência Global é o primeiro passo para que eles sejam capazes de enfrentar o Evento Solar e os outros desafios do futuro. Um primeiro passo essencial, crítico.

Sim, tens razão!!!

Ah, os teus olhos já têm aquele brilho positivo de que tanto gosto!

Cala-te! Tens muito que fazer, já te esqueceste? Mas não te entusiasmes porque há um pequeno detalhe que pode ter consequências dramáticas a curto prazo.

Mau, de que é que estás a falar?

Sabes qual é o limite mínimo do nível de dióxido de carbono para suporte da vida, não sabes?

sexta-feira, outubro 12, 2007

Os Desafios da Vida


Ena, Tulito, estás muito pensativo, o que se passa? Esta missão está a desarmonizar-te?

Nem imaginas o que me saiu na máquina de inteligência artificial....

Então?

Fica para depois, quero fazer umas verificações primeiro. Fala-me mas é tu do tal assunto muito importante que ficou no ar.

Não é nada que nós não soubéssemos já, é algo que ultrapassámos com facilidade, o problema está em que as características mentais deles estão a criar uma situação em que eles não só não identificam o problema como o vão precipitar.

Deixa-te de considerandos e passa aos finalmentes, Alita.

Uiii, não estás nada bem não... mas eu não estou a divagar, já sabes que tenho de seguir o meu raciocínio...

Pois, já sei, as fêmeas não têm o poder de síntese dos machos em espécie nenhuma ehehe... segue lá o teu raciocínio!

Ainda bem que contribuí para o bem-estar do teu ego masculino. Responde-me lá a esta questão: qual é o primeiro grande problema de sobrevivência que a Vida enfrenta?

Além do Evento Solar?

Claro; esse não é um problema de fundo, é pontual, há sempre sobreviventes.

A diminuição progressiva de temperatura?

Bem, esse é, tens razão, mas esse é um problema que a vida ultrapassou pelos seus próprios recursos. Eu refiro-me ao primeiro problema que exige uma actuação específica da espécie inteligente.

O esgotamento dos biocomponentes?

Claro! Estava a ver que nunca mais lá chegavas!

Estava a pensar que te referias a alguma coisa dramática, pelo teu ar, Alita...

Não é um problema dramático, mas estes humanos estão em vias de o transformar em tal.

Como assim?

Qual é o primeiro biocomponente a faltar?

O Azoto. Os compostos de azoto bio-utilizáveis. Mas eles já ultrapassaram isso, produzem esses compostos industrialmente...

Claro. Os compostos de Azoto já não são produzidos no planeta deles há vários milhares de milhões de anos e a quantidade inicial vai saindo fora do bio-ciclo, diminuindo a quantidade utilizável; os seres vivos têm uma reduzidíssima capacidade de fixar o Azoto. Nós resolvemos o problema investindo na proliferação das formas vivas capazes de fixarem o Azoto, eles resolveram industrialmente.

E onde é que está o grande problema?

Calma Tulito! Qual é o segundo grande biocomponente a faltar?

O carbono. Ou melhor, o dióxido de Carbono.

Claro. O Dióxido de Carbono é essencial à Vida. Mas é um gás reactivo, solúvel na água e que se combina com outros elementos formando compostos que os seres vivos não processam. A imensa quantidade inicial de dióxido de Carbono vai desaparecendo ao longo do tempo e, a partir de uma certa altura, a quantidade da biomassa passa a ser proporcional à quantidade de dióxido de carbono, diminuindo à medida que este vai diminuindo.

Ainda não disseste nada de novo, Alita. Esse é um processo lento. Há muitos milhões de anos que eles estão nessa fase.

Pois estão. A biomassa no tempo dos dinossáurios era muito maior que a actual, mas à medida que o dióxido de carbono foi diminuindo, assim foi diminuindo a biomassa. Hoje, a vegetação é quase toda anã e os animais, com a única excepção das baleias, também o são. As plantas já nem crescem a partir de certa altitude. Grande parte do planeta já não tem vida quase nenhuma. Mas eles não têm consciência disso, medem tudo sempre em relação a eles próprios, eles pensam que a fauna e a flora no tempo dos dinossáurios é que era gigante, vê lá tu!

