sexta-feira, junho 29, 2007

Somos Anões?


As dimensões gigantescas dos dinossáurios causam-nos assombro. Já viram o esqueleto do pescoço dum dos dinossáurios maiores? Aquelas vértebras imensas? Como era possível manter uma estrutura como um pescoço daqueles???

E não eram só os dinossáurios. A natureza parece ter enlouquecido naquela altura. Gigantes em todas as classes de animais. A vegetação era gigantesca e densa!!!

Certamente um erro da natureza, por isso já quase todos os gigantes desapareceram.

Será?

Ou será que estamos a fazer um erro de perspectiva, será que agora é que a vida na Terra está reduzida a uma população de anões?

Claro que ser anão não é defeito, tem vantagens óbvias. Mas em vez de nos perguntarmos porque é que era tudo tão grande há 70 milhões de anos atrás, que tal perguntarmos porque é que é tudo tão pequeno agora?

Sabemos que o clima da altura era muito melhor do que o de hoje: uma temperatura média da ordem dos 25ºC com oscilações térmicas mínimas. Todo o planeta tinha condições óptimas de habitabilidade, do equador aos pólos.

Hoje, vivemos num planeta arrefecido, com grandes amplitudes térmicas, em que grande parte da área já não suporta vida ou a suporta em condições muito difíceis. Esta penúria climática será a razão?
Em parte. As plantas não podem existir em parte do planeta e noutra parte têm de se adaptar às "estações do ano", têm de viver em ciclos anuais, só podem reproduzir-se uma vez por ano, só podem germinar uma vez por ano.

No post “O Ciclo das Fezes” referi que a biomasssa estava limitada pela quantidade de Azoto combinado disponível na natureza, limite este que foi levantado quando a humanidade começou a produzir adubos industriais. Não há falta de Azoto na Natureza, mas como ele é muto difícil de combinar com outros elementos, a Vida tem dificuldade em o utilizar, precisa dele incorporado em compostos orgânicos. Isso é uma limitação mas também tem uma vantagem: o Azoto não desaparece! Não se combina com outros elementos nas condições existentes na natureza, portanto permanece.

Ora o mesmo não se pode dizer do Carbono. Naturalmente que a biomassa também está limitada pela quantidade de Carbono. Este combina-se facilmente, nomeadamente com o Oxigénio, e a Vida não tem dificuldade em o incorporar. Mas exactamente porque é tão fácil de combinar, o Carbono tem um problema: desaparece. Forma outros compostos, nomeadamente carbonato de cálcio.

Nos tempos primordiais da Terra, o Dióxido de Carbono já foi muito abundante. Mas foi transformado em biomassa, em carbonatos, dissolveu-se nas águas, desapareceu! Hoje é um gás residual na atmosfera. Ínfimo mesmo: 0,03%!!! O Árgon é 0,9% e é considerado um gás raro. O Dióxido de Carbono é 30 vezes mais raro que o Árgon!

Mas se não há Dióxido de Carbono, as plantas, que se formam a partir dele, não podem crescer! A sua velocidade de crescimento tem de ser muito lenta. E, se o crescimento é lento, não podem atingir grandes dimensões porque não têm tempo de vida suficiente. E toda a cadeia alimentar vai ficar condicionada por isto.

Então, o esgotamento do Dióxido de Carbono está a esgotar a Vida na Terra. A Vida ir-se-á tornando mais pequena e mais rala.

Afinal, os Dinossáurios não eram gigantes. Nós é que somos anões!

(também, não admira: vivemos num planeta tão frio e tão esvaziado de Dióxido de Carbono...)

30 comentários:

antonio disse...

Na realidade toda esta questão nada tem a haver com a questão climatérica, mas com a gravidade.

No tempo dos dinossauros a gravidade da terra era muito menor por isso estes animais de incríveis dimensões se movimentavam com toda a ligeireza.

Foi um choque gravítico que matou os dinossauros e todos os seres vivos de grandes dimensões, que deixaram de conseguir manter-se de pé.

Tarzan disse...

E o que causou o choque gravítico? Que evidências existem nos fósseis para se dizer que existiu um choque gravítico?

antonio disse...

Tarzan, essa é exactamente a prova: não existem deformações. Os dinossauros morreram de morte natural, como se toda uma espécie tivesse morrido de velhice.

