segunda-feira, junho 16, 2008

Porque precisa a Ciência de Génios?

Se analisarmos a evolução da Física verificamos que, apesar do grande número de cientistas, o essencial do conhecimento actual foi produzido por um número muito reduzido de pessoas. E, algumas vezes, fora do sistema científico.
Essas pessoas são depois classificadas de «génios», sendo supostamente seres dotados de capacidades que o comum dos mortais não tem. Supostamente uma inteligência superior.

Será que é assim? Será que os «génios» são pessoas superiormente inteligentes?

Se fosse assim, porque é que aquelas pessoas que são identificadas como possuidoras de QI elevadíssimo, não se revelam como «génios»? Ou o QI necessário será tão alto que são precisos muitos anos para encontrar alguém assim? Ou são precisas outras características adicionais?

E, se assim é, de que vale afinal o método científico se o avanço da ciência parece refém do aparecimento dum «génio»?

E, já que estamos em maré de perguntas: porque foram precisos quase dois milénios para passar do modelo de Ptolomeu para o de Newton?

Vamos agora às respostas.

O nosso conhecimento do Universo está contido nos conceitos e propriedades fundamentais. O resto deduz-se deles. O progresso do conhecimento faz-se em duas fases. Numa, constroem-se conceitos e propriedades fundamentais (vou passar a designar apenas por «conceitos» este conjunto); noutra, deduz-se a teoria, os «modelos de realidade», a partir deles.
Portanto, os conceitos tem uma importância determinante. A verdadeira evolução da Física não se faz pelo «topo» do edifício do conhecimento mas pela «base», ao nível dos conceitos.

Aristóteles estabeleceu um conjunto de conceitos; a partir deles Ptolomeu tentou construir um modelo do Universo de acordo com as observações. Esses conceitos não eram suficientes e adequados e Ptolomeu teve de «inventar» centenas de epiciclos. Teve de acrescentar, portanto, entidades hipotéticas que não podia provar.
Quando não conseguimos construir um modelo satisfatório a partir do conjunto de conceitos fundamentais, o que temos de concluir é que precisamos de melhorar esses conceitos.
Foi o que tentaram fazer Copérnico e Galileu, tarefa concluída por Newton – mudou os conceitos de Aristóteles e construiu um novo modelo da realidade sobre os novos conceitos.
Note-se que o modelo de Ptolomeu também apresentava uma boa correspondência com as observações; o grande progresso estava em que o modelo de Newton não precisava de hipóteses não provadas.

O Conhecimento constrói-se, portanto, com dois processos. Um é o seguido por Ptolomeu, a dedução de modelos a partir dos conceitos aceites; o outro é o de Galileu, o esquecer de todos os modelos e teorias, coleccionar os factos e procurar um novo conjunto de conceitos que conecte logicamente os factos, sem recurso a hipóteses não provadas.
Se lermos Galileu, Newton, Poincaré e Einstein, encontramos uma constante preocupação com os conceitos fundamentais.

A Física diz que segue o método de Galileu mas não é bem assim. Galileu fez experiências fantásticas mas não inventou a experimentação. Não é nisso que consiste o método dele. O método de Galileu consiste em questionar os conceitos fundamentais. Foi isso que ele fez de forma sistemática, testou as afirmações de Aristóteles, uma por uma. Usou experiências para provar que os conceitos de Aristóteles estavam errados, mas a experimentação foi apenas a ferramenta do método, não o método.

É fácil estabelecer metodologias para o estabelecimento de modelos dedutivos; mas não sabemos estabelecer essas metodologias para questionar os conceitos anteriores e desenvolver novos conceitos.
Na verdade, a Física não admite que se questionem os conceitos fundamentais. Não é um problema da Física, é um problema dos «humanos». As pessoas querem segurança, controlo, e questionar as bases do conhecimento assusta, sugere uma fragilidade, pois se as bases são questionáveis, que confiança se pode ter nos «edifícios» sobre elas construidos?