Pois, eu sei. A biomassa, portanto a quantidade e tamanho dos seres vivos, diminui proporcionalmente ao dióxido de carbono. Mas eles estão numa era em que a produção de energia se faz com produção de dióxido de carbono, o que irá equilibrar o processo o tempo suficiente para encontrarem forma de ultrapassar essa dificuldade.

Chegaste ao busílis da questão! É que os paleontólogos humanos cometeram um erro com consequências dramáticas.

????? Os paleontólogos???

Sim. E dada a capacidade tecnológica que eles parecem ter, a ocorrência em breve do Evento Solar até pode ser uma sorte... uma tragédia que evitará outra maior...

De que raio estás a falar, Alita?

Eh eh, não te preocupes, já percebi que este erro não pode aguentar-se muito mais... mas sabes quem acaba de ganhar o Nobel da Paz?

Explica-te de uma vez, Alita, não comeces com os teus números de suspense. O que tem a ver o Al Gore com os paleontólogos e o Nobel da Paz com essa putativa tragédia que eu ainda não percebi qual é?

quinta-feira, agosto 02, 2007

Luz Apagada


Ena, olha-me esta!

Que se passa? Até empalideceste!!

Isto é sério... muito mais sério do que eu pensava...

Estás a falar de quê?

A Nature publicou um artigo onde se compara a pluviosidade com as projecções dos modelos climáticos incipientes que eles fazem; como detectou uma diferença, concluiu que isso era prova de que a actividade humana está a afectar a pluviosidade no planeta!!!!

?????

Sério!

Parece que cada vez entendo menos a cabeça dos humanos. Há qualquer coisa neles que me está a escapar... Isso não é novo, presumem sempre que os modelos estão certos, a realidade é que está errada... matéria negra, energia negra, Universo inflacionário, clima alterado pela actividade humana...não entendo, não encontro lógica nenhuma que suporte isto...

Mas esta fase “climática” é o máximo... O clima está sempre em evolução, como tudo no Universo, o futuro é sempre diferente do passado, até os poetas deles sabem disso. Sabem perfeitamente que o clima muda sempre, têm dados que remontam até há 100 milhões de anos atrás...

... e os cientistas desta geração resolveram que o clima que fazia na sua juventude é que era o clima “normal”! Fizeram a média dos valores entre 1961 e 1990, e declaram todos os desvios a esses valores como sendo uma anomalia!!! Se o clima continuasse igual é que seria uma “anomalia”!

Pois, mas estás a ver o que podemos concluir do facto de uma revista científica de topo publicar uma coisa destas, não estás?

Estou-te a perceber... assim nunca conseguirão descobrir o que vai acontecer...

Pois não, eles nunca aceitam nada que contrarie as teorias existentes e escolhem sistematicamente uma explicação simplória para o desajuste entre teorias e observações. Assim, é completamente impossível construirem teorias correctas. Será por se especializarem em campos muito estreitos e perderem informação contextual?


É uma possibilidade... ainda não sabem inserir a especialização no contexto... por isso é que os astrofísicos sustentam que a Terra estaria completamente congelada no passado, por ser o que resulta do seu modelo de universo.. em vez de concluirem que o seu modelo está errado.


Ah ah, errado... isso é impossível para eles... Alita, os teus humanos são terrivelmente arrogantes, é o que é!

Ainda te hei-de fazer gostar deles, apesar de tudo. As coisas não se explicam com essa simplicidade. Começo a suspeitar que existirá um defeito no cérebro deles... tenho de fazer umas investigações...

Isto está feio, nós não podemos interferir, eles não são capazes de descobrir...

Não costumas dizer que há sempre uma solução?

Pois, mas isto desmoralizou-me... sinto-me verdadeiramente impotente e sem esperança... pela primeira vez.


