terça-feira, julho 10, 2007

Mistérios: a Rotação da Terra


Pronto, pronto, não vou discutir contigo os teus amigos humanos, ehehe! Acho que estás a ficar um bocado como eles, ahahahah. Mas olha, estou a ver aqui uma coisa que tem a ver com o que disseste.

O que é?

Eles já são capazes de medir a velocidade de rotação da Terra com precisão suficiente para detectarem a sua aceleração.

E?

Olha lá, a velocidade média de rotação da Terra aumentar é uma impossibilidade no quadro da Física deles! Para eles, a rotação da Terra tem de diminuir em consequência do efeito de Maré exercido pela Lua e pelo Sol. Eles até dizem que o afastamento da Lua é consequência do efeito de Maré!!!!!

Chiii, que confusão! Então, como é que explicam esse resultado?

Ahahaha. Aí é que está o interessante! Para eles, o dia tem de aumentar 2,7 milissegundos em cada 100 anos. Desde que fazem medidas com precisão elevada, no últimos 35 anos, a duração do dia tem exibido uma clara tendência decrescente; apesar disso, continuam a falar do atraso da rotação da Terra. Ninguém, fora do meio, tem a mais pequena ideia de que a velocidade de rotação da Terra está a aumentar. Não é curioso? Porque razão têm este cuidado em evitar que isto se torne público?

Mas como fazem isso?!?

Quando desenvolveram os relógios atómicos criaram, há meio século, o Tempo Atómico Internacional. Tiveram de definir o segundo atómico a partir da definição de “segundo” que tinham dos relógios anteriores, cuja precisão era inferior. Não sei se o “segundo” ficou curto demais, devido à imprecisão das medidas anteriores, ou se existiu mesmo um período em que a duração do dia aumentou, anterior à década de 70, mas o certo é que nessa altura o “segundo” atómico estava curto demais. Em consequência, para acertar o tempo terrestre com o tempo atómico, começaram a cortar 1 segundo uma ou duas vezes por ano ao tempo terrestre, a que eles chamam UTC, ou seja, Tempo Universal Coordenado.

Eheheh... essa mania das grandezas.. tempo Universal, nem mais nem menos...

Éh lá, é a primeira vez que criticas os teus humanos!

É para veres como eu sou objectiva, ao contrário do que dizes...

Ora bem, então aproveitaram esses cortes de 1 segundo para dizerem que isso era devido ao atraso da rotação da Terra! Simples, não é? A Terra a acelerar e eles a sugerirem o contrário, mistificando com o corte do segundo....

Se estivesse a diminuir, teriam de cortar 1 segundo num ano, 2 no outro, 3 no seguinte e por aí fora. Se era sempre 1 segundo, isso significa que a duração do dia é constante, o relógio é que está a medir mal.

Isso és tu a pensar... mas sabes melhor do que eu como funcionam os humanos...sabes que um raciocínio simplório vence sempre um subtil...

A primeira explicação deles é sempre simplória. Parece-me um problema metodológico.

A especialista em Humanologia és tu... mas, cá para mim, o que se passa é que eles seguem as ideias simplórias e rejeitam as subtis...

Mas houve lá, se a Terra continua a acelerar, qualquer dia não podem cortar segundos. Então como vão fazer?

Já não podem cortar. Começaram por espaçar os cortes e já deixaram de cortar. O que não quer dizer que não voltem a cortar porque a Terra acelerou muito e agora deve atrasar um pouco antes de voltar a acelerar. Mas se tiverem de começar a acrescentar segundos em vez de cortar, dirão simplesmente que isso se deve a flutuações na velocidade com que a Terra se atrasa, não irão dizer que é devido a uma aceleração da Terra enquanto o puderem negar.

E existem flutuações?

Sim, e há outros factores que causam a aceleração da Terra; o dia tem diminuído bastante mais que o meio milissegundo por século determinado pelo Desvanecimento. A taxa de diminuição em meio século de medidas é quase dez vezes isso, o que mostra que existem outras causas bem mais importantes.

O Galileu desenvolveu a medida do tempo e isso permitiu-lhe deitar para o lixo as teorias Aristotélicas... queres ver que vai ser de novo a capacidade de medir o tempo com maior precisão que vai revolucionar a Física actual deles?

Por isso é que esta aceleração da Terra é tão assustadora. Admiti-la é como espreitar pela luneta do Galileu...

60 comentários:

bruno cunha disse...

No meio de uma aceleração e de uma travagem, o meu cérebro pifou!
LOL
Quais as reais consequências da aceleração? E as do abrandamento?

Tarzan disse...

Mas tem que se reconhecer que é difícil atribuir as "culpas" a quem é que está errado. Se se usa o posicionamento da Terra para acertar o relógio e depois, no ano seguinte as contas não batem certo, de quem é a culpa? da Terra? ou do relógio? Como resolver o problema? A medição do tempo é, de facto, um tema fascinante.

antonio disse...

A vida é que anda acelerada!

Percebi bem? Agora temos extra-terrestres?

alf disse...

Bruno
Há uma primeira questão que é a seguinte: dentro das teorias físicas actuais, a velocidade de rotação da Terra tem de diminuir dum montante calculado. Se isso não acontece algo está errado!

O facto de a Terra estar a acelerar tanto deve constituir motivo de atenção. Que se está a passar? Podem estar a ocorrer fenómenos geológicos profundos que alterem a forma e dimensões da Terra. Podem existir fenómenos físicos desconhecidos. Podem as leis físicas estarem erradas. Podem estar a acontecer todas estas coisas.

Tem-se tentado explicar isto com o clima. Mas esta aceleração começa a parecer para além das possibilidades dos movimentos atmosféricos e das águas e gelos.

Em resumo, aqui há mistério...

alf disse...

Tarzan
Não há culpas nenhumas a atribuir ao trabalho de medidas. Aliás, é um trabalho de se lhe tirar o chapéu! O nível de precisão actualmente atingido é inacreditável, sobretudo se atendermos que a Terra não roda apenas, o seu eixo também oscila, os continentes movem-se, etc, e tudo isso tem de ser considerado.

a questão está na necessidade de impôr a ideia de que a Terra se está a atrasar apesar dos resultados em contrário das medidas.