Esse foi já o problema que Galileu causou na sua época; porque ele questionou as bases do modelo de universo vigente, logo se tentou pôr em causa a própria estrutura social, pois se as bases duma coisa estavam erradas, as da outra também poderiam estar.

Portanto, a Física segue apenas o método dedutivo de Ptolomeu, não questionando os seus pressupostos e os seus conceitos. Fatalmente, chega uma altura em que os modelos baseados nesses conceitos são incapazes de explicar as observações. Essa é a altura de questionar os fundamentos do modelo mas como isso é impossível para a Física «normal», o que acontece é que os cientistas começam a acrescentar hipóteses não provadas para acertar o modelo com as observações.
Depois, para comprovar essas hipóteses, novas observações são feitas; como nunca correspondem ao previsto, sucessivas hipóteses vão sendo adicionadas para acertar as equações com os resultados. Constroem-se assim edifícios de hipóteses sobre hipóteses. Se se comprovar a última, todo o edifício fica comprovado. Daí a sensação que os Físicos têm de que só falta comprovar uma hipótese por teoria para «a Física ficar terminada». Basta encontrar o incrível «bosão de Higgs» para o modelo atómico ficar “provado”. A ilusão é sempre esta, a de que a próxima experiência vai confirmar toda a teoria.

Entretanto, o hipotético «edifício» assim construido vai sendo aprendido como «verdade». É hoje impossível questionar a existência de neutrinos porque toda esta geração de físicos «aprendeu» que existiam neutrinos. As bases do edifício da Física não serão questionadas.
E assim se entra num processo sem fim, onde uma nova hipótese é introduzida em cada nova observação. Como a matéria negra, a energia negra e a inflação, na cosmologia, ou o neutrino e o subsequente séquito de partículas no modelo atómico.
A crença na bondade do edifício de hipóteses assim construído é tal que não é possível questioná-lo sem se correr o risco de ser considerado «louco» ou «terrorista». Disse Einstein: “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.” Para sair deste beco, só com uma revolução, e uma revolução precisa de um herói. É aqui que entra o «Génio».

O mesmo se passa com a religião. Por isso, também os saltos evolutivos nas religiões são obra de «génios», usualmente chamados de «profetas». A Religião, como a Ciência, é uma construção dos Humanos para os Humanos.

Este processo é tão sólido que foram precisos quase dois milénios para derrubar o modelo de Ptolomeu. E eu interrogo-me quanto anos serão precisos para derrubar o monumental edifício de hipóteses por provar em que se tornou a Física a partir do princípio do século XX.

A característica necessária a um «génio» é pois a capacidade de questionar as «verdades». Os génios não «aprendem», os génios questionam. Einstein aconselhava os pais a tirarem os filhos da escola. Na escola pratica-se a «aprendizagem», treina-se a aceitação da «verdade» emanada da autoridade. Mas, como Thomas Huxley (1825-1895) afirmou: “Every great advance in natural knowledge has involved the absolute rejection of authority.”

Portanto, um génio não tem de ser mais inteligente do que as outras pessoas. Tem apenas de não ser «crente». Tem de questionar todas as «verdades». Esse é o caminho da descoberta. “Nunca se conseguirá ser sábio se primeiro não se foi traquinas”, disse o Rousseau.

Mas um Génio tem de fazer mais do que simplesmente questionar as bases do conhecimento. Ele tem de construir toda uma teoria alternativa. A Física não se interessa por «boas ideias», ela só se interessa por teorias. E isso é um trabalho árduo e solitário, pois o Génio tem de ser marginal ao sistema.
Portanto, ser um «Génio» é algo que está ao alcance de qualquer um de nós, se o quisermos. Temos simplesmente de confiar no nosso pensamento. Rejeitar tudo o que não nos pareça «lógico». Procurarmos nós as nossas respostas. Duvidarmos. Começarmos a pensar do princípio. Coleccionarmos os factos e procurarmos uma forma de os conectar logicamente.

É esse processo que vamos desenvolver no «outra física». Começando por reanalisar alguns conceitos e depois partindo para a construção de um novo modelo do Universo. Não é emocionante?

30 comentários:

Metódica disse...