(imagem: Nasa, Wikipedia)

quarta-feira, julho 04, 2007

Sol e Clima


Amiguinhos, vamos então hoje dar mais um importante passo em frente na compreensão do “aquecimento global”!

Qual foi a importante conclusão a que já chegamos? Alfredo? ... Cristina?

- Creio que foi a de que Vénus e Terra terão um sistema climático semelhante, a diferença de temperatura sendo consequência da maior proximidade ao Sol de Vénus...

Eeeeexactissimamente. Muito caladinha a Cristina, mas quando fala é pela certa!
Portanto, sabemos que a energia radiada pelo Sol varia, sabemos que a temperatura da Terra varia, e temos a semelhança entre Vénus e Terra para fazer uma primeira estimativa da relação entre as duas coisas.

Ora entretenham-se lá a calcular essa relação. Dados do problema: Terra: temperatura média: 14ºC; irradiação: 1360W/m2. Vénus: temperatura média: 452ºC; distância ao Sol: 0,72 da distância Terra-Sol. Quem acabar as contas ponha o braço no ar.

........

Nuno, diz lá.

- Então, como a irradiação varia com o quadrado da distância, é fácil calcular a irradiação em Vénus; depois, dividindo a diferença de temperaturas pela diferença de irradiação obtém-se que a temperatura varia 0,35ºC por cada Watt de irradiação, ou seja, a relação é de 0,35 ºC/W

Certíssimo! Muito bem Nuno. E agora, para que é que isso nos serve?

- Bem, se soubermos como varia a actividade solar com o tempo, poderemos estimar como varia a temperatura da Terra ao longo do tempo...

Exactamente. E como podemos saber como varia a actividade solar?

-Então, não há medidas de satélite?

Haver há, mas são muito recentes. Na realidade, não temos medidas directas da actividade solar muito recuadas; mas temos vários indicadores dessa actividade, o mais importante dos quais, para a faixa de tempo que agora nos interessa, é o número de manchas solares.

- Manchas solares?! O Sol tem manchas? Será acne? Ahahahah

Brincas mas acertaste. Tem acne tem. Tem manchas e são tão grandes como a Terra. Manchas escuras. O Galileu foi dos primeiros que as estudou cuidadosamente. Diz-se até que isso terá contribuído para a sua cegueira. E acontece que existem registos do número dessas manchas com cerca de 3 séculos, o famoso “sunspot record”. E, especialmente interessante para o nosso problema, a variação do número de manchas é muito aproximadamente proporcional à variação da energia radiada pelo Sol!

- Então, podemos usar o sunspot record para sabermos como variou a irradiação nos últimos 3 séculos?

É isso mesmo que vamos fazer. O primeiro passo é estabelecer a relação entre a variação das manchas solares e a variação da irradiação. Para isso, eu usei os dados do último satélite, o Sorce, disponíveis em http://lasp.colorado.edu/sorce, e obtive que a relação entre a irradiação e o número R de manchas solares tem o valor de 0,013 W/R. Portanto, podemos transformar o número de manchas solares em W/m2 de irradiação e estes em temperatura!

O resultado é este belo gráfico. Para o obter, limitei-me a multiplicar o “sunspot record” pelas duas relações que achamos, convertendo o número de manchas solares em graus de temperatura, e apliquei o resultado a um circuito elementar de carga-descarga, simulando a capacidade térmica da Terra. O modelo mais simples possível, com a mesma resistência de carga e de descarga. Com um tão elementar modelo para um processo tão complexo não podemos esperar mais do que correspondência entre características média.

Que vos parece este gráfico?

sexta-feira, junho 29, 2007

Somos Anões?


As dimensões gigantescas dos dinossáurios causam-nos assombro. Já viram o esqueleto do pescoço dum dos dinossáurios maiores? Aquelas vértebras imensas? Como era possível manter uma estrutura como um pescoço daqueles???

E não eram só os dinossáurios. A natureza parece ter enlouquecido naquela altura. Gigantes em todas as classes de animais. A vegetação era gigantesca e densa!!!

Certamente um erro da natureza, por isso já quase todos os gigantes desapareceram.

Será?

