sábado, setembro 27, 2008

Trabalhar para quê?

Porque não vais trabalhar? Porque não vais trabalhar? Porq....” Como disco riscado a frase ocupa-me o pensamento enquanto fito os olhos do indivíduo que me fita com olhos que parecem estar a ouvir o meu pensamento. A mão ligeiramente em concha, palma para cima, insistentemente a apontar para o meu umbigo. “Dá-me” leio-lhe nos lábios que despejam sons aos quais os meus lábios com outros sons respondem. O olhar dele semicerra-se e começo a perceber que neles está a resposta à minha pergunta pensada. Está lá, vejo que está lá, mas não a entendo. Um fino sorriso remata a mensagem enquanto me dá as costas. Que mensagem?

Que mensagem?

O ordenado mínimo é menos de 3 euros por hora. Dois euros e trinta por hora é quanto se paga nas empresas que prestam serviços com pessoal pouco especializado. 2.30€. 2 Euros e 30 cêntimos de Euro! 2,30€/ hora!

Trabalhar para quê? Mais vale pedir! Ou roubar! Basta entrar numa logeca qualquer uma vez por semana e assaltar a caixa para ganhar mais do que o ordenado mínimo em Portugal... Mais vale pedir. Trabalhar? Para quê???
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23 comentários:

[_David_] disse...

é neste país k vivemos!! vamos mazé arrumar carros!!

antonio - o implume disse...

Muito bem Alf`! É claro que o maior problema europeu é uma crise moral, sendo que em Portugal, já passa da falta de pouca vergonha.

Os iluminados que nso dirigem esperam, que para lucro dos seus mega-ordenados, trabalhemos de graça e depois surpreendem-se com os resultados que vão afogando este país.

Numa certa empresa, a remuneração variável foi reduzida em 70%, em relação ao que decorria da aplicação das regras de avaliação. Ou seja, chama-se variável porque depende da nossa avaliação. O entendimento do actual CA é que depende da sua boa vontade...

É ilegal e imoral... mas quem é o primeiro que avança para os tribunais? Só nos resta trabalhar com redobrado entusiasmo!

Tiago R Cardoso disse...

faz bem à saúde, quem trabalhar a vida toda irá com toda a certeza morrer cheio de saúde...

raios de sociedade que temos.

Joaninha disse...

É um bocadinho assustador não é. Em especial se o Alf contar que no caso de alguem a trabalhar a recibos verdes e a ganhar o ordenado minimo de 400 e tal euros mês, desconta 1/3 dop ordenado para a seguranca social, mas 20% para o IRS. Lindo não é?

beijos

Osvaldo Lucas disse...

Em 2005
http://oefp.iefp.pt/admin/upload/Conferencias/Regulares/82a1c3d7-21c0-4f83-b39c-1eeab10750e1.pdf

Rendimento médio per capita das "famílias"
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=933852&main_id=

Não consegui encontrar o rendimento per capita individual, mas a partir do PIB e da população... é só fazer as contas :)

"Mais vale pedir! Ou roubar! Basta entrar numa logeca qualquer uma vez por semana e assaltar a caixa para ganhar mais do que o ordenado mínimo em Portugal..."
Isto é válido para qualquer ordenado. É uma questão de se pesarem os prós e contras. Afinal os fumos de corrupção de milhões aqui e ali envolvem participantes que não ganham o ordenado mínimo...

MaF_Ram disse...

Quem nunca foi pobre nunca terá condições de ajuizar o que isso é.

alf disse...

amigos, não respondi aos vossos comentários, como é meu hábito fazer, porque me pareceu que há coisas perante as quais o melhor é ficarmos em silêncio.

Mas agora desejo agradecer ao Osvaldo Lucas os seus interessantes links. E notar duas coisas:

Uma é que nos países ocidentais (até na China já isso acontece), 50% ou mais do rendimento pertence a 10% da população; portanto, o «rendimento médio» é um indicador enganador - melhor seria retirar os 10% que mais ganharam e fazer a média dos restantes 90%.