Veja bem: há tantos anos que ouve falar dos cortes de segundos e alguma vez ouviu dizer que a velocidade de rotação da Terra estava a aumentar? Já viu algum documentário científico sobre isso?

Este é um facto inconveniente.

alf disse...

António

Extraterrestres? O que é isso? ahh, estou a entender, está a falar do ponto de vista de um terrestre, que divide o Universo em Terra e Céu! Pois, estou a entender, também dividem os seres em terrestres e extraterrestres...Desculpe, como eu sou um cidadão do Universo não tinha percebido essa perspectiva regional.

Pois, este blogue não é regional não...

indomável disse...

Já agora vou meter tambem a minha colherada de mulher, ateia e comunista (eheheh).
Este diálogo, cá para mim, podia muito bem ser entre Deus e... Deus.
O eterno ying e yang, o masculino e o feminino juntos num ser só, o equilibrio que tanto buscamos pode muito bem ser a origem de todas as coisas.
Alf, adorei como expuseste este tema.
Crescendo e aprendendo, that's what I always say...

Tarzan disse...

Mas alf, qual é o referencial usado para se calibrarem os relógios? o dia solar? o dia sideral? o ano solar o ano sideral?

Algum deles há de ser, não?

alf disse...

Ola Indomável, a tua carinha dá imensa alegria a este blog!

A tua sugestão não está nada mal vista... um dia destes ainda exponho um assunto através de um diálogo entre o ying e a yang...

um beijo e obrigado

alf disse...

Tarzan, a definição de "segundo" é a duração do dia solar médio a dividir por 86400.

A definição do segundo atómico foi baseada na determinação do dia médio feita entre mil setecentos e tal e mil oitocentos e não sei quantos, suponho que vem na Wiki; mas, é claro, isto supõe um relógio de alta precisão nesses tempos distantes, o que não existia em comparação com a precisão das medidas de hoje.

Os relógios atómicos funcionam a partir da frequência de uma radiação emitida numa transição atómica. Portanto, o que houve de definir foi o valor da medida da frequência associada feita com base nessa definição de segundo.

Ao definir: esta radiação tem a frequência X, a partir daí está definido o valor do segundo: é o período que se obtem dividindo a frequência dessa radiação por X

alf disse...

Meus Amigos

É muito fácil explicar uma aceleração da Terra de acordo com os valores medidos. Reparem: a taxa de variação da velocidade de rotação é da ordem dos 5.10^(-10)por ano; se aplicarmos esta taxa ao raio da Terra, obtemos que um encolhimento da ordem dos 4 mm por ano será suficiente para explicar a aceleração medida!

A Terra estará a encolher? Naturalmente que sim, pois que o seu interior estará a arrefecer, a quantidade de combustível radioactivo vai diminuindo.

Só há um problema: se a resposta é essa, esta aceleração não é de agora. Mas como ninguém se tinha lembrado disso, todos os estudos referentes ao passados estão feitos na base de que a Terra tem vindo a diminuir a rotação, os dias dantes seriam menos, o ano teria mais dias. Discute-se se era 2,7 ou 2,1 ms por ano. Confirmando-se isto, tudo esses estudos caem no ridiculo, a Ciência teria de admitir que se enganou! Ora a Ciência nunca se engana, é mais infalível do que o Papa.

Estão a ver o problema que isto é?

Tarzan disse...

Alf, não respondeu à minha questão. E o que é que se entende por dia médio? Como é que se verifica que passou um dia médio sem recorrer ao relógio?

A ver se me faço entender. Se eu disser que o "metro" equivale a 1,6843950459 da minha altura estou a dar uma medida bastante exacta. Mas e se amanhã eu crescer? O referencial -que sou EU- deveria ser imutável. Mas não é. O que se tornaria bastante problemático se não pudéssemos construir instrumentos de medida absolutamente rígidos, pois nunca saberíamos se é o referencial que está a mudar ou se é o instrumento de medida que perde precisão. Se os dois mudarem, então não estou a ver como é possível resolver o problema.

alf disse...

Tarzan, esse problema surgiu quando se definiu o "segundo" atómico. O segundo UTC, porque se baseava no dia médio e este varia ao longo do tempo, era diferente do atómico. Que eu me lembre do que li, houve pelo menos duas relações entre os dois segundos. Mas a partir de determinada altura, por volta de 1960 creio, adoptou-se o "segundo" atómico, que está rigidamente associado a um fenómeno atómico. Esse segundo é invariante. Na sua génese está o tal segundo função do dia médio, mas o "segundo" atómico já não é função disso.

Metrologia não é a minha especialidade. Mas se for à Wiki e pesquisar UTC encontrará toda a informação. Ou então vá ao IERS (http://www.iers.org/) onde encontrará informação e dados.

alf disse...

Tarzan, note ainda o seguinte: as variações da duração do dia são de apenas poucos milissegundos. Muito acima da precisão de um relógio mecânico. Só já bem dentro do século XX foi possível construir relógios com uma precisão comparável à da duração do dia. Só a partir desta altura é que o problema do "segundo" definido astronomicamente não ser constante se põe. E por isso se definiu o "segundo" a partir dum fenómeno atómico.

Tarzan disse...

Mas Alf, no post você argumenta que os relógios atómicos estavam (estão) a considerar segundos curtos demais. Ou estou todo baralhadinho?

Claro que isso não invalida o gráfico apresentado nem a constatação de que há oscilações na velocidade de rotação da Terra.

alf disse...

Tarzan
Exactamente; o segundo atómico foi definido naquela altura com os meios que existiam e terá ficado ligeiramente curto; por isso, ao fim do ano, o relógio atómico estava coisa de 1 s adiantado (um erro mínimo para os relógios anteriores ao atómico); como o UTC passou a usar o segundo atómico, o tempo UTC estava adiantado e foi preciso cortar 1 segundo todos os anos - não porque a Terra se estivesse a atrazar, mas porque o segundo, definido com o rigor possível na época, estava ligeirissimamente curto.

Nota que eu não posso afirmar que não tenha existido um qualquer milagre que tenha permitido aos técnicos da altura terem acertado com a duração do "segundo" com uma precisão extraordinária e impossivel para os meios da época; nesse caso, teria de ter ocorrido um período de atraso da rotação, depois compensado com o avanço; mas como eu não acredito muito em milagres, e como desde que há medidas com rigor que a tendencia para acelerar se observa, e já começam a ser muitos anos, não vejo razão para pensar que a Terra teve um comportamento diferente - o que é plausível é considerar que o "segundo" foi definido dentro da margem de erro da época, como é normal, e que o erro que teve foi por defeito.

