quarta-feira, julho 06, 2011

Golden share, privatizações e... rating!

O Governo anunciou que acabava com as golden shares e que ia privatizar todas as suas empresas-chave - até vai vender 51% da REN! Ou seja, o governo anunciou que vai prescindir de todos os mecanismos que lhe garantem capacidade de intervenção na economia. Ou seja, o Governo anunciou que vai deixar de existir na economia. Qual é o rating de um Estado destes? Lixo, naturalmente, que mais pode ser????

quando eu era pequenino, o meu Pai citava um provérbio chinês:

As coisas são como são; se tu entendes as coisas, as coisas são como são; se tu não entendes as coisas, as coisas são como são.

Quando as coisas correm mal e as pessoas não entendem porquê, a reacção é: procurar o culpado!

Podem estar certos: quando alguém aponta o dedo a um «culpado», o culpado é quem aponta o dedo...

Estamos a ser vítimas dos nossos erros e enquanto arranjarmos «culpados» só vamos ficar piores.

As coisas são como são, não obedecem às bonitas teorias dos académicos.

5 comentários:

Daniel Santos disse...

Eu eu a julgar que com este governo estávamos salvos.

antonio ganhão - o implume disse...

Infelizmente as coisas são como são para os contribuintes...

alf disse...

Daniel Santos

Se pertence aos 5% mais ricos, está tudo bem para si!!! se não pertence... foi manipulado pelos media.

Outra coisa que não referi: algum estado europeu não tem TV/rádio pública? Isso é o governo deixar de ter voz e a voz do governo é essencial para contrariar os interesses que geram desigualdade. Um governo que pretende prescindir de ter voz não sabe em que mundo vive ou é suicidário.

Obrigado pelo seu comentário

alf disse...

antonio

os «contribuintes« são os grandes responsáveis desta situação... a única coisa que lhes interessou foi pagar menos impostos, ter menos Estado, não é? É isso que está a acontecer, o Estado está a desaparecer... tornou-se lixo...

Diogo disse...

«Podem estar certos: quando alguém aponta o dedo a um «culpado», o culpado é quem aponta o dedo...»

Nem sempre, nem sempre. Mesmo que o culpado não seja aquelem, pode ser outro. O mundo está cheio de vigaristas.