Na falta disso, podemos obter uma estimativa simplesmente dividindo por 2 o valor médio global para obter o rendimento médio de 90% das pessoas ou das familias.

Outra coisa é que é verdade o que o Osvaldo Lucas diz acerca da opção entre pedir/roubar ou trabalhar ser uma questão de prós e contras - a questão é mesmo que face a um ordenado mínimo tão exíguo, trabalhar quase só tem contras!

Por último, queria dizer à maf_ram que há outra maneira de saber o que é ser pobre: é, por exemplo, trabalhar a apoiar os velhinhos que por aí andam. Além de pobreza, é miséria, não só por falta de dinheiro mas de outros tipos de apoio, dos próprios filhos muitas vezes.
Há pessoas que desenvolvem essa atividade de apoio e não aguentam a sensação de frustração que dá sentir a impotência de ajudar. Já tenho secado lágrimas a pessoas dessas.

MaF_Ram disse...

Alf,
garanto-lhe que esse tipo de conhecimento não me é nada estranho. Na prática. Na prática e a vários níveis!
Presumo que não tenha olhado o meu perfil, nem o meu blog, portanto se me pretendia de algum modo agredir, deu um tiro na água!

alf disse...

Maf_Ram

Não me terei explicado devidamente. Nunca me passou pela cabeça «agredir», antes reforçar o que disse - quem nunca foi pobre não pode saber o que isso é, é claro, e eu quiz reforçar essa ideia mostrando que o simples facto de acompanhar de fora a vida de pobres pode causar grande sofrimento, o que significa que vivê-la será muito pior.

E é claro que fui ao seu blogue e é claro que percebo que esse tipo de conhecimento não lhe é estranho. Terá sido por isso mesmo que escrevi de forma tão descuidada, pois senti-me a falar para quem sabe exactamente a que me refiro.

Peço desculpa de não ter sido mais cuidadoso.

MaF_Ram disse...

Alf,
agora sou eu quem pede desculpa... por ter sido de compreensão lenta e brusca na resposta.

Então estamos de acordo em que querer entender a vida de um pobre e o porquê de ele agir de determinado modo, estará sempre muito aquém de ser entendido por quem nunca sentiu na carne a pobreza.

As esmolas dos ordenados mínimos que temos serão porventura maior humilhação do que pedir ou roubar, tendo em conta o verdadeiro roubo dos vencimentos de certos gestores...

alf disse...

maf_ram

Então estou desculpado...obrigado!

A maf_ram teve razão, o meu comentário está mesmo mal escrito, ainda bem que protestou porque me deu a oportunidade de corrigir.

é como diz; e quando vejo os nulos curriculos de muitas dessas pessoas lembro-me sempre do desabafo de um ilustre astrónomo nortenho: "os conselhos da avózinha são o estigma do fracasso nos tempos de hoje"

Osvaldo Lucas disse...

Sobre a distribuição da riqueza per capita já várias vezes procurei encontrar um histograma que mostre a distribuição das classe de rendimentos pela população. Não consegui. Apenas umas curvas de Gini e umas referências que os 10% da população mais ricos ganham umas 7 vezes que os 10% de menores rendimentos. Quanto ao miolo da distribuição, nada!

Quanto a exiguidade do ordenado mínimo não sei se esta é real. Afinal existem, noutros países, situações incomparávelmente piores.
Ter em atenção que aos 2,30 euros temos de somar +-34% de impostos + 2 meses de subsídios, para o quais o empregador tem de conseguir ter um lucro do trabalhador superior. caso contrário faria melhor em estar quieto... O mesmo aplica-se a qualquer outro rendimento.

Além dos rendimentos temos de ver a sua relação com as despesas, mais ou menos necessárias/supérfulas. Ou seja para quem tem casa própria/renda de 2 euros e trabalha a 500m de casa, o ordenado mínimo permite sobreviver. Aliás, há uma percentagem de pessoas que sobrevive ainda com menos.