Note ainda que antes destes cortes de 1 s já se faziam acertos ao UTC, só que eram de décimos ou centésimos de segundo e não eram do conhecimento publico porque não existiam aplicações publicas que pudessem ser afectadas por esses ajustes frequentes mas pequenos.

NinaSimone disse...

Eu gostaria de entender profundamente os misterios da tua ideia sobre a rotação da terra, o seu encolhimento possível e o clima.

Atenção que o meu profundamente é quase plano.

Então não é o aquecimento global o chato que anda a cascar no clima mas sim o planeta que esta cansado de rodar que nem um peão de circo, e tal como um velho bem velhinho, com o passar da idade, encolheu uns centimetros e essa cena, faz com que todos os seus ossos (nós como parte de articulações)estejam a beira da guilhotina???

Explica-me assim como se eu fosse uma miuda mesmo Muitooooo burra, ou melhor, como se eu fosse apenas ligeiramente retardada de conhecimentos cientificos.

Vá, sê o rapaz paciente que conheço e enfia-me umas informações que eu depois descodifico isso em prosa de revista cor de rosa.

alf disse...

Ola nina
Ahaha ainda bem que apareces, que contigo isto ganha outro balanço!

Sabes, mistérios há muitos.. eu ainda vou de falar de mais alguns. Parece que não têm nada a ver uns com os outros mas no fim irá surgir uma nova teoria que explicará os mistérios todos

A rotação da Terra não tem nada a ver com o clima. O clima depende do Sol: aqueceu enquanto a energia produzida pelo Sol esteve a aumentar; agora a energia solar estar a diminuir e o Clima está a arrefecer.

Nos próximos anos teremos invernos frios e no Verão, podem ser batidos recordes de temperatura, pois quando a Terra arrefece as amplitudes térmicas aumentam.

A Terra não está cansada de rodar - pelo contrário, roda cada vez mais depressa! Ora isso parece misterioso à primeira vista, onde é que já se viu um corpo ganhar velocidade sem ser acelerado por alguma acção exterior?

Mas acontece que a Terra, ao contrário da Lua e provavelmente de outros planetas como Vénus e Mercúrio, tem uma reacção nuclear no seu interior que liberta calor e faz com que a Terra ainda não tenha arrefecido.

Por isso é que logo abaixo da crusta terrestre a rocha está em fusão, por isso é que há vulcões na Terra.

Mas o combustivel nuclear vai-se gastando e a energia produzida diminui muuuito ligeiramente. Quase nada, mas diminui e isso origina um pequenino arrefecimento do interior da Terra ao longo do tempo.

Isto não tem consequências climáticas porque o calor que sai do interior da Terra através da crusta, ou seja, do "chão", é muito muito pouco.

Se te puseres em cima duma cadeira giratória e começares a rodar com os braços abertos, sabes o que acontece se fechares os braço? a velocidade de rotação aumenta!

Ora é isso que acontece com a Terra. O arrefecimento interior (nada a ver com o climático) determina uma contração, uma diminuição de tamanho e, em consequência, a Terra acelera a rotação, tal como te acontece ao encolheres os braços.

Tudo isto tem valores insignificantes à nossa escala, mas é relevante às escalas em que a Ciência trabalha; se é isto que se está a passar com a rotação da Terra, então a Ciência meteu água nos estudos astronómicos que têm sido feitos relativos ao passado.

O único problema disso é que obriga a Ciência a admitir que se enganou e isso é um grande problema para a Ciência! Para fugir a ele, prefere enganar-nos a nós, insinuar que a Terra se atrasa quando ela se adianta...

A "credibilidade" da Ciência é muito importante no actual sistema...como o era no passado. Por isso é que o Galileu foi perseguido, porque afirmava que a ciência estava errada! Não era a Bíblia, era a CiÊncia!

E isso é um problema hoje também. A Ciência está errada numa série de coisas fundamentais mas ai de quem quiser fazer como o Galileu e tentar mostrar isso..

indomável disse...

Espera lá,
então, se bem entendi, a terra estava dilatada por acção do calor interior, como é normal em todos os corpos e neste momento está a sofre uma contracção por força do frio interior, tal como todos os corpos.
Ao mesmo tempo o Sol está a diminuir a emissão de energia. E estes dois fenómenos têm alguma coisa a ver um com o outro?
Será o choque gravitavional do António finalmente a conseguir meter-se onde já é chamado? Ou eu estou tão baralhadinha, tão baralhadinha que a seguir me vão dizer, oh pá, ó gaja, cala-te mas é para aí e vai fazer o almoço?

NinaSimone disse...

Quem te mandar fazer o almoço Indomável...leva um carolo! Temos apenas que ter um pouco de cuidado para não estragar o penteado enquanto pensamos, mas de resto temos umas ideias batutinhas...(risos)

Fred, assim é que se fala, claro como a água e cheio de suco que espremer. Parece-me estar a começar a esforçar menos o neuronio.

Isso do choque gravitacional também me interessa. Aguardo que digas da tua justiça.

alf disse...

Indomável

Ahahah as tuas ideias são certamente melhores que os teus cozinhados! Puzeste tudo muito clarinho!

(claro que não faz "frio" no interior da Terra, a diminuição de temperatura é muitíssimo pequena, estamos a falar de variações relativas anuais da ordem de 5 partes por 10 mil milhões de partes! mas a tua descrição simplificada põe tudo muito mais claro)

De futuro, até podemos fazer o seguinte: eu faço os posts e tu depois fazes um comentário a explicar para toda a gente entender. Que tal a proposta?

O Sol não tem nada a ver com isto, são duas coisas completamente distintas.

Quanto ao choque gravitacional, só o António poderá responder-te, esse "mistério" é dele..

alf disse...

Ninasimone

Foi óptimo teres querido ser esclarecida. Ficou tudo muito mais claro para toda a gente... até para mim eheheheh

Cuidado com os choques do António...

Anónimo disse...

tarzan:
a sua afirmação :
"O que se tornaria bastante problemático se não pudéssemos construir instrumentos de medida absolutamente rígidos"
é absolutamente válida, porque não temos garantias nenhumas de que os nossos referenciais de medida não mudem ao longo do tempo.