Ou será que estamos a fazer um erro de perspectiva, será que agora é que a vida na Terra está reduzida a uma população de anões?

Claro que ser anão não é defeito, tem vantagens óbvias. Mas em vez de nos perguntarmos porque é que era tudo tão grande há 70 milhões de anos atrás, que tal perguntarmos porque é que é tudo tão pequeno agora?

Sabemos que o clima da altura era muito melhor do que o de hoje: uma temperatura média da ordem dos 25ºC com oscilações térmicas mínimas. Todo o planeta tinha condições óptimas de habitabilidade, do equador aos pólos.

Hoje, vivemos num planeta arrefecido, com grandes amplitudes térmicas, em que grande parte da área já não suporta vida ou a suporta em condições muito difíceis. Esta penúria climática será a razão?
Em parte. As plantas não podem existir em parte do planeta e noutra parte têm de se adaptar às "estações do ano", têm de viver em ciclos anuais, só podem reproduzir-se uma vez por ano, só podem germinar uma vez por ano.

No post “O Ciclo das Fezes” referi que a biomasssa estava limitada pela quantidade de Azoto combinado disponível na natureza, limite este que foi levantado quando a humanidade começou a produzir adubos industriais. Não há falta de Azoto na Natureza, mas como ele é muto difícil de combinar com outros elementos, a Vida tem dificuldade em o utilizar, precisa dele incorporado em compostos orgânicos. Isso é uma limitação mas também tem uma vantagem: o Azoto não desaparece! Não se combina com outros elementos nas condições existentes na natureza, portanto permanece.

Ora o mesmo não se pode dizer do Carbono. Naturalmente que a biomassa também está limitada pela quantidade de Carbono. Este combina-se facilmente, nomeadamente com o Oxigénio, e a Vida não tem dificuldade em o incorporar. Mas exactamente porque é tão fácil de combinar, o Carbono tem um problema: desaparece. Forma outros compostos, nomeadamente carbonato de cálcio.

Nos tempos primordiais da Terra, o Dióxido de Carbono já foi muito abundante. Mas foi transformado em biomassa, em carbonatos, dissolveu-se nas águas, desapareceu! Hoje é um gás residual na atmosfera. Ínfimo mesmo: 0,03%!!! O Árgon é 0,9% e é considerado um gás raro. O Dióxido de Carbono é 30 vezes mais raro que o Árgon!

Mas se não há Dióxido de Carbono, as plantas, que se formam a partir dele, não podem crescer! A sua velocidade de crescimento tem de ser muito lenta. E, se o crescimento é lento, não podem atingir grandes dimensões porque não têm tempo de vida suficiente. E toda a cadeia alimentar vai ficar condicionada por isto.

Então, o esgotamento do Dióxido de Carbono está a esgotar a Vida na Terra. A Vida ir-se-á tornando mais pequena e mais rala.

Afinal, os Dinossáurios não eram gigantes. Nós é que somos anões!

(também, não admira: vivemos num planeta tão frio e tão esvaziado de Dióxido de Carbono...)

quarta-feira, junho 27, 2007

Ondas de Calor


Vamos então recapitular os aspectos essenciais do sistema de nuvens, a ver se vocês perceberam bem o assunto. A energia radiada pelo sol não é uma constante, e isso contribui para que a temperatura média anual da Terra não seja constante. Há, assim, períodos que podemos designar de aquecimento global e outros de arrefecimento global. Quais são as características de um período de aquecimento global? Quem se atreve a responder? Olha a Patrícia! Então diz lá.

- Se há um aumento de temperatura, existirão mais nuvens... e mais humidade no ar, não é?

Certo. Continua.

-Então, as amplitudes térmicas serão menores... os invernos menos frios, os verões mais suaves...

Exactiiiissimamente certo. Muito bem Patrícia. Reparem: o aquecimento global caracteriza-se por Verões mais frescos! Caracteriza-se sobretudo pela subida das temperaturas mínimas, não pela subida das máximas, que descem. E o arrefecimento global?