Claro que é emocionante =D
Resumindo do que a ciencia precisa é de rebeldes, malandros e delinquentes que quebrem as regras deste sistema:P
Humm...
Eu alinho ;)

alf disse...

metódica

eheh...sabe uma coisa? Este post não estava previsto, foi um seu comentário no post anterior que me fez ver a necessidade dele.

vais ver que pensar «à génio» é muito interessante... e como tudo vai ficar tão diferente em tão pouco tempo...

Tarzan disse...

Brilhante posta!

antonio disse...

E poruqe é que os génios são na sua maioria Judeus?

alf disse...

tarzan

Ora seja bem aparecido! Sei que essa vida actualmente tão repleta não deixa tempo para nada e é uma alegria saber que passou por aqui! Obrigado.

alf disse...

antónio

maioria será exagero... Aristóteles,Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, Faraday, Lorentz, Poincaré, Laplace, Maxwell, Einstein, Planck... para não mencionar árabes da antiguidade... há muitos, muitos mais, mas não estou a ver uma maioria de judeus.

há alguns...e até há uma boa razão: se calhar, cultivam mais o pensamento autónomo que as outras pessoas, o facto de viverem no meio de pessoas de cultura diferente obriga-os a questionarem muito mais do que acontece com o comum das pessoas; e o pensar de acordo com o «mainstream» não será uma vantagem para eles.

Mas não se esqueça que a percentagem de judeus cultos em relação à população culta é bastante significativa.

Também pode dizer que há imensos húngaros ilustres nos caminhos da ciência... talvez os judeus se movam para as sociedades mais avançadas, porque são as mais tolerantes, e nestas existam as melhores condições para surgirem os «génios».

Pois é, eu diria que há três factores de peso - o culto do pensamento autónomo por serem «diferentes», o terem um nível cultural médio elevado e o facto de imigrarem para as sociedades mais avançadas.

(o factor rácico é que não vejo que tenha nada a ver... afinal, judeus e árabes são a mesma raça, não é? têm é religiões diferentes)

os «génios» serão circunstanciais e aparecem nas sociedades mais evoluidas na sua época; e isso já aconteceu em muitos lados, com muitos povos diferentes.

Pink&Blue disse...

Olá Alf,

Este post está uma delicia!
Nada como questionar - TUDO!

O unico problema , 'e que se não temos a sorte de nos tornarmos um g'enio nesse processo, arricamo-nos ao título de louco. Sim, poque questionar faz mossa e se a maioria não o faz, quem o faz, a menos que apresente em seguida soluções de génio, só pode ser louco ao ir contra a corrente e à maioria.

Quanto a mim, insano é o esforço sobrehumano que a maioria faz para ser considerado "normal" e trancar as portas à capacidade questionadora...

(caramba, apercebo-me agora que foi assim que terminei o meu último post...)

Anónimo disse...

Caro Alf...


Cá para mim o Alf é um génio...

Questionou verdades, criou uma teoria alternativa que para um leigo é lógica e coerente e mais fácil de entender que as conhecidas e aceites.

Mas há uma pergunta difícil:-)
Até mesmo para um génio...

Onde está o seu lado traquinas, o lado que rejeita a autoridade, o seu lado crente, o seu lado que lutaria pela divulgação da sua nova teoria?

Com amizade.

Curioso

alf disse...

pink&blue

Seja bem regressada!!!

Aqui vai a minha experiência do assunto: quem questiona muitas vezes "mete água", muitas vezes está certo mas só muitos anos depois é que se vem a saber isso, e algumas vezes acerta.

Claro que as pessoas não vão concordar connosco quando questionamos aquilo em que acreditam; mas isso não significa que nos apreciem menos, não é por aí que as pessoas nos julgam, pelo menos neste país. Nem nós temos de julgar os outros pelo facto de pensarem diferente de nós. A maneira como cada um pensa deve estar logo nos genes e é bom que haja quem pense de diferentes maneiras.

Apesar das minhas ideias «diferentes», e até das burrices que fiz, sempre fui muito bem tratado por toda a gente. Muito bem mesmo, muitas vezes pensei que se eu estivesse no lugar dos outros não teria a paciência que eles têm comigo.