Todas as medidas são reportadas às unidades principais Massa, Comprimento e Tempo (MLT - Mass Length Time).
Se uma, duas ou muito especialmente as três unidades mudarem ao longo do tempo não podemos comparar com facilidade.
As equações base sobre o mundo regem-se através de equações em que intervêm M,L,T,c,G,alfa.
Tem-se efectuado estudos científicos que tentam pôr em evidência alterações nas constantes 'alfa'- constante fina da matéria, 'G'-constante de gravitação, e 'c'-velocidade da luz, mas não se ajustam às medidas observadas do mundo.
Na teoria actual vigente pressupõe-se que as constantes são de facto constantes ao longo do tempo e pressupõe-se também a invariância no tempo das unidades MLT.
Estas pressuposições podem ser abusivas. Atente-se que num mundo que se apresenta altamente dinâmico logo foi fixado a invariabilidade de M,L,T,c,G,alfa e, como refere o Tarzan, é altamente problemático se não pudéssemos construir instrumentos de medida absolutamente rígidos.

Aposto que ainda voltaremos a ver referida e explicada a teoria do Desvanecimento (do futuro) que o alf (no falar dos não humanos) refere.
Aguardamos ansiosamente o noticiário.
(deixem-me continuar como 'o anónimo' até porque sou o único neste blog e é tão bom como tarzan , antónio, nina, ou qq outro)

Anónimo disse...

alf :
independentemente da justeza ou não de mais esta novidade (do alf!) e que ninguém tinha notado até agora -
perda de diâmetro, por perda de energia (=masssa, E=mc^2, Einstein) sob a forma de radiação, que creio não afectar a velocidade de rotação.
perda de diâmetro por puro arrefecimento, este sim afectando a velocidade de rotação.
no exemplo da bailarina que fecha os braços ela tem a mesma massa antes e depois de fechar os braços.
No entanto os dados do link abaixo parecem ir em sentido diverso do que indicas:
neste link vem o gráfico de LOD que apresentas relativo a tempos recentes:
http://www.fer3.com/arc/m2.aspx?i=016750&y=200407
mas em tempos mais recuados a tendência parece outra conforme outro gráfico nesse link:
http://www.fer3.com/arc/img/016750.lod.1832-1997.png

o LOD em tempos recuados creio que foi baseada no estudo de eclipses bem reportados (no tempo e lugar) em tempos passados e mais ou menos longínquos
Historical Values of the Earth's Clock Error DeltaT and the Calculation of Eclipses :
http://articles.adsabs.harvard.edu/cgi-bin/nph-iarticle_query?2004JHA....35..327M&data_type=PDF_HIGH&type=PRINTER&filetype=.pdf
Five Millennium Canon of Solar Eclipses: -1999 to +3000 :
http://sunearth.gsfc.nasa.gov/eclipse/SEpubs/5MCSE.html

antonio disse...

Finalmente começam-me a levar a sério! (vou mudar de blog...)

A terra roda de forma excêntrica, é natural que no seu movimento de rotação acelere e desacelere.

alf disse...

Anónimo

Exactamente! Por isso eu digo que há muitos estudos, os estudos anteriores às actuais medidas de alta precisão, que concluem que a Terra atraza.

Mas desde que há medidas, ela acelera! E o que digo é o seguinte: se a causa desta aceleração é a redução do diâmetro terrestre devido ao arrefecimento, e já alguém me disse (obrigado Katia) que já foi medida uma redução de 5 mm anuais no raio ou diametro da Terra, então a Terra acelera deste sempre!

O que é que isto significa? que esses estudos estão errados!

Como vai a Ciência lidar com esta situação? Admitir o erro? Essa é a questão.

Ou seja, a questão de fundo aqui é a "personalidade da Ciência".
A Igreja procura entender a "personalidade" de Deus, mas essa já eu entendi; mas é preciso agora entendermos as "personalidades" da Ciência e da Religião. Porque vamos entrar em choque

alf disse...

António, você já não pode mudar de blogue - tem demasiadas fãs neste! ehehe

A inclinação do eixo tem a ver com variações periódicas da duração do dia, que são função do ângulo do eixo terrestre em relaçao ao Sol; no entanto, o valor acumulado da aceleração corresponderia a uma variação da inclinação do eixo de muitos graus, o que não aconteceu. No entanto, é uma hipótese sobre a qual não fiz cálculos.

antonio disse...

O período da variação da velocidade da rotação da terra é um múltiplo nepperiano do da sua excentricidade.

Esta variação segue uma função de coseno hiperbólico, com uma ligeira modulação de fase que segue os ciclos solares. Mas sobre esta última questão não me quero adiantar para não lhe estragar a festa.

Vou ficando por cá, alguém tem que contribuir com soluções e não só com perguntas!

alf disse...

Eh pá António, você assim assusta o pessoal!!!

As soluções nascem do diálogo. Quando fiz este post eu ainda não sabia porque razão a Terra estava a acelerar - foi na sequência do diálogo que se estabeleceu que eu percebi!

A descoberta de que a Terra acelera porque o interior está a arrefecer é nossa! Resultou do nosso diálogo. Nunca vi isso escrito em lado nenhum. Eu não sabia quando fiz o post.

A melhor explicação que a ciencia tem é a seguinte: em consequencia do "aquecimento global", a massa de gelo sobre os polos diminui, levando a que a Terra ajuste a sua forma, elevando-se nos polos e diminuindo no equador.

Este post é muito importante porque nos permitiu a nossa primeira "descoberta" em conjunto (poderá não estar certa - estou convencido de que está -, mas é uma boa hipótese); e também para percebermos que as coisas podem ser exactamente o oposto do que parecem e do que se afirma.

António a confirmação da sua continuidade nesta aventura é uma grande notícia. O sucesso da missão dependerá da coesão da equipa!

antonio disse...

Lá me fugiu o sentido de humor para a arrogância... não volta a acontecer!
O que eu queria dizer, é que lá vou dando as minhas soluções. Infelizmente o mundo tem dificuldade em aceitar dois génios no mesmo blog!

indomável disse...