Vide também um post interessante do Ludwig Krippahl em http://ktreta.blogspot.com/2007/08/simular-o-desemprego.html e links no fim do mesmo.

alf disse...

osvaldo lucas

uma população rural precisa de muito menos dinheiro do que uma urbana; e esta precisa de tanto mais para sobreviver quanto maior a urbe. Como o nosso sistema implica que as pessoas existam em meios urbanos de dimensão crescente, o mínimo necessário à sobrevivência cresce muito mais depressa do que outros indicadores económicos.

Ouvi dizer que hoje passa na RTP1 um documentário sobre o que é viver com 400 euros. Estou curioso.

Quanto ao post do Ludwig, é preciso termos presente que a teoria económica que era boa há umas décadas já tem muito pouco a ver com a economia de hoje - o modelo do Ludwig, embora interessante, está completamente desenquadrado da realidade actual.

Se quiser espreitar uma ideia diferente, o que é sempre bom para arejarmos a cabeça, veja o post:

http://outramargem-alf.blogspot.com/2007/07/mais-sobre-o-sistema-1.html

e veja o post a que esse se refere ("o Suor do Rosto") e o post seguinte.

Isto apenas para o aspecto económico.

E desejo chamar a atenção para o facto de, simpatize-se ou não, as mais bem sucedidas economias da actualidade se encontrarem no norte da europa, como a Dinamarca, a Bélgica ou a Holanda. O sucesso de uma economia não se mede pelo número de milionários, mas pelos seus valores médios e mínimos. As coisas que eu digo nos posts que citei são banalidades para as pessoas desses paises mas aqui ainda parecem ideias de louco.

Por último, convém que entendamos que «sobreviver» não é manter-se a respirar. Não é para isso que existimos, que as nossas células se organizaram num ser humano. Entendo o que quer dizer mas veja que esse conceito tem de ser muito mais complexo, ele não se aplica a uma planta, mas a um ser humano. O ordenado mínimo, no nosso pais, não é uma situação transitória, é o ordenado que muita gente ganha toda a vida.

Já agora, tb tenho um pequeno post sobre isso...: http://outramargem-alf.blogspot.com/2007/05/iluso-de-riqueza.html

Eu percebo que é complicado aumentar o ordenado mínimo, tem grandes implicações em muitas actividades e a consequência imediata de qq aumento pode ser um aumento de desemprego; mas esse desemprego não passa de uma antecipação, porque as actividades que só podem existir com o ordenado mínimo é porque não são viáveis (ou os donos estão a ter lucros vultuosos).

Já fui sócio de uma empresa e um outro sócio tinha a seguinte máxima: "a empresa tem de se preocupar com os problemas dos seus empregados para que estes se possam preocupar com os problemas da empresa". Faz todo o sentido, não faz?

Um abraço e obrigado

joshua disse...

O Presidente da República afirmou hoje no discurso comemorativo do golpe de estado que derrubou a monarquia, que Portugal vive tempos difíceis que não podem ser disfarçados. Curioso paralelismo com o dia que hoje se evoca, em 1910 os tempos eram de esperança, mas a mediocridade da classe política emergente, a par de intrigas palacianas, misturadas com alguns oportunismos e canalhices, conduziram Portugal à inevitabilidade do Estado Novo, hoje, 34 anos após o restabelecimento da Democracia, e já com duas décadas de integração europeia, apesar das verbas avultadas recebidas para apoiar o desenvolvimento do país, verifica-se que não aprendemos com os erros da I República, a corrupção, tráfego de influências, falta de rigor na gestão dos dinheiros públicos, insegurança dos cidadãos, pobreza e exclusão social, continuam a ser uma realidade em pleno século XXI.

alf disse...

joshua
Inteiramente de acordo. Só não se engane numa coisa - a corrupção é generalizada, toda a gente é tão corrupta qt pode - desde o que pede atestados médicos falsos, ao que mete a cunha, ao funcionario que empata o processo à espera da comissão, ao fiscal idem, ao médico que que não poe os pés no hospital mas assina o ponto, ao professor que se limita a ler o livro oficial na aula e falta tanto qt pode, ao juiz que pode deixar um tipo apodrecer na prisa ou soltá-lo, ao bombeiro que ganah mais se houver incendios, etc, etc.