- Agora é fácil: Verões com máximas mais altas e Invernos muito mais frios. As amplitudes térmicas aumentam porque há menos vapor de água.

Muito bem Afonso. Não levas um exactiiissimo porque agora era muito fácil. Notem o seguinte: as variações de temperatura média anual no intervalo da vida humana são mínimas, não chegam a um grau centígrado. Não são nada que nós possamos notar. Nem é nada que se possa notar num registo de medidas de temperatura de um sítio qualquer, cuja variabilidade é muito maior que isso. Só se consegue notar na média de registos de temperatura colhidos por todo o planeta. E não é fácil, a margem de erro é muito grande.

- Então quando as pessoas dizem que o clima está mudado, é uma ilusão?

- Claro que é uma ilusão. À força de ouvirem isso nos media, as pessoas seleccionam da sua vaga memória do passado o que corresponde a essa ideia e esquecem o que a contraria.

- mas então uma coisa: como os noticiários andam sempre a falar em ondas de calor agora, isso significa que estamos num período de arrefecimento global?

- Boa pergunta Laura... já estranhava o teu silêncio eheheh. As ondas de calor têm de existir, não é? A temperatura não é uma constante, logo, há ondas. Podiam inventar ondas de chuva, para designar os dias de chuva, ou ondas de frio, para designar os dias de frio. Mas como estamos na “onda” do “aquecimento global”, o que tem impacto, o que impressiona as pessoas, é falar em “ondas de calor”. As pessoas ficam logo a pensar: “lá está, o aquecimento global, é bem verdade”. Mas não é, pois não?

- Não, é ao contrário, o arrefecimento global é que produzirá ondas de calor mais fortes. É no arrefecimento global que as ondas de calor serão mais intensas.

- Pronto, vocês estão uns sabões! E aprendam aqui uma coisa muito importante: os raciocínios que “parecem lógicos”, como esse da associação de temperaturas altas a aquecimento global, estão sempre errados! Sempre! O que é que dizia Einstein?

- Deus é subtil!!!!

Isso, não se esqueçam. Agora prestem atenção que vou muito rapidamente mostrar como podemos estimar a variação da temperatura média anual da Terra

(continua)

quinta-feira, junho 21, 2007

Vénus


Para começar, vamos fazer uma experiencial conceptual, uma técnica a que o Einstein recorria muito. Imaginemos então que deslocamos a Terra um bocadinho em direcção ao Sol. Que vai acontecer ao clima? António?

- Hããã, então..., bem, a irradiação solar é maior, logo a temperatura superficial começa a aumentar, a evaporação aumenta, formam-se mais nuvens... e deve atingir-se um novo ponto de equilíbrio, pois as nuvens são mais eficientes a impedir a entrada de energia do que a saída, fecham a entrada de energia...

Eeeexactissimamente correcto. Muito bem António! Se formos aproximando cada vez mais a Terra do Sol, a temperatura da Terra vai subindo e a água dos oceanos vai passando para a atmosfera, formando nuvens. Até quando?

- Até a temperatura atingir os 100ºC, claro!

Asneira, asneira... Mais subtil, mais subtil... Laura?

- Bem, à medida que a água se evapora a pressão atmosférica aumenta... e se aumenta a pressão, então a temperatura a que ferve também aumenta...

Eeeexactissimamente correcto. Muito bem Laura! Se toda a água da Terra estivesse evaporada na atmosfera, a pressão atmosférica seria cerca de 270 atmosferas! À temperatura de 374ºC, uma pressão de 220 atm é suficiente para impedir a água de “ferver”; e acima dessa temperatura já não existe estado claramente líquido para a água mas um estado de densidade e compressibilidade variáveis com a pressão, não há fronteira líquido/gás. Portanto, a água nunca chega a ferver, a temperatura vai subindo, a pressão também, e isto pode ir até temperaturas muito altas.

- Mas tem de haver um ponto onde isso se desequilibre... as nuvens vão fechando, fechando, mas e quando fecharem tudo?