Ó António, isso dos 2 génios era comigo e com a Nina, não era?
É pá, é que onde quer que vá as pessoas apelidam-me logo de génio. já não há pachorra. Qualquer dia tenho que ficar bem caladinha, ao menos assim não sou catalogada. Mesmo assim, acho que me vão topar logo pelo olhar esperto e os gestos rápidos. (humildade é coisa que não existe pessoal!)

alf disse...

eheheh vocês são o máximo! Altura para o próximo post, já recebi o sinal!

antonio disse...

Claro que sim! Mais ou menos...

Tarzan disse...

A "Liga Nacional de Leigos em Matérias de Física, Quântica e Afins" cujo membro honorário (e único) sou eu, apela a um ponto de situação ao nível, mor e nomeadamente, das possíveis novas causas das oscilações na rotação terrestre: excentricidade? Contracção? Expliquem, pff.

antonio disse...

Tarzan, se usarmos o vocabulário todo acabamos por acertar!

alf disse...

Tarzan
A conclusão deste diálogo é a seguinte:

1- A Terra mostra uma tendência de aceleração da velocidade de rotação da ordem dos 5ms por dia por século.

2- Isto é totalmente contrário ao previsto. O previsto é que a Terra se atrazasse 2,7ms por dia por século, no mínimo, devido ao efeito de Maré da Lua

3- A Teoria do Desvanecimento (algo que encontraremos a caminho do Futuro) determina uma aceleração mas o seu valor é cerca de 10 vezes inferior ao medido

4- A Ciencia não tem uma explicação para isto; mas existe uma teoria que assenta em considerar que a diminuição do gelo nos polos conduz a um elevamento polar e achatamento equatorial; o balanço do movimento da matéria do equador para os polos e da água dos polos para o equsdor determinaria a aceleração terrestre.

5 - a explicação que aqui surgiu é a de que o interior da Terra está a arrefecer muito ligeiramente, determinando a contracção e consequente aceleração devido à conservação do momento angular; bastam alguns milimetros de redução do raio terrestre por ano para explicar a aceleração medida.

6 - Quer a explicação da ciência quer a nossa implicam que vários estudos que têm sido feitos e que "concluiram" que a Terra se estava a atrasar teriam de estar errados.

Por último, o António desempenha, e muito bem, o importante papel de estimular o diálogo e de apontar caminhos; para isso tem de dizer coisas várias que não devem ser interpretadas à letra mas primeiro que tudo como provocações estimulantes.

Um abraço

Amigo disse...

Tarzan, Alf e Indomável.
Confesso que como amante da ciência adorei os esclarecimentos e num momento que queria entender o que a ciência percebe em relação ao aumento da velocidade de rotação da terra encontrei este blog. Porém, eu, como conhecedor de outros fatores queria complementar algo que talves vos pareça absurdo, mas é fato que confirma seus comentários. Alguém escreveu a respeito desse assunto dizendo que haveria um tempo em que os dias seriam abreviados. Certa vez em uma aula de física meu professor (Dr pela USP e UNICAMP) comentou sobre a expansão do universo e confrontando com a palavra de DEUS descobri no velho testamento que DEUS também fala sobre isso, que ele contém a expansão do universo. Gente, não quero vos converter apenas comparar descobertas da ciência que adoro, com o que conheço de DEUS.
Não se pode fechar os olhos, a ciência tem descoberto muitas coisas, porém coisas que pessoas simples as vezes sem formação alguma que conhecem a palavra já ouviram falar.
Não sei como recebrão meu comentário, que não é uma crítica, pois também acompanho a evolução da ciência. Porém quero dizer que existe sim um DEUS (não estou supondo que não creiam) e ele anunciou muitas coisas que as pesquisas tem comprovado. Isso fortalece minha fé, ver se cumprir as professias do Senhor através das análises feitas por pessoas que muitas vezes desprezam o poder e existência de DEUS.
Amados DEUS abençoe a cada um e peço que com sua fé orem pela humanidade, para que sejamos polpados dos efeitos catastróficos que estamos sujeitos e para que DEUS conceda muito mais inteligência aos cientistas para que novas descobertas sejam feitas.
JESUS vive e cuida de cada um de nós pq nos ama.
Um forte abraço a todos e creiam no Senhor, apreciem sua palavra que nos revela muitos mistérios que o mundo não compreende.

Milla Vargas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Milla Vargas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
anonimodenome disse...

uma notícia recente dava conta de que tem havido um aumento do gelo nos pólos, em altitude, embora na periferia do Ártico e Antártico haja menos gelo. A Terra acelera à semelhança do conhecido exemplo da bailarina de patins no gelo que acelera a velocidade de rotação quando encolhe os braços, fazendo com que mais massa fique junto do eixo de rotação.
Posto assim o argumento usado pela ciência fica estranho, pois a mim parece-me que menos gelo nos pólos implicaria baixar a velocidade de rotação.
Quanto ao dois amigos transatlânticos aconselho-vos calma. Temos terra ainda para muito tempo.
Hoje li num jornal que elementos duma seita apocalíptica, na Rússia, tinham finalmente abandonado a caverna onde estiveram abrigados desde o Outono passado à espera do fim do mundo. Este aconteceu de facto para duas delas que estavam já a apodrecer e, com isso, ameaçavam a saúde das outras.
Em vez de nos preocuparmos tanto com o fim do mundo e com histórias com milhares de anos contidas no livro que tem tudo viremos a atenção para o futuro, com confiança, na Humanidade claro.
sobre Deus não sei nada e ao longo de todas as minhas pesquisas não tropecei em ninguém que saiba o que quer que seja dele. mas encontrei uma multidão que pensa que sabe.
aconselho a todos, nomeadamente aos crentes, a estudarem a obra dele que, com tanta generosidade, se nos oferece aos olhos. Tenho muito mais certeza que, existindo um Criador, este mundo é obra dele, do que um livro, por mais sagrado que seja para multidões, mesmo tendo ele moldado o caminho da Humanidade.
Há que procurar novos caminhos, novas iluminações. Há que construir o Futuro. Estudemos o Mundo, que é o nosso legado.

alf disse...

amigo

So agora vi o seu comentário, peço desculpa se já é antigo.
Como muito bem diz o anonimodenome, se existe um Deus, ou qualquer tipo de sobrenatural, a obra que temos de analisar é o universo em si mesmo; porque os Livros de certeza que foram escritos por homens, se inspirados ou não, não sabemos.