Claro que tb nunca aspirei a passar por «normal». E quem questiona sempre acerta alguma coisa, e isso faz com os outros nos perdoem as vezes que não nos compreendem pelas vezes em que, de alguma forma, fazemos a diferença.

A única coisa que é perigosa é qd mexemos com os interesses das pessoas. Por exemplo, vir dizer a um astrofísico que a teoria em que ele baseou toda a sua carreira afinal está errada pode ser complicado...

Mas não devemos questionar as seguranças dos outros sem ter uma alternativa para dar; ou seja, questionamos para nós, ou num circulo limitado de pessoas, procuramos a solução ou a alternativa e só qd temos algo a dar é que devemos exteriorizar o nosso pensamento.

Em resumo, não precisa de ter receio nenhum de questionar e pensar nas coisas; não queira que lhe dêem razão, não se importe de ser considerada um pouco pírulas, isso não tem mal nenhum, na realidade, segundo a minha experiência, apenas lhe propiciará mais simpatias e amizades. Porque o seu questionar dá cor à vida das outras pessoas.

alf disse...

amigo Curioso

Génio eu? Ah, ouvir isso faz-me bem ao ego hehe.. mas não, eu seria muito pouco ambicioso se quisesse ser um «génio».. quero muito mais do que isso, quero ser uma «pessoa», um ser humano tanto qt isso for possivel. Quero ser como muitas pessoas que eu conheço e que são muito mais do que eu como pessoas.

Este post destina-se a mostrar como a metodologia científica se deve transformar, a necessidade de passar a abarcar uma valência que não tem tido, exactamente para deixar de precisar de «génios»!

É que os Físicos estão convencidos que o seu método os leva necessariamente ao Conhecimento e que os Génios mais não fazem do que acelerar o normal desenvolvimento da Física; e estão profundamente enganados na minha opinião.

Portanto, eu não sou um «génio», sou alguém que pretende que a Física comece a funcionar melhor e deixe de precisar deles! Sou um ... antigénio??

E não se esqueça de que o «Jorge» tem uma missão... muito difícil... há ainda muitas surpresas nesta história...

Um abraço

Metódica disse...

O Alf já mostra o seu lado de rebelde e traquinas quando diz que não é um génio, mas sim um antigénio ;)

Diogo disse...

Gostei do texto. Portanto, você vai-me provar que é um génio. Let's wait.

alf disse...

diogo e metódica

eu sou apenas reguila. Como vocês, senão não andavam a aturar-me.

Fiz uma grande descoberta: o progresso do conhecimento faz-se também questionando as suas bases. Todos dizem: "disparate"! Mas nós, reguilas como somos, vamos mesmo a isso!

Joaninha disse...

Alf,

Emocionante mas provavelmente demais para a minha cabecinha de loira ;)

Vou continuar a ler os seus post a ver se aprendo alguma coisa :)

alf disse...

joaninha

obrigado pela sua visita.

A sua cabeça de «loira» nada tem (eu tb gostava de poder dizer que sou «loiro» ... como não posso, recorro a dizer que sou «desaparafusado», ou «extraterrestre», ou outras coisas);

simplesmente, não podemos ir a «todas» não é? as nossas limitadas capacidades, ou o facto de os dias serem tão curtinhos, obrigam-nos a selecionar aquilo a que nos dedicamos. Hélas!

Mas fica prometido: quando eu puzer isto em livro será convidada para o lançamento com direito a um exemplar oferta do autor!

Manuel Rocha disse...

Isto está muito bom, Alf !
Belissima recensão !

Abraço.

Manuel Rocha disse...

Alf,

Não quer arranjar aí um bocadinho e escrever qualquer coisinha sobre o Hidrogénio ( perspectiva fisico-quimica )que eu depois acrescento a questão do seu uso como fonte de energia para postagem conjunta ?

Dê noticias !

Joaninha disse...

Alf combinadissimo!

leprechaun disse...