Eeeexactissimamente... bem observado Tarzan. O problema não está em baixo, está em cima! Desde que exista água suficiente é claro. O que vai limitar o processo é a capacidade das nuvens em bloquear a entrada da radiação solar. Portanto, haverá um ponto em que isso se esgota e a partir do qual se aproximarmos mais a Terra do Sol mais energia solar vai penetrar na atmosfera enquanto a que sai não pode crescer. Nessa altura, outros fenómenos surgirão para escoar o excesso de energia que penetra, do tipo explosivo, ejecção de gás, olhem, podemos dizer que as nuvens irão ferver, e essas erupções irão libertar o excesso de calor interior, estabelecendo o balanço entre o que entra e o que sai.

Agora vejam o seguinte: se nós conhecêssemos as condições da Terra a duas distâncias diferentes do Sol, poderíamos facilmente estabelecer a relação entre temperatura e irradiação solar, não é verdade? Pois é. Ora, não sabemos isso, mas quase... nunca ouviram dizer que Vénus é o planeta irmão da Terra?

- Ahhh, estou a ver, Vénus é como se fosse uma Terra mais perto do Sol!

Eeeexactissimamente... quase certo! A diferença é que a atmosfera de Vénus é mais pequena do que seria a da Terra, a pressão à superfície de Vénus é só de 92 atmosferas, e as nuvens são de dióxido de carbono em vez de vapor de água. Há diferenças.

- E a as nuvens estão a ferver em Vénus?

Não!!! E isso é que é o ponto importante. Bem observado Laura. Vénus tem clima estável, a cobertura de nuvens é serena desse ponto de vista. A temperatura de corpo negro de Vénus, ou seja, a temperatura que corresponde à energia perdida por Vénus no lado “noite”, é de cerca de -45ºC, é inferior à da Terra.

Inferior à da Terra? Então Vénus está mais perto do Sol e perde menos energia do que a Terra?

Claro! Então repara, a camada de nuvens de Vénus está muito mais fechada do que a da Terra; tanto a energia que entra como a que sai são menores do que na Terra! E não havendo sinais de fenómenos eruptivos, teremos de concluir que o sistema de nuvens de Vénus está a controlar a energia solar que entra, mantendo esta tão baixa como a que sai.

- Então podemos usar Vénus para estimar relação entre a irradiação solar e a temperatura da Terra?

Eeeexactissimamente! Estava a dever-te um Laura eheheh.... Ou, seja, pelo menos não é um disparate grosseiro. O que é um disparate grosseiro é concluir precipitadamente que a alta temperatura superficial de Vénus é devida a um fenómeno de catástrofe térmica provocado pelo dióxido de Carbono. É devida ao Sol e a um engenhoso sistema de cobertura feito pelas nuvens. Vamos agora ver como isso nos permite compreender as variações climáticas da Terra e até saber como vai variar o clima nos próximos anos...

Trimmm Trimmm

terça-feira, junho 19, 2007

No Tempo dos Dinossáurios


Sabias que no tempo dos dinossáurios não existia gelo nos pólos? Ahh, não sabias! Pois é verdade, por muito estranho que te pareça: NO TEMPO DOS DINOSSÁURIOS NÃO EXISTIA GELO NOS PÓLOS!

Onde é que existia gelo? Em lado nenhum! A temperatura média da Terra seria cerca de 25ºC, mais 10ºC do que hoje. Há quem diga que eram mais 15ºC. Como era mais quente, existia mais vapor de água na atmosfera e mais nuvens, logo uma grande estabilidade térmica em todo o planeta: as amplitudes térmicas eram muito pequenas, talvez tão pequenas como 5ºC, a temperatura no equador não seria muito superior à actual, a dos pólos é que era quase tão alta como a do equador.