Eu limito-me a observar, a procurar compreender. Não sou crente, não concluo que uma coisa não existe porque não a conheço nem que existe porque outros dizem que conhecem.

Quem acredita numa "verdade", seja num Deus, seja na sua não existência, fica cego para a verdade porque vê apenas com os olhos daquilo em que já acredita. Para se ter uma visão límpida é preciso não acreditar em nada e estar atento a tudo.

E só quem consegue essa limpidez de visão acaba por descobrir, por saber alguma coisa; só esse é conhecimento verdadeiro.

Traga-nos pois o que descobrir por si mesmo, o que aprendeu com outros não é verdadeira sabedoria; até pode estar a impedi-lo de saber mais, já pensou nisso?

Um abraço e obrigado pelo seu comentário

alf disse...

Olá Camila!

Bem vinda! Então vamos lá tentar desfazer confusões.

Não há "paradas" nem inversões na rotação da Terra; aqui há uma confusão com o campo magnético terrestre.

O campo magnético é que inverte a sua polaridade com alguma frequência por causas completamente desconhecidas; ou seja, hoje a bússola aponta para o pólo norte (aproximadamente) mas já houve outras alturas em que apontou para o polo sul.

Se pesquisar sobre o campo magnético terrestre, certamente que encontrará a história toda com facilidade.


Quanto aos ciclos dos maias e outros, nunca vi que eles se associassem a essas alterações, mas ao Sol! Tenho um post onde me refiro vagamente a isso na etiqueta "Sol", chamado "O coração do Sol"

Note que essas alterações do campo magnético terrestre podem estar associadas ao " Evento" de que este blogue fala, o qual é provocado pelo Sol.

Sobre a variação da rotação da Terra, folgo em saber que a Nasa já diz publicamente que a Terra aceler

Como eu tento explicar neste post, quando se definiu o segundo atómico, ele foi mal definido, e por isso foi preciso andar a atrasar os relógios 1 segundo durante uma série de anos; mas não porque a velocidade de rotação da terra se alterasse, apenas porque o relógio atómico "andava depressa de mais", o seu "segundo" era curto demais.

Mas como a ciencia afirmava que a velocidade de rotação da terra devia diminuir no tempo, em consequência do "efeito de maré Terra-Lua", em vez de se dizer que o tempo atómico estava mal definido estabeleceu-se uma mistificação dizendo que era a Terra que se atrazava.

Mas como a velocidade da Terra tem vindo a aumentar, e é isso que mostra o gráfico do post, hoje o segundo atómico está praticamente certo com o segundo terreste e já não é preciso atrasar os relógios 1 segundo anualmente, como aconteceu até há alguns anos.

Os tsunami e outros fenómenos podem provocar pequenas variações da velocidade terrestre mas isso não tem nada a ver com a aceleração da rotação.

Ou tem; porque a melhor explicação que eu já vi para o valor que tem esta aceleração é que ela seja consequencia de um milimétrico encolhimento da Terra em consequencia do arrefecimento interior; explicação essa que me foi sugerida pelo email de alguém que já não sei quem é. E esse encolhimento faz-se, em parte, à custa de tremores de terra e pode provocar tsunamis.

A ciência tem procurado várias teorias para explicar esta aceleração terrestre mas todas falhadas - nunca se lembraram do arrefecimento da Terra.

A teoria "cientifica" mais "sólida" seria a que exponho no post - a diminuição de gelos na Antártida (a variação do gelo aquático é irrelevante, só interessa a do gelo sobre terra) provocaria uma elevação do polo sul com a consequente retração do equador (o caso da bailarina que encolhe os braços); só que as observações sugerem que a massa de gelo sobre terra estará a aumentar, não a diminuir.

Em resumo, a velocidade de rotação da terra não está a diminuir, a Terra não vai para de rodar; pelo contrário, está a aumentar, embora de um valor só significativo para instrumentos de precisão; e a história de atarsar segundos os relógio foi consequencia de um relógio mas calibrado e não tem nada a ver com variação da velocidade de rotação da Terra


O eixo da Terra tem ainda um pequeno movimento oscilatório, mas nada de importante para as condições de vida na Terra

Obrigado pelo seu comentário e se continuar com dúvidas cá estaremos!

alf disse...

anonimodenome

Como eu disse na resposta à Camila, o gelo na água é irrelevante, está a flutuar, não altera a distribuição de massas; o que interessa é o gelo continental.

Como a densidade do gelo é inferior à da terra, se o gelo do polo sul, sobre a antártida, diminuir, existiriá uma diminuição da altitude que resulta de dois fenómenos: a massa de gelo dimimui e a massa de terra eleva-se. Devido à diferença de densidades, a elevação terrestre é menor que a diminuição da espessura do gelo e o balanço total é uma diminuição da altitude.

Mas os satélites estão a medir o oposto: a altitude do polo sul está a aumentar, o que significa que a massa de gelo está a aumentar e o contimente a descer, o que implica um aumento equatorial. Ou seja, o que se observa será "a bailarina a abrir os braços" e não o contrário!

Portanto, o mistério da aceleração terreste permanece. Para mim, a explicação para o valor observado é a do encolhimento devido ao arrefecimento terrestre.

Milla Vargas disse...
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Milla Vargas disse...
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alf disse...

milla

Penso que veio ter ao blogue certo para esclarecer o que a preocupa... mas não tem que ver com a rotação da Terra.

Á direita do blogue, logo em cima, tem um pequeno texto que explica qualquer coisa sobre do que trata o blogue.

Depois pode ler o post

http://outramargem-alf.blogspot.com/2007/10/um-evento-presenciado-pelos-humanos.html

Os Maias estavam certos quando falavam de uma catástrofe ocorida no passado e que vai voltar a ocorrer no futuro; mas os Maias não faziam ideia nenhuma acerca do quando, se fizessem não precisavam de viver tão preocupados com isso, não é? afinal, eles acabaram antes da catástrofe...

Os cientistas endrominam não para esconder algum conhecimento mas simplesmente para esconder a sua ignorância e os seus erros. Há muita coisa para entender neste universo mas as pessoas esperam que a Ciencia saiba tudo e seja infalivel; como não é, tem de esconder a sua ignorância.