Agora que já li umas dezenas de posts... mas ainda faltam muitos mais!... dei por mim a pensar que talvez o maior fascínio que estas reflexões algo socráticas, ao menos na forma, exercem sobre mim, tem a ver com o mesmíssimo prazer da descoberta ingénua e espontânea com que na juventude debatemos tudo isto com paixão acalorada ou humilde admiração.

Oh! como outrora, e já tão longe de agora, eu adorava esses colóquios nocturnos em que partilhar tudo isto era tão, mas TÃO doce, talvez a minha forma mais sublime de amor... paixão pelo Criador! :)

Também por isso, quando a juventude foi dando lugar à idade adulta - só em anos, que o comportamento é de enganos! - eu passei a encantar-me cada vez mais pela companhia das crianças e dos adolescentes ou das mentes muito jovens e inquisitivas, que só nelas essa curiosidade livre se espraiava e a inebriante magia então raiava...

Depois, a gente grande tem tão pouco tempo livre... eu quero os bebés de bibe! :)

Ou de chupeta e biberão...

Rui leprechaun

(...no saber é a minha condição! :))

Laura B. disse...

Ora... vamos ver...

Primeiro....

Segundo o Caetano (Veloso, é claro)... Visto de perto, ninguém é normal.

O seja... todo mundo pode ser anormal... todo mundo pode ser gênio.

Agora... se considerarmos o caso dos judeus... ah... aí a cosa piora... porque teriamos de pensar em que tipo de judeos estamos a considerar...

Eu pensaria em Spinoza... mas alguém poderia se incomodar...

Continuo mesmo preferindo-o...

Apenas para incomodar...

Mulher, finalmente... para que ninguém duvide... incomoda... Ainda que seja eu -coisa improvável- a receber as pedras que receberia o coitado do Spinoza na Sinagoga...

Se alguém precisou atirar uma pedra contra ele foi porque tinha muitas verdades a dizer... Já é interessante...

E assim é que se faz ... o pensamento do gênio incomoda... Já o Kierkegaard ... o Nietzsche... estavam contra a tranquilidade do pensamento...

Novos valores... aliás... eu diria... novos paradigmas poderiam, mais do que trazer tranquilidade a nossa alma... contribuir a uma confusão criativa, moderníssima... de verdades relativas... mas pelo menos, ajudariam a movimentar nosso espírito crítico. Acordar é preciso...

leprechaun disse...

Olha, regressou a Laurita... com "b" de bonita! :)

E eu já estou acordado, tendo lido e meditado...

Ora aqui, o nosso Pã mai-la a sua flauta faz-nos pensar, ó mamã! ;)

Então o método científico não é o conjunto de regras básicas para desenvolver uma experiência a fim de produzir novo conhecimento? Com as suas 4 fases conhecidas que vão da observação à tese ou teoria, passando pela hipótese e experimentação?!

Olha que isso de questionar os conceitos fundamentais é exigência demais! Passava-se todo tempo nisso e mais nada, 'tava a ciência encravada, sem progresso e parada!

Quer dizer, talvez lá de longe a longe, tipo uma vez de 100 em 100 anos e já está... chega p'ra lá!

Método dedutivo e indutivo, ou deduzir do que já se sabe e induzir o que se não sabe...

E pronto! Antes que a corda se acabe...

Rui leprechaun

(...de ti se despede o alarve! :))

leprechaun disse...

Einstein aconselhava os pais a tirarem os filhos da escola.


Puxa vida, mas que génio subversivo! Eu até gostei bastante da primária e do liceu, só a universidade é que me pareceu bastante insípida. Ora bem, mas isso foi já há tempo que baste, não faço ideia nenhum do que é hoje tudo isso.

Bem, dos neutrinos não falei, foram só as 3 partículas fundamentais e chega! Pelo menos, era mais simples, 0 +1 e -1... tudo muito certinho e tão bem arranjadinho!

De resto, aquilo em que eu deveras matuto é na consciência ou inteligência subjacente a todas essas porções ínfimas da matéria. Que ela por lá existe bem o sei, e não compreendo de modo algum como tal ideia possa ser rejeitada e até ridicularizada pelos sábios brilhantes e eloquentes... não é isso evidente, ó gentes?!