Como se explica isso? Bem, a verdade não posso dizer-ta ainda, mas posso dizer-te como a Ciência o tentou explicar. Vais-te rir... Primeiro, tentou explicar com o Dióxido de Carbono. Sabes, os registos do passado da Terra são coincidentes em duas coisas: tanto a temperatura como o dióxido de carbono são tanto mais altos quanto mais no passado. Daí a infeliz ideia de que o dióxido de carbono seria responsável por um misterioso efeito de estufa que determinaria o aquecimento da Terra. Mas o aquecimento no tempo dos dinossáurios, ou seja, aí há uns 100 milhões de anos atrás, é grande demais. Então, os cientistas lembraram-se de outro gás: o metano! Mas onde estaria a fonte de metano? Brilhante ideia: os intestinos dos dinossáurios! Os peidos dos dinossáurios!!!!

Estás-te a rir? É verdade! Essa foi a primeira explicação. Depois surgiu a de que o metano existiria em bolsas submarinas, que o teriam libertado em grandes quantidades nessa altura. Fizeram-se pesquisas, encontrou-se alguma coisa, mas nada capaz de explicar esse aquecimento. Por isso, agora, é assunto de que se não fala. A Ciência só tem de falar dos seus sucessos, não tem de falar dos seus insucessos.

Mas... se não foi o Dióxido de Carbono nem o Metano, o que foi afinal que fez a Terra ficar tão quente?

sábado, junho 16, 2007

Aquecimento Global (1)


Quais as duas coisas que mais influenciam a temperatura da Terra?
Pergunta fácil, não é verdade? O Sol é, obviamente, a mais importante. Depois, vêm as Nuvens. As nuvens reflectem a energia solar e limitam a perda de calor da superfície. Nada na Terra tem uma influência no clima que se compare à das nuvens.

Há muitas décadas que se sabe que a actividade solar, ou seja, a energia radiada pelo Sol, não é constante, embora a sua variação seja pequena. Mas se varia, então a temperatura da superfície terrestre variará também.

Como estimar a relação entre actividade solar e temperatura?

Nuvens! Temos de modelar o sistema de nuvens!

Todos sabemos que se a noite tiver nuvens fica menos fria do que se não tiver. E que o contrário acontece de dia.

As nuvens reflectem a energia solar, por um lado e, por outro, limitam a perda de energia da Terra para o espaço. As nuvens formam uma cobertura variável, um tecto que abre e fecha!

Ciclo da água: evapora-se, sobe na atmosfera, condensa-se formando nuvens, precipita-se em chuva. Se aumentar a temperatura, aumenta a evaporação e aumenta a formação de nuvens

A energia perdida através das nuvens pode ser estimada a partir da temperatura exterior das nuvens. As medidas por satélite indicam que esta varia desde cerca de -30ºC (negativos) até cerca de -60ºC e mesmo inferior. À medida que aumenta a massa de nuvens, mais baixa é a temperatura exterior porque mais alto estão os cristais de gelo.

Eis então um modelo muito simples: as nuvens são uma cobertura de extensão variável, com uma temperatura da ordem dos -50ºC, que impede a entrada da energia solar na Terra, reflectindo-a.

Vejamos como isto funciona: se aumentar a actividade solar, começa a aumentar a temperatura superficial; em consequência, cresce a evaporação e a formação de nuvens – a “cobertura” fecha-se mais um pouco, cortando a entrada de energia solar.
Caracterização do novo ponto de equilíbrio:
- aumenta a temperatura superficial
- aumenta a cobertura de nuvens
- diminuí a energia solar que chega ao solo

Notem o seguinte: a eficiência das nuvens a bloquear a energia solar é muito maior do que a impedir a saída de calor da Terra. Se a Terra estivesse totalmente coberta de nuvens, a perda de energia para o espaço apenas diminuiria uns 30%, mas a diminuição de energia solar que chegaria ao solo seria muito maior. Por isso, este sistema de nuvens é altamente estável, nunca entra em catástrofe térmica! Assim que aumenta a temperatura superficial, as nuvens fecham a entrada de energia solar, estabilizando o sistema!

Como é inteligente a natureza! Não há hipótese de uma catástrofe térmica!

O leitor mais dentro destas coisas estará a pensar: então e Vénus? Não ocorreu uma catástrofe térmica em Vénus, que elevou a sua temperatura superficial para valores da ordem dos 450ºC?