sexta-feira, julho 13, 2007

O Preço da Aventura

Há sempre um preço a pagar em qualquer aventura, não é?

Não, não se trata de dinheiro, isto não é uma excursão turística. Esta é uma aventura verdadeira, onde iremos ser surpreendidos por adversidades variadas, que nos cobrarão um preço.

Vamos enfrentar os maiores poderes da Humanidade: o Religioso, o Científico, o Mediático e até o Político. A princípio não se incomodarão connosco, mas depois terão de tomar posição; uma parte estará connosco, outra contra nós.

Se disserem certas coisas que aqui descobriremos aos vossos conhecidos, verificarão que alguns vão achar que não estão bons da cabeça; poderão mesmo tornar-se agressivos se insistirem.

E não adianta quererem esclarece-los: eles farão como os cientistas colegas do Galileu, recusar-se-ão a espreitar pela luneta.

(o Futuro não é de acesso fácil, mas foi-nos dada a missão de lá irmos; alguma profunda razão terá quem essa missão nos designou; saberemos quando lá chegarmos...)

Caros companheiros, não escolhemos esta aventura, fomos escolhidos. Eu estou no papel de guia, por enquanto, porque talvez saiba ler os sinais desta fase, já conheço parte do alfabeto; mas sou tão escolhido como qualquer um de vocês, tanto os que comentam como os que apenas lêem.

E, como raramente os guias iniciais chegam ao fim da jornada, essa tarefa estará reservada para outro ou outros, quem sabe se alguns de vocês?

Não nos podemos recusar, não é verdade? Afinal, esta é uma aventura verdadeira, não é como ficar no sofá a ver um filme de aventuras, nem é como imaginar um enredo para uma novela; aqui somos as personagens reais, não de ficção. Não sabemos o que nos trará a próxima curva do caminho.

3 comentários:

antonio disse...

Vamos por partes:

Quando tocar a assumir responsabilidades: você é o guia, a Nina e a Indy são os génios de serviço e eu tenho as minhas próprias teorias... sobram o Tarzan e o anónimo.

Lançamos o anónimo na fogueira, que desses existem muitos... ou talvez, só por tradição, lancemos as miúdas!

Agora a sério, você devia dividir o seu blog em duas colunas de posts: uma para as discussões cientificas e a outra para o projecto de ficção. Eu percebo que as suas lucubrações científicas lhe dêem um gozo do caraças, mas só pela ficção você poderá ser reconhecido! (lembra-se da nossa conversa sobre aquele físico inglês que há uns anos estava na moda, aquele todo torcido numa cadeira de rodas, que nem falar conseguia?)

E você já deu a chave: não precisa de ser verdade, basta que seja improvável e inverosímil para que tenha uma elevada probabilidade de estar certo. Todas as teorias redondinhas falharam! São os saltos quânticos do conhecimento.

Eu espero acertar: a estatística está do meu lado. Meta um coseno hiperbólico na coisa e comece lá com a ficção a sério!

alf disse...

António

Vamos por partes:
O lugar na fogueira é meu; o Anónimo ou as "miudas", se o quiserem, têm de esperar pela sua vez!

Quanto à ficção, aqui não há ficção. Você conhece-me: eu tenho alguma capacidade ficcionista?

O mais que pode haver são metáforas e parábolas; mas não foi já assim que os antigos escreveram os livros do conhecimento?

Mas tem razão num ponto: é preferível que se pense que são ficção algumas das coisas que irei dizer.

Por isso, o blogue parecerá ir alternando ciência com ficção... os amantes da ciência que me perdoem a ficção, os da ficção que me perdoem a ciência. Mas são duas partes de um todo.

coseno hiperbólico... hummm, nunca gostei muito dessas funções... mas vou pensar nisso!

NinaSimone disse...

Caindo de borco na meia noite, bebada de sono tive tempo de vir ao teu blog cabeçudo, é porque há vida em marte e nos somos todos marcianos. Se não fosse assim, eu estaria em verdade de boca aberta a ressonar que nem um porco respeitando as horas do meu ritmo biológico. Mas, estou aqui, no meio de exercicios de parabolas, então é porque há vida nos buracos do queijo da lua.

Concordo, inverossimil, improvavel...ficção cientifica ou cientifica ficção...

Mas a entrada de génio foi:

O lugar na fogueira é meu. É de galileu isso.
Magnificent my dear Fred, freud...Alf, o extraterreno.

Um abraço na careca.