Como o suicídio colectivo das baleias ou a última peregrinação dos elefantes ao encontro do local onde jazem os restos mortais dos seus ancestrais, para aí exalarem o seu último suspiro. Devíamos ser um pouco como os elefantes: toda uma vida, uma caminhada, para acolher esse momento, com uma dignidade e uma postura, que me surgem como repletas de espiritualidade.

O choque gravítico prostrou os dinossauros e matou grande parte da flora. Um pouco como se Deus quisesse começar tudo de novo.

alf disse...

Ehehe, amigo António, essa do choque gravítico é nova para mim!!!

A ideia é interessante, mas tem alguns senãos... por exemplo, o magma teria espirrado por todo o lado... e não explica a camada de irídio que marca geologicamente esse período, de origem extraterrestre mas interior ao sistema solar, de acordo com os especialistas.. nem explica que as extinções seja um fenómeno repetitivo

Mas isso será assunto para outro post. Este visa consciencializar para as consequências dramáticas da falta do dióxido de carbono

Tarzan disse...

Caro antonio, as suas evidencias parecem-me bastante fraquinhas. Se os dinossauros tivessem morrido devido a uma epidemia, também não existiriam deformações nos esqueletos... Ainda não me disse qual é a evidência do choque gravítico. Ainda não tinha ouvido falar de tal facto.

antonio disse...

O aceleramento na deriva dos continentes é a principal prova do choque gravítico. Também o aumento da actividade vulcânica e o aparecimento de novos vulcões ou ilhéus de origem vulcânica. Exactamente um espasmo de magma.

Alf, está familiarizado com o trabalho do Dr.Walter Alvarez sobre a camada de iridium? Você tem uma grande experiência em não se deixar levar pelo óbvio: um asteróide que deixa uma fina camada de poeira sobre a nossa história…

Tarzan disse...

E a fina camada provoca um choque gravítico?

alf disse...

Meu caro António, não se preocupe agora com os dinossaurios, tenha um pouco de paciência que lá chegaremos... há que dar uns passinhos antes.

O tema deste post é o dióxido de carbono. Sabe que há uma data de gente a estudar processos de retirar o CO2 da atmosfera? Que pelo menos a BP está a fazer grandes investimentos e realizou recentemente uma experiência que felizmente falhou? Que há um prémio enorme para o primeiro que o conseguir????

As ideias simplórias são mortais. Esta é uma delas.

antonio disse...

Bem, devolvamos o blog ao Alf. Muito havia a dizer sobre a fina camada, mas deixemos para outra altura.

Não resisto a uma picardia machista: será que o assunto ficou demasiado sério?

alf disse...

Muito em breve um post sobre o fim dos dinossaurios, para essas teorias, quer sejam a sério, quer sejam puro humor, poderem vir todas cá para fora.

Já agora, não resisto:

Essa do aumento da constante gravitacional não é tola, e tem uma característica importante: é inacreditável, logo poderia ser verdadeira -

- porque a verdade só pode ser algo impensável, tudo o que era "pensável" já se viu que não era certo;

o golpe de "génio" é esse, ser capaz de produzir uma hipótese "impensável" -

- quando tivermos várias hipóteses "impensáveis", talvez uma delas seja verdadeira..

antonio disse...

Pois. Mas existe quem sempre lance uma fina camada sobre o livre génio... mas acima de tudo, mantenhamos o bom humor e como gosto de dizer, sem nos levarmos demasiado a sério, que o mundo já está cheio de sapos inchados.

Anónimo disse...

Palpites :
as extinções em massa têm sido periódicas
http://en.wikipedia.org/wiki/Extinction_event
e associadas a descidas do nível dos oceanos (12 descidas com 7 associadas a extinções)
e/ou erupções maciças (11 eventos com 5 ligados às extinções).
As descidas dos oceanos costumam ser associadas ao frio (acumulação de gelo nas calotes polares) mas, pelo alf, com o aumento da temperatura e pressão muita água teria de estar na atmosfera
em http://www.scotese.com/climate.htm
encontra-se gráfico sobre a temperatura e o paleoclima com muitos detalhes
O frio extremo parece obedecer a um ciclo de 150 Milhões de anos.
as extinções deram-se quer em épocas de frio quer em máximo de calor
face às explicações do alf parece poder supor-se que as temperaturas máximas aí registadas podem estar erradas.
Será que a pressão atmosférica seria maior ? e os fenómenos que servem de marcadores ocorreriam a temperaturas bem superiores ?
Será que se toda a terra aquecer a actividade vulcânica vai aumentar ?

