quarta-feira, agosto 17, 2011

Viagem ao Futuro de Portugal


Viajar ao Futuro não é tão extraordinário como parece; umas vezes o Futuro vem ter connosco, basta estarmos atentos (quantos sentidos temos?), outras vezes basta pensarmos um pouco, pois o Futuro está escrito no Presente, apenas temos de limpar a vista da bruma das ilusões para o vermos. Intriga-me até a dificuldade que tantas pessoas parecem ter para ver o Futuro; por exemplo, como os Judeus se deixaram tão facilmente conduzir para um destino tão claramente definido; que cegueira é essa que nos amansa no caminho do matadouro?


Paul Auster no seu romance “ A Noite do Oráculo” põe um misterioso chinês (pg. 11) a dizer «Mas não mais. Não mais Portugal. História muito triste.». Não sei se é ao país que o chinês se refere, se aos "cadernos portugueses" (esses ainda existem e existirão, a Emílio Braga vai continuar a fabricá-los em Cabo Verde). Mas essas são as suas proféticas palavras.

 O mais triste, para mim, é que a história do fim de Portugal foi escrita pelos próprios portugueses. Pelo menos por alguns. De forma deliberada por uns quantos, a que se associaram muitos por cupidez e outros por razões bem mesquinhas, como vingança. Compreendo isso agora porque agora, certos que o fim de Portugal já está escrito, alguns mostram já as faces sorridentes e gabam-se do feito. Estupidez minha que até agora presumira que os sucessivos «erros» se deviam à ignorância destas personagens, à sua incapacidade/recusa em compreender com que linhas se escreve a História do Mundo!!! 

A generalidade dos portugueses, no entanto, foi conduzida a esta situação ao engano, e continuam enganados; nos próximos posts vou dar a minha contribuição para limparmos a vista de ilusões e podermos conhecer o Futuro de Portugal. Ou os Futuros possíveis, para ganharmos o direito de escolha.

8 comentários:

MaFaR disse...

Retenho duas palavras-chave: cupidez e estupidez (é por aí).
Espero desenvolvimentos.
:)

UFO disse...

Meu amigo:
eu já estou à espera das más notícias.
Venha de lá umas doses de lucidez.

Diogo disse...

Qual fim de Portugal, qual quê? Donde é que você desencantar isto? O menino está parvo?

alf disse...

MaFaR

Os desenvolvimentos chegarão em breve... vou «disparar» uma dúzia de posts diários - as minhas reflexões sobre o assunto, temos de abrir os olhos como podermos, ninguém vela por nós.

alf disse...

UFO

Lucidez? não esperes tanto, mas prometo que vou esgravatar como puder no nevoeiro que para mim envolve estes assuntos

alf disse...

Diogo

Você anda muito distraído. Alguma vez, no tempo do Sócrates, viria uma troika dizer como se governa o País sem que nem o PM nem o PR aparecessem?? Um PR que interrompeu as suas férias e veio fazer uma comunicação ao País por causa de uma treta de uma alteração no estatuto dos Açores e agora nem tossiu?

Portugal já era, meu caro; estou a pensar é como havemos de fazer para o recuperar. Se não fizermos nada, vamos passar a ser geridos pelo «orgão económico» comandado por um alemão, é claro. E vamos servir de mão-de-obra barata, - na alemanha não pode haver mão-de-obra barata, lá há ordenado mínimo, mesmo os imigrantes têm direito a ele, a única forma de conseguirem mão-de-obra barata é arranjar um cantinho na Europa, longe do centro, onde possam pôr um ordenado concorrencial com o da China ou do México. é assim tão difícil perceber isso???

Os americanos fizeram isso com o México, não sabia? Os alemães e franceses precisam do seu «México» para competirem com os outros países fora da europa.

Diogo disse...

O menino está parvo?

Estás a falar de quê Alf?

alf disse...

Diogo, o que é que significa perder a independência? por exemplo, o que foi perder a independencia no tempo dos Filipes?

Perder a independência é o país passar a ser gerido por pessoas que não são escolhidas pelos cidadãos desse país e não prestam contas aos cidadãos desse pais

Nesta altura, Portugal é gerido pela troika, que define as políticas que os ministros têm de executar; uma troika que reune directamente com os ministros, não com o PM.

Nada se vai alterar nas causas desta situação porque enquanto houver dívida pública e não houver eurobonds, o país vai estar sujeito a usura, aliás, a situação só se vai agravar porque a nossa balança de pagamentos é e será sempre deficitária no quadro actual.

Assim, o que vai acontecer é que a seguir à troika a gestão do país será entregue ao «orgão económico»

Isto já chegou ao ponto da acharem que os limites da dívida devem figurar na constituição; e, já agora, porque não o ordenado mínimo, a legislação do trabalho e outros assuntos da área económica?

Como vê, o país não é nem se perspectiva que volte a ser gerido por pessoas que os portugueses escolhem, logo perdeu a independência.

Naturalmente que a pouco e pouco outras coisas acontecerão, como a obrigatoriedade do alemão no ensino, a substituiçao da história de portugal pela história da europa, etc.

Você recusa-se a acreditar que assim seja, mas não é uma recusa racional, é apenas emotiva.