Ora assim, vejamos o que o Alf-Einstein tem p'ra mostrar...

Rui leprechaun

(...que o Gnomo mui guloso já tá aqui a salivar! :))

alf disse...

Laurita

"Mulher, finalmente... para que ninguém duvide... incomoda"

Sê bem regressada!

eu acredito nas mulheres... fazem-nos continuamnente perceber como é limitado o nosso entendimento das coisas, sem isso tornamo-nos burros convencidos... e, como os génios, fazem-nos espreitar novos caminhos e fazem-nos neles avançar.

E, acima de tudo, Inspiram-nos!

alf disse...

leprechaun

O conhecimento está nos conceitos fundamentais, é preciso ter isso sempre presente; ora o método científico impede a evolução desses conceitos. Nesse sentido, é obscurantista e por isso conduz, fatalmente, a becos sem saída, a investigações circulares, que é o que acontece em Física atómica.

Note que eu só afirmo que o método é incompleto, não que está errado. Mas é um erro estar incompleto, falta-lhe a parte que lhe dá sentido, que distingue «ciência» de «engenharia».

As escolas treinam os alunos em acreditarem na autoridade. Forma funcionários. Pessoas que dificilmente acrescentarão uma linha à Vida porque são treinados para o não fazerem. Não forma para o pensamento autónomo, para a iniciativa, para a creatividade, não estimula a duvida.


Já dizia o Séneca, se a memória me não falha: "a escola ensina para a escola, não para a Vida." E é a Vida que queremos descobrir, não a «escola»

(o que não quer dizer que a escola não tenha coisas boas. mas tem falhas.)

alf disse...

Manuel Rocha

o amigo não tem email no seu perfil, como contactá-lo?

Olhe, vou para a Zambujeira... parece que lá se tem uma boa vista sobre o Universo...

leprechaun disse...

Eu-génios e Anti-génios... mai-las belas Efigénias!!! :)

Mas daquilo que por vezes leio aqui na Net acerca destes temas sempre fascinantes do nosso universo, depreendo, e já o disse antes, que há por aí mais rebeldes e reguilas... entre Caríbdis e Cila!

Isto é, ideias e teorias não faltam, mas só no tempo esses caminhos se asfaltam!

Aproveitando para dar um exemplo entre vários, e já que também aqui se defende a ideia à Galileu da geometria do Universo, o AIAS (Alpha Institute for Advanced Study) possui uma teoria do campo unificado que descreve todos os modelos físicos de um modo puramente geométrico. E com aplicações práticas tecnológicas e industriais.

Eis uma afirmação logo presente na homepage do site e que vai plenamente de acordo ao que aqui também se diz:

Physics is geometry - objective and deterministic. After a century of scientific uncertainty and void, the new ECE [Einstein-Cartan-Evans] theory of Myron Evans establishes that there is no Higgs mechanism or boson, no strings or superstrings, no need for renormalization, no need for gauge theory, no missing mass or dark matter in the universe, no exotic new particles, and no singularities in nature (that is Big Bang and Black Holes).

Será que este químico galês descobriu então o desvanecimento das partículas ou algo assim parecido?

In the Einstein-Cartan-Evans (ECE) Theory, particle exchange is not the fundamental unifying factor. Instead, for each force there is a specific curvature of spacetime or spacetime geometry. The resulting equations can be applied to any area of science and engineering.

Para um leigo, esta concepção até parece ter algo a ver com o que aqui se afirma acerca da natureza das partículas como "perturbação" no meio ou vibrações na substância fundamental e una do Universo... isto se é que estou a perceber bem o que o Alf-Génio diz... duvidoso prò petiz! ;)

Uma alteração local do meio, uma deformação do meio, eis as expressões utilizadas no outro fórum.

A mesma coisa se diga de Douglas Pinnow, que nem sequer vem citado na Wikipedia, com o seu modelo do "universo ressonante". E muitos outros haverá, eu sei lá!

Mas o único sábio que eu conheço...