Anónimo disse...

continuação do palpite:
muito calor de modo continuado creio que faz aumentar a actividade vulcânica e esta conduz a um ciclo de frio por obstrução da luz solar. Será então a libertação do calor interno da Terra o termostato que conclui cada ciclo de 150 Milhões de anos ? cada

Tarzan disse...

Ou é a geologia a responsável pelos períodos de aquecimento extremo?

Cada especialista de cada ramo terá o seu "palpite": Astrofísicos- o Sol ou uma colisão; Vulcanólogos - os vulcões; Políticos - as políticas adoptadas pelo Ocidente; Biólogos marinhos- pragas de camarões :-)

alf disse...

Amigo Anónimo
Pois é, as hipóteses podem ser muitas... mas têm uma grande limitação, pois só somos capazes de imaginar o que já conhecemos...

O site scotese é interessante, não conhecia.

Na verdade, o que os dados mostram é que a Terra no passado era mais quente, tão mais quente quanto mais no passado. Mas isso não faz sentido nenhum, não é? Por isso todas as lacunas de dados são preenchidas com "frio"; todos os dados que claramente não implicam calor são interpretados como frio.

A razão dos ciclos de frio de 150 milhões de anos é que a partir dos 65 a 100 milhões de anos os dados tornam-se muito escassos... então os modelos podem "arrefecer" a Terra para compensar o calor que vem depois....

Os dados podem suportar muitas interpretações. Para os astrofísicos não há dúvidas: como a actividade solar cresce ao longo do tempo, a Terra estava congelada no passado. Snow Ball Earth, assim se chama o modelo. Uma verdade indismentível! Se os factos dizem o contrário, é porque estão a ser mal interpretados!

É como diz o Tarzan: cada especialidade tem o seu modelo. Mas estão todos errados. Até mesmo o da praga de camarões...

Mas estou fascinado com a quantidade de conhecimento e ideias dos meus comentadores... isto promete!

NinaSimone disse...

Fred, o dioxido de carbono agora vai ter que esperar, aparece na minha página ou no meu mail e faz valer esse teu cerebro inteligente, ou ainda salta-me a tampa e irrito-me de novo com os blogs...blogs não é para gajas por isso é que não me aguento num por mais do que um par de meses...que diabos isso é só inteligencias...ninguém fala de unhas? e de leggings?

antonio disse...

Pois, eu já tinha avisado! Alf diga lá que tem algo de inconfessável sobre a vida afectiva dos dinossauros...

NinaSimone disse...

E já viram o tamanho do pescoço dos excrementos que povoam a vida da terra de hoje, uns tipos chamados homens que governam cenas?

Os erros de perspectivas de gigantes e anões são sempre interessantes, assim como verniz descascado na ponta da unha, parece não ter nada a ver mas tem. Verniz descascado na ponta da unha é vergonhoso.

Outro dia finalmente vi o vídeo de Al-gore, o tipo é sério, cinzento e esperto, apesar de parecer um rinoceronte a fazer piadas, ou seja quando diz piadas, é um menino.

O que importa, é que vi aquilo, já tinha umas ideias alavancadas a propósito, mas vi aquela cena…e sentei-me a coçar o cocuruto muito tempo…quando eu coço o cocuruto muito tempo e penso, a coisa é mais do que séria, crítica. Porque eu não penso, eu ajusto umas coisas do que os outros já pensaram, pensar dá muito trabalho. Não é coisa de gaja.

Gosto muito dos posts do Fred, e dos combates de resposta do resto dos cérebros que por aqui passam, mas o que eu gostava mesmo, é que nos juntássemos, arranjássemos umas espingardas de ar, e fossemos dar uns tiros no rabo do Bush.

Hummm…politica e tal, melhor esquecer, não faz minha cena, não sou muito consistente e só apareço para descomprimir o buço e dizer umas coisas de gaja.

antonio disse...

Até as gajas ficam contaminados com este blog! E começam a falar a sério e de política... valem-nos as que por recato se recolheram!

bruno cunha disse...

aqui estou sempre a aprender, e logo eu que não tenho formação científica de espécie nenhuma...

leprechaun disse...

Claro que eu sou! Onde é que já se viu um Elfo gigante, hein?! ;)

Ora se está tudo a mingar... ainda vou ser o rei quando o futuro chegar!