Este é um pais onde não há regras contra a corrupção, onde esta não se combate - pelo contrário, as regras são muitas vezes convites à corrupção. e é assim porque nós, os portugueses, o queremos - estamos convencidos que somos mais espertos que os outros e, portanto, se as regras forem permissivas lá arranjaremos maneira de nos «safarmos».

Onde está a Alta Autoridade contra a Corrupção? Não é uma coisa que existe em todos os paises minimamente civilizados?

joshua disse...

Infelizmente, para tão lúcidos diagnósticos, faltam diligentes executores e uma pedagogia exemplar por parte do Estado e das famílias, onde medra tanto laxismo e permissividade.

Como as famílias são a base de tudo, temo que os valores veiculados por elas se venham degradando e se pautem cada vez mais pelo cíclo da permissividade até à escala e às consequências conhecidas.

Pela primeira vez, como disseste lá, houve um governo com coragem para afrontar os vícios sectoriais e corporativos, mas covarde ao deixar intactos e de fora os vícios entre a classe política e os detentores do poder real que é o do dinheiro.

A regulamentação apertada, que permitiria dar caça à alta corrupção veio a dar, graças fundamentalemte ao PS Parlamentar, numa salada de grelos pífia, sem músculo e capacidade aguda e grave, só esdrúxula, de intervenção. É um passador. A permissividade é realmente um vírus que come de podre o nosso sistema, começando pelo lado mais tenro e bolorento dele: a classe política que ainda nos não presta contas, nome a nome, pessoa a pessoa, pelouro a pelouro, despesa a despesa, sector a sector, decisão a decisão.

Quando eu vir transparência, isto é, o fim da actual traficância de jobs-cargos de nomeação política, falaremos sobre os habilidosos trapaceiros e desonestos nas diversas profissões a que o D. Quijote-Governo atalhou o mau proceder.

Já agora, entre o desonesto Sapateiro Vicentino e qualquer uma das profissões e sectores da nossa sociedade que elencaste pouca diferença haverá: alguns foram exímios a embolsar os recursos financeiros, subsídos e outras benesses celestes e a comprar mercedes para justificadamente escapulir melhor ao Fisco. Mas para esses, tal como para o tal Çapateiro, o destino é a Infernal Comarca de uma forma ou de outra.

O sentido do conjunto, a alegria em partilhar, e moralização dos costumes e a exemplaridade pagadora e obediente à lei por parte do Estado fariam milagres por Portugal, bem como o repensar estratégico do País perdido e afundado na monovalência dos serviços, do turismo, depois dos criminosos desmantelamentos industriais e produtivos de trinta anos de 'Democracia', essa porca alternadeira porque assim a fazem.

PALAVROSSAVRVS REX

joshua disse...

Tu, que és sabiamente replicante, não replicas a isto? Aguardava qualquer coisita...

PALAVROSSAVRVS REX

alf disse...

Replicar, sábio Joshua? Mas o que disseste não é para replicar, não se replica a uma pintura ou a uma fotografia - olha-se, medita-se...

Mas vou deixar-te um pensamento: será que a corrupção das «altas esferas» incomoda verdadeiramente o «povo»? Ou será que o «povo» tem nela a justificação moral para a sua própria corrupção?

Ainda continuo a receber emails a proporem esquemas de pirâmide; toda a gente sabe que dinheiro ganho sem dar nada só pode ser roubado; mas isso não parece incomodar as pessoas, a única coisa que parece preocupa-las é saber se ainda estão do lado da pirâmida que fica a ganhar ou do lado que fica a perder.