Rui leprechaun

(...está aqui e nele só me desvaneço! :))


PS: Graxa não falta... olhó job cá prà malta!!! :D

leprechaun disse...

Está visto, apaixonei-me pela Física... ainda acabo como savant-ignorant... senão hoje, amanhã! :D

Pois, se isto p'ra ser sábio basta ter ideias... vinde a mim, ó mil sereias! :)

Do que li aqui em ambos os blogs, apresento abaixo alguns pontos da teoria ECE que parecem ser igualmente comuns ao Desvanecimento. Voici:

1. The ECE theory is mathematically based on differential geometry. It relies exclusively on causal connections and no stochastic processes.

2. Einstein's views that "all physics is geometry" and that "quantum mechanics is incomplete" are correct.

3. The Copenhagen interpretation of quantum mechanics is incorrect; the abstract space of quantum theory is the tangent space of the general relativity.

4. In cosmology, there is neither a Hubble Law, nor a Big Bang.

E claro que no final também se afirma que estas novas ideias são difíceis de digerir e aceitar pelos cientistas e universidades... pudera!

Mas é chegada a Nova Era...

Rui leprechaun

(...da Geometria vera!!! :))


PS: E a Raiz da Primavera... o Gnominho cá a espera! :)*

leprechaun disse...

Mais ainda! Em vez de ir ver a bola, estou aqui a dar à tola... isto sim, é ser carola!!! :)

Pois bem, descobri um interessante vídeo em que se explica em termos simples mais uma das dezenas... ou centenas, sei lá!... das tais "teorias de tudo"... eis o que faz ser cabeçudo! ;)

Desta feita, temos pois a Space Mixing Theory, que a Mary apresenta assim em vídeo. Ora, mas as miúdas aqui são muito mais giras, há que discutir "gajas" no próximo encontro, sim... co'o poetastro mirim!!! :D

Também tem um link para o resumo em pdf que já comecei a ler... sei lá se vou perceber!

Ai! mas fiquei desanimado com a alta matemática... vendo-a fica a minha mente estática! E de raciocínio parado, não vou mesmo a nenhum lado... :(

Ná! Eu prefiro é a curvilínea geometria...

Rui leprechaun

(...da viva Deusa que o universo cria! :))


PS: N'Ela sim me desvaneço... Senhora e Mãe, meu começo!!! :)*

alf disse...

Leprechaun

A teoria certa é aquela que pode ser explicada a uma criança (enfim, um adolescente, alguém que ainda não fez 20 anos...)

Todas as teorias actuais enfermam de um problema, como se fosse um trauma freudiano que enquanto não for resolvido nada de verdadeiramente acertado delas sairá.

Esse problema chama-se Relatividade. Depois de apresentar o Desvanecimento, apresentarei o que é de facto a Relatividade e qual é a verdadeira geometria do Universo que está implicita no Teorema de Pitágoras. Esse é o tijolo onde qq teoria tem de assentar.

leprechaun disse...

Eis um texto de Paulo Coelho que acabei de ler agora e me parece bem adequado para este tema dos génios... os que balem diferente do rebanho e em fez de fazer mé-mé armam um grande banzé! :)

Os melhores aliados são aqueles que não pensam como os outros. Por isso, (...) acredite na sua intuição, e não ligue para os comentários alheios. As pessoas sempre julgam os outros tendo como modelo suas própria limitações – e às vezes a opinião da comunidade é cheia de preconceitos e medos.
Junte-se aos que jamais disseram: "Acabou, preciso parar por aqui". Porque assim como o Inverno é seguido pela Primavera, nada pode acabar: depois de atingir seu objectivo é necessário recomeçar de novo, sempre usando tudo que aprendeu no caminho.
Junte-se aos que cantam, contam histórias, desfrutam a vida, e têm alegria nos olhos. Porque a alegria é contagiosa, e sempre consegue impedir que as pessoas se deixem paralisar pela depressão, pela solidão, e pelas dificuldades.


'bora pois em frente, ó mestre!...

Rui leprechaun

(...'té por entre a silva agreste! :))