Esse tal acontecimento, o Evento, não será nada em 2012 - pelo menos a probabilidade de ser é ainda muito baixa; lá para 2112 estaremos mais próximos...

O calendário Maia é muito confuso. Já vi outras datas para esse tal "fim de ciclo"; parece-me que vão ajustando a data de forma conveniente, lá para 2013 alguem descobrirá que afinal o calendário prevê 2025 ou coisa parecida...

...nada como falar de "fins do mundo" para ganhar audiências, não é? E isso é dinheiro...

Neste blogue vou revelar muita coisa sobre o Universo que é desconhecida; e só depois disso, quando fôr claro que o "Jorge" sabe mesmo do que fala, vou falar do tal "Evento". Não há pressa, ainda há muito tempo, e temos de caminhar com calma e sabedoria. Não é o "fim do mundo", é apenas uma situação dificil que porá à prova a solidariedade humana.

Milla Vargas disse...
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Milla Vargas disse...
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Milla Vargas disse...
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alf disse...

Milla

Há informaçãoes erradas no que diz; vamos lá a ver se eu consigo esclarecer algumas coisas.

Primeiro, vamos à ideia dos ciclos. Quando os humanos começaram a querer compreender este mundo, a primeira coisa que estabeleceram foram as relações causa-efeito : se largo uma pedra ela cai no chão.

Isso serviu para controlar um conjunto de fenómenos, mas não outros. Por exemplo, quando começaram com a agricultura, umas vezes as semeaduras, outras não; uns dias os rios tinham cheias, outros não;etc.

Então a humanidade descobriu que muitos fenómenos são periódicos. E isso permitiu-lhe saber quando são as cheias dos rios, ou qual a altura de semear.

Daí partiu para a hipótese de que todos os acontecimentos naturais existiriam em ciclos. Na realidade, essa é uma visão muito mais sábia do que a actual, em que as pessoas pensam que tudo deve ser invariante - por isso desatam a falar de "aquecimento global" por o clima agora não ser exactamente igual ao que era na sua infancia, que se estabelece como padrão climático!

Mas dantes não havia relógios; como medir períodos de longa duração? A solução foi usar o gigantesco relógio formado pelos planetas movendo-se no céu.

Escolhendo apropriadamente uma configuração planetária, pode-se definir uma imensa gama de períodos com esse relógio celestial.

Portanto, os povos da antiguidade já tinham essa grande sabedoria de que as coisas não são estáticas, mas que variam; e presumiam que variavam em periodos tão rigorosamente definidos como as posição relativas dos planetas no céu.

Essa era a sabedoria deles. A sabedoria que lhes era possível. Mas a realidade não é assim tão simples.

Estavam certos quanto aos ciclos - essa é uma representação muito mais próxima da realidade do que presumir que as coisas são invariantes; mas os ciclos nem são tão exactos como pensavam nem são a representação perfeita da Natureza - porque por baixo dos ciclos há um fenómeno de evolução constante, há uma seta do tempo, há uam continua, embora lenta, mudança, que faz com que as coisas nunca se repitam exactamente.

Explicado porquê da importancia atribuida pelos antigos aos ciclos, vejamos agora a confusão da rotação terrestre.

O campo magnético terrestre NÂO é função da rotação da Terra. Ou melhor, o campo magnético terrestre pode parar inverter-se sem que isso tenho nada a ver com a rotação do planeta.

O campo magnético é produzido por correntes eléctricas no interior fluido da Terra; há teorias sobre o comportamento dessas correntes, mas nenhuma satisfatória em minha opinião.

Sabe-se que o campo magnético muda de polaridade com alguma frequencia, MAS ISSO NÃO TEM NADA A VER COM A ROTAÇÃO DA TERRA.

Portanto, esta a é a primeira confusão que tem de desfazer: a velocidade de rotação da terra, como de qualquer astro, é uma caracteristica muito estável devido à massa em jogo; resulta do seu movimento incial, não pode "arrancar" de novo, isto é, se a rotação da Terra tivesse parado em alguma altura do passado, continuaria parada.

Portanto, o rotação da terra nunca parou nem inverteu! Isso aconteceu com o campo magnético apenas!!!

(vou continuar a responder no comentário seguinte)

alf disse...

Milla

Continuando: os "sinais"

Se existem ciclos, então as coisas têm de estar sempre a mudar, não é verdade? Um ciclo não é um longo período estacionário e depois uma fase brusca de "fim de ciclo"; um ciclo é uma continua variação de um fenómeno, que vai de um minimo a um máximo e regressa a essa mínimo

Portanto, o facto de notarmos variações não representam sinais de "fins de ciclo".

É verdade que o campo magnético do Sol está num mínimo; mas isso acontece todos os 11 anos mais ou menos! O campo magnético do Sol, que é muito diferente do da Terra, tem um ciclo de cerca de 22 anos, invertendo todos os 11 anos (sem a que a rotação do Sol se altere!)

Ora isso muda completamente o significado da informação de que "o campo magnético solar está no mínimo", não é verdade? Porque, exactamente à ideia que se pretende sustentar, isso é que é o normal, está no mínimo agora como esteve há 11 anos e estará daqui a outros 11.

Isto mostra bem que quem espalha esssa informação dessa maneira o faz com propósitos desonestos! Transforma aquilo que é o mais normal possivel num "sinal" omitindo informação relevante.

O mesmo em relação à ressonancia de Schumann, cuja frequencia dependerá da ionização da alta atmosfera, a qual depende da actividade solar. Esta faz um ciclo a cada 11 anos (metade do ciclo magnético)e varia de ciclo para ciclo. Por isso, o que seria misterioso é que a frequencia de ressonancia de Schumann não variasse.

Posto isto, há um aspecto em que tem razão: na Terra têm sucedido muitos fenómenos catastróficos. Terrivelmente catastrófico, capazes de aniquilar uma parte significativa da vida.

Se isso aconteceu no passado, teremos de presumir que voltará a suceder no futuro. Mas para isso temos de descobrir que fenómeno é esse - só sabendo exactamente em que consiste é que poderemos defender-nos dele, não é? Mesmo que tivessemos uma data da próxima ocorrência, de que serviria se não soubessemos de que se trata? E, na realidade, não há maneira nenhuma de sabermos quando poderá ocorrer se não soubermos exactamente do que se trata.