Mas o tão badalado CO2 é assim tão raro?! Por essa é que eu não esperava, ao que tanto se fala do bandido e de o mandar à fava...

Bem, deixa cá ver se começa a aparecer a outra malta...

Rui leprechaun

(...que nesta margem a maré vai ficar alta! :))

leprechaun disse...

O choque gravítico? Quer isso dizer que a gravidade subitamente aumentou e o dinossauro pifou?!

Pois do Cosmos gravitões cá vieram aos milhões?!

Hummm... também ao tempo que isso foi já não faz mossa...

Eu estou é mais preocupado com o "choque barrítico", nem a dieta isto vai e o sebo assim não sai!

Para já, ainda só pareço um ovo...

Rui leprechaun

(...mas lá caminho acelerado p'ra globo! :))

leprechaun disse...

quando tivermos várias hipóteses "impensáveis", talvez uma delas seja verdadeira


LOL... nice!!!!!!!! :D

Isso soa um pouco a mutação idiótica aleatória, não!? ;)

Pois, mas é preciso muito saber para as hipóteses conceber...

Rui leprechaun

(...logo, à minha nula ignorância me vou agora recolher! :))

leprechaun disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
leprechaun disse...

Ora continuemos a congeminar... a hipótese é que está tudo a mingar.

Deixando o CO2 de parte, se a Terra encolhe uns 4mm por ano... ou é só por século?!... assim nuns cálculos muito grosseiros o diâmetro terrestre teria uns 13 mil Km há 60 milhões de anos, isto se as contas estão bem feitas... é de desconfiar! ;)

Assim sendo, a gravidade seria até maior, não é?! Pois ela depende da massa dos corpos, supondo constante a respectiva aceleração g = 9,8m/s2.

Mas, por outro lado, é inversamente proporcional à distância, medida aqui desde o centro da Terra. Por isso, ela é ligeiramente mais fraca perto do Equador e diminui com a altitude. Depois, a Terra até pode estar a encolher mas sem perder massa, ou seja, está a ficar apenas mais sólida e concentrada. Nesta hipótese, já a gravidade seria então menor há muitos milhões de anos e tem vindo a aumentar paulatinamente.

Mas nesta surpreendente teoria do encolhimento do Universo - será isso o tal Desvanecimento que já vi aqui citado, sem explicação do seu significado? - os astros encolhem mantendo as suas distâncias relativas? E também perdem massa, neste caso então para o espaço, claro?

E assim, o que acontece aos seus campos gravíticos? A Lua parece que se vai afastando da Terra, não é? E uns 3 cm por ano, também creio ter lido isso aqui. Ora tal parece ser consistente com uma perda de massa do planeta, logo menor força da gravidade.

E se aplicarmos isto ao Sol e ao sistema solar, então de facto todos os astros se vão afastando uns dos outros porque, perdendo massa, a atracção da gravidade diminui e, mais ainda, o efeito inverso do quadrado da distância acelera-se!

Interessante, isto quadra bem com a tal hipótese anterior da Terra ser mais quente no tempo dos dinossauros por estar mais perto do Sol!

Ora tudo isto por certo pode ser calculado matematicamente, claro. E explicaria igualmente a tal expansão do universo, ou pelo menos está de acordo com esse tal red shift e por aí.

Hummm... eu é que não me responsabilizo pelas prováveis tolices e disparates atrás enunciados... afinal quem leva a sério Gnomos desmiolados?! :)

Mas o douto viajante do futuro...

Rui leprechaun

(...lá saberá o que eu aqui descuro! :))


PS: E um novo mail chegou... ai que o aluno reprovou! ;)

alf disse...

leprechaun

oops, grande confusão!

Essa diminuição da Terra de 4 mm por ano é uma possível explicação para a "acentuada" aceleração da rotação da Terra e deve-se simplesmente ao arrefecimento da Terra!

O interior da Terra vai perdendo calor para o exterior, e também vai produzindo, mas quem disse que o balanço do calor produzido e do perdido era nulo? Isso seria uma grande coincidência - basta variar a extensão do gelo para variar o isolamento da superfície terrestre, portanto, a quantidade de calor perdida para o exterior.

Se este balanço não é nulo, necessariamente que a temperatura média da Terra (abaixo da superfície, é claro) varia; e, se varia, necessariamente que o diametro da Terra varia por dilação térmica.

portanto, a hipóteses colocada é a de que nesta altura, a energia perdida pela Terra é ligeiramente superior À produzida por reacção nuclear no seu interior; então, a Terra estará a arrefece ligeiramente no seu interior e, como acontece com qualquer corpo que arrefece, «encolhe»!