Dirás: é preciso começar por algum lado a combater a corrupção; se se começar por cima, dá-se o exemplo que se estenderá a toda a sociedade.

É verdade, mas há um problema: se o «povo» não está, na verdade, interessado no combate à corrupção, não poderá haver sucesso nesse combate. Alguém, alguma personalidade, algum orgão de comunicação social, apoiou apaixonadamente o esforço do Cravinho? Deram o devido realce ao esforço do Sócrates para reduzir privilégios dos deputados ou dos administradores do banco de portugal? Claro que não.

Talvez por isso terá o Sócrates optado por guerras sectoriais, com pequenos progressos - um pequeno passinho sector a sector, se não perder as proximas eleições dará depois outro passinho, etc... Isto penso eu que sou um eterno optimista.

Entretanto, observo as guerras de bastidores - por exemplo, a guerra ao novo código penal. Que, essencialmente, vem obrigar o MP e os Juizes a trabalharem melhor. Tirando o bastonário da Ordem dos Advogados, mais alguém salienta isso? Ou estão sempre a querer passar a mensagem de que o novo código é um perigo para a sociedade? O MP não manda em liberdade toda a gente que a policia apanha com armas, bombas, seja o que for? O governo tem de fazer leis para obrigar os juizes a prender preventivamente os criminosos?

Portanto, eu diria que «o inimigo está no meio de nós»... ou que «andamos a dormir com o inimigo»...

Mas há pessoas sérias e empenhadas numa sociedade melhor; por isso, temos de separar umas das outras e não ir na conversa dos «maus» que se andam a armar em vítimas para poderem continuar a fazer o que sempre fizeram.

Está bom como «réplica»? rsrsrs

joshua disse...

Está bom como répica. Concluo que teremos de exercer uma pressão blogocrítica e blogopedagógica na grande massa, demonstrando as vantagens de fazer parte do grupo que ganha, se ganhar for ganhar o respeito dos nossos filhos e netos.

Talvez a rapina maciça a que muitos se devotam encontre a justificação e alento na desorganização da sociedade e na desmobilização completa pela remissão miserável à própria sobrevivência de uma espessa maioria.

Se a sobreviência é a prioridade sólida do português médio, não ousará levantar a cabeça para outras dignificações e moralizações da sociedade: a base está minada pelas políticas erróneas e desumanas que nos regem e são agora, como sabemos, dominó derrubado na cadência imponderável que temos testemunhado.

PALAVROSSAVRVS REX

alf disse...

Joshua

se bem o entendo, é isso: a questão não está no sistema económico; a questão está em cada indivíduo decidir em função do seu interesse imediato ou do interesse colectivo.

Quando cada um decide em função do interesse imediato, e é isso que a sociedade ocidental anda a venerar há muito tempo, não se chega a uma situação em que o interesse de todos é maximizado; este é aliás um interesse problema matemático, representado por exemplo no «dilema do prisioneiro».

A sociedade progride qd todos pensam no interesse colectivo; o problema nasce porque se todos pensam no interesse colectivo, um que pense no seu interesse pessoal tira logo beneficios enormes; e, com o tempo, estão todos a pensar nos seus interesses e a sociedade a afundar-se. Quando se instala a crise, então renasce a solidariedade e recomeça-se de novo, dando prioridade ao interesse colectivo.

Como se sai deste círculo infernal?

joshua disse...

Esse ciclo normalmente é quebrado por de modo mais duradouro por catástrofes, onde o predomínio pela solidariedade e a sinergia se fazem sentir de modo intenso e muito agudo.

PALAVROSSAVRVS REX

Tarzan disse...

Fugir à polícia é bem remunerado. Mas - lei do mercado e da vida - tem um risco mais elevado que trabalhar.

Há quem se esforce por ser continuamente preso e viver na prisão. Roupa lavada, caminha e 3 refeições por dia. Custo: liberdade. Mas para eles a liberdade não lhes vale muito.

Anónimo disse...

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