Na banda lateral direita deste blogue, eu refiro a extinção dos dinossaurios, que foi uma catástrofe de grandes dimensões apesar de nem ter sido a maior, e outros "Eventos" que ocorrem com intervalos da ordem da dezena de milhar de anos.

Portanto, nós sabemos que ocorrem eventos que deixam largos registos na superfície terrestres a intervalos entre dez e vinte mil anos; mas não sabemos o que são.

Durante algum tempo, pensou-se que seriam meteoros; mas hoje já se sabe que não é.

O parar da rotação da Terra também não é de certeza, a rotação da Terra nunca parou.

É outra coisa.

leprechaun disse...

...o dia tem diminuído bastante mais que o meio milissegundo por século...


Meio milissegundo por século?!?!?!

Isso nem deve dar tempo para uma pobre bactéria se espreguiçar... pelo menos se for tão morosa como eu a raciocinar, mas espero que esses bichinhos sejam bem mais espertos e diligentes, p'ra se safarem dos antibióticos e sei lá que mais.

Enfim, segundos e milímetros... mas isso é coisa que se diga no Cosmos onde anos-luz é a medida?! Bah... mas que mentes picuinhas, piores ainda que a minha! :)

Hoje, acordei a pensar longamente em tudo isto, mas senti-me triste e melancólico. Um Universo assim tão racional não me convém... eu quero é um Papai e uma Mamãe...

Rui leprechaun

(...que aqui sozinho não me sinto bem! :|)


PS: Uma Alma juvenil também já serve... p'ra brincar muito com ela este imberbe! :)

leprechaun disse...

...um encolhimento da ordem dos 4 mm por ano será suficiente para explicar a aceleração medida...


Eu não digo?! Vá lá que este é por ano e não por século, sempre dá uns razoáveis 40 cm enquanto vivo, ou a medida de um régua normal.

Ora como também eu venho do futuro, sei pois que tudo anda a mingar, mas tão... oh tão!... devagar!

Tudo... vírgula!... que a minha planetária barriga não cessa de aumentar...

Rui leprechaun

(...e a uma velocidade ultra-sónica de espantar! :))


PS: Só a hortaliça e fruta... mistério p'ra quem matuta!!! :D

leprechaun disse...

Já agora, a propósito desse vídeo deixado pela Milla sobre as profecias maias, eis um documentário do History Channel sobre as explosões solares em 2012, algo que me parece estar relacionado com o que já li, em posts futuros, acerca dos mistérios do Sol.

Além do mais, do pouco que sei destas previsões ou especulações cosmológicas dos povos antigos, creio que esse ano 2012 até é muito significativo no calendário maia, certo?

Por outro lado, desconfio que esse tal Evento de que por aqui se fala tem a ver com algum fenómeno solar extraordinário, no passado ou no futuro.

Hummm... querem ver que ainda vamos dar ao milagre do sol em Fátima, em 1917, sobre o qual os 2 professores portugueses, Fina d'Armada e Joaquim Fernandes tanto se têm debruçado?

Há pouco meses, até eu me correspondi com este último, estes fenómenos em que ciência e religião se degladiam sempre me interessaram muitíssimo!

Mas aqui sou diplomata...

Rui leprechaun

(...quero unir a cruz e a bata! :))

alf disse...

leprechaun

e, no entanto, são estes miliessegundos e milimetros que nos permitem descobrir o passado e o futuro. Impressionante, não é?

leprechaun disse...

Milissegundos e milímetros... bah!

E eu a pensar que era picuinhas... mas nem tanto assim, ó Dom Alfim! :)

Vá lá que a Lua sempre tem a decência de se mexer quase 4 cm, isso sim, é mesmo uma velocidade gigantesca comparada com essas medidas de caracol!

Pois regressei aqui justamente por causa dos vídeos do Gregg Braden sobre o Ponto Zero, cujo resumo a Milla deixou acima. Mas, para além da correcção ou incorrecção de certos dados - afinal há sempre muita coisa polémica e... desvanecida! ;) - ele transmite uma deliciosa doçura naquilo que diz e falar de compaixão deixa-me feliz!

Logo, aí a emoção suplanta a razão e o instinto filial explora o "bug" mental... assim mesmo tal e qual! :)

Depois, o Universo é fora e é dentro...

Rui leprechaun

(...e há o pensar, o intuir e o sentimento! :))

Anónimo disse...

Ola para quem defende o encolhimento da Terra e aceleração.
(Este e um efeito Bailarina)
Aqui vai um depoimento de provas reais!
Eu morro em um lugar montanhoso no Brasil.
Minha família vive a mais de um século em um lugar de montanha.
Conhecido como pico da pedra branca no Rio de Janeiro, tínhamos muita terra para plantar aqui mais parece que esta acabando por muito o seu espaço nesta montanha para plantar. Esta sobrando apenas pedras.
Uma pergunta que para quem mora aqui e for um bom observador sabe a resposta:
As nossas montanhas estão a diminuir?
Aqui parece que sim!
As arvores estão secando por falta de fontes de terra suas raízes estão fora do solo.
Este e um fenômeno que estamos a sofrer por todo o mundo?
Esta terra que esta nos morros e montanhas esta indo para o mar?
Perdemos massa por este motivo?

Espero ter ajudado um abraço!
(André Rodrigues)

alf disse...

André Rodrigues

Isso mesmo, é o efeito bailarina!

A perda de terra nos montes não tem nada a ver com isto. Na verdade, isso é o que é natural: a «terra» é o resultado da erosão das rochas por águas e ventos e acumula-se nos vales e é transportada pelos rios para o mar. Para ela existir no cimo dos montes é necessário a existência de uma vegetação que a segure ou de uma actividade humana nesse sentido.

Ou seja, o desaparecimento da terra nos montes denota sobretudo a falta da acção do Homem a contrariar o fenómeno.

Nos climas tropicais, a vegetação luxuriante poderia segurar a terra e o desmatamento determinar o seu desaparecimento; em Portugal, os montes que têm terra são aqueles onde a mão humana construíu muros de suporte para a segurar ou onde uma activa política de controle florestal impede o seu desaparecimento.

Um abraço e obrigado

Ricardo Franco disse...

Comunista?? Vai morar na Venezuela e veja o que o comunismo fez por lá.

Comunismo é um crime universal. O comunismo matou mais que o Nazismo.