Isto nada tem a ver com o desvanecimento ou com teorias cosmológicas.

leprechaun disse...

Eu não disse que reprovei?! Vá lá que agora já não há retenções... excepto na fonte do outro mastodonte! :D

Pois, é o que faz ter começado o ano lectivo mais atrasado que os coleguinhas... toca a ver se recupero, ó D. Alfinhas! ;)

Então, o que se pretende dizer é que antigamente o CO2 era um gás mais abundante do que hoje em dia, logo a vida mais crescia!

Mas ainda não percebi muito bem isso das variações climáticas, mais o facto de afinal parecer haver uma correlação, ainda que não forçosamente causal, entre o aumento da temperatura média e a maior concentração do CO2 em tempos idos.

Bem, deixa-me continuar a ler e tentar lá perceber...

Rui leprechaun

(...o que nos tem a dizer o Alf-Dinossauro do saber! :))


PS: Ah! a respeito do ensino e da importância da escola pré-primária, deixei aqui um link para o post "Ecologia Humana":

O pré-primário deve ter belo salário! :)

leprechaun disse...

Sabe que há uma data de gente a estudar processos de retirar o CO2 da atmosfera? Que pelo menos a BP está a fazer grandes investimentos e realizou recentemente uma experiência que felizmente falhou?


Não sei se esta notícia tem ou não a ver com isso - Synthetic Genomics - mas eu creio que até já tinha referido antes as tais "bactérias que dão crude", um projecto ultra-ambicioso do afamado biólogo norte-americano, Craig Venter.

É que neste processo se pretende usar microrganismos para transformar CO2 em "petróleo". Logo, de um ponto de vista da ecologia da Terra isso não parece boa ideia, pois não?!

Além do mais, estamos aqui a falar de engenharia genética e a criação por esse meio de genomas e cromossomas sintéticos e células vivas, eventualmente.

Tal ideia, embora envolvendo perigos míticos à Frankenstein, não me parece contudo inatural ou descabida, mesmo de um ponto de vista espiritual e não meramente material, digamos. Ou seja, o Homem é ele próprio criador, se foi feito à imagem e semelhança do seu Senhor. Logo, somos dotados de inteligência e consciência... queira Deus que a ponhamos ao serviço da ciência! :)

A questão é se estamos ainda num estágio de meros aprendizes e nos arriscamos a ter resultados infelizes! É neste sentido que eu também torço muito o nariz a uma visão do Universo que de inteligente nada tem, como se isto fosse tudo um caos desconjuntado onde por qualquer acaso a Vida às cegas provém.

Logo, inteligência é preciso...

Rui leprechaun

(...e di-lo quem não tem siso! :))


PS: Vá lá que o Alf-Elohim... é ajuizado assim... e vale por mil de mim!!! :D

thiago disse...

caro antonio
sera que voce pode me responder porque existem pessoas anoes no mundo?

alf disse...

thiago

Não sei se o antónio lhe responderá porque este post já é antigo.

Eu diria o seguinte: como poderá ver nos posts sobre «Inteligência», sem diversidade não há processos inteligentes. A diversidade não pode ser produzida com base em critérios senão não representa verdadeira diversidade - tem de ter uma componente «cega» na sua génese.

As diferenças, os frutos da diversidade, não são bons nem maus em si mesmos, são oportunidades de «Inteligencia».

Claro que a nossa sociedade está organizada de uma maneira que faz com que pertencer à «média» seja uma vantagem até certo ponto; mas o não pertencer também tem as suas vantagens. Os nichos de oportunidade não serão os mesmos, mas existem.

Um anão não é simplesmente uma «pessoa pequena». O simples facto de ter um físico diferente gera-lhe uma experiência de vida diferente e faz desenvolver caracteristicas como pessoa que as pessoas que não o são não chegam a desenvolver.

Há muitas formas de ser «diverso». No fundo, todos somos diversos e únicos. Isso representa vantagens e desvantagens.

As minhas caracteristicas mentais que me permitem fazer teorias com mais facilidade que muitas pessoas são também uma grande desvantagem em aspectos essenciais.

Em resumo, a nossa diversidade é a base da «Inteligência» da Humanidade e temos de usar que temos de específico positivamente e não precisamos de nos preocupar com as aparentes desvantagens.