segunda-feira, maio 14, 2007

noticia

"na última década do século XX, os donos das empresas que surgiram tinham, em média, 7,7 anos de escolaridade."
(dados do Ministério do Trabalho, notícia do Destak de hoje)

Isto é dramático, não é? Só nos países muito, muito, terceiro mundo, não será?

De toda a gente deste país, só há um grupo de pessoas que de certeza não tem culpa nesta situação - estas pessoas de baixa formação que criaram empresas.

mas animem-se: o próximo post dirá coisas estimulantes, para tristezas já chega!

4 comentários:

antonio disse...

Meu caro agora é a sua vez de estar enganado.

Esses têm um espírito autónomo e empreendedor porque escaparam ao nosso sistema de ensino!

É só uma gracinha...

Lívio Cipriano disse...

Caro Alfredo

Vejo que partilhas da ideia de que a "escola" serve para "ensinar" e que esses "ensinamentos" "servem" para "melhorar o mundo". Nada de mais errado.

Nos países com sistemas de ensino "desenvolvido", esses sistemas são concebidos para as pessoas aprenderem a fazer "coisas", para terem uma profissão. Nos países que se industrializaram mais cedo, as tiveram que aprender a ler e a escrever, para se integrarem no mundo disciplinado das fábricas.

Há, no entanto, uma outra função da escola; um pouco mais sinistra. É a função política e ideológica. Foi a escola primária que fez a República Francesa - recordemos o recente caso dos véus islâmicos. Em Portugal, a I República tornou obrigatório o ensino primário. A seu tempo, Salazar acabou com essa obrigação. Os dois lados sabiam como atingir os seus fins.

Em conclusão : quando em Portugal se vir a escola como um instrumento de aprendizagem, estaremos no "bom " caminho. Até lá, perseguiremos as miragens que nos vão anunciando.

alf disse...

vejo a escola como um espaço de interacção com a realidade e os seus porquês, onde a informação e experiência estão disponíveis, onde as capacidades intelectuais e físicas se treinam. Os animais têm a selva para isso, os humanos têm a escola.

Na Europa, a existência histórica de poder de origem "superior" permitiu que este poder usasse a escola para modelar as pessoas. O simples facto de isso ser possível mostra como a escola é um espaço de importância crucial no desenho do futuro.

A escola como instrumento de aprendizagem? e o que é que se deve aprender na escola? E quanto à escola como treino das capacidades mentais e do hábito de pensar? Um dia destes vou contar num post uma história pessoal que mostra bem como a escola pode, ou não, estupidificar as pessoas.

Já que falas no véu islâmico, não sei qual a tua posição sobre o assunto mas dou-te já a minha: na nossa civilização ocidental, herdeira da luz intelectual grega, não podemos pactuar com formas de pensar intrinsecamente contrarias aos nosso princípios fundamentais, nomeadamente a liberdade de pensamento e expressão. E é isso que está associado ao veu islâmico, não é uma inócua questão cultural.

Um abraço

leprechaun disse...

Olha, então as meninas não podem ir para a escola de véu?! Mas isso é que é contrário à liberdade de pensamento e expressão, homessa!

Ou seja, de certa forma parece-me uma imposição da maioria, nesta caso laica ou católica, à minoria islâmica.

Bem, mas o ponto não é esse. Estou agora a falar com alguns traders, em fóruns de Bolsa, e um deles que é empresário diz-me que esses dados referente à baixa escolaridade estão ultrapassados.

Segundo ele, essa mentalidade menos culta do velho empresário tem dado lugar a uma nova lufada de jovens empreendedores, com no mínimo o 12º ano de escolaridade, isto mesmo na faixa etária acima dos 40 anos. Na casa dos 30, muitos têm formação a nível superior.

Bem, espero que assim seja, mas esse não é o campo onde mais me movimento.

Para mim, é mais Fátima e mesquitas...

Rui leprechaun

(...e as ocultas Xerazades tão bonitas! :))


PS: Ah! sem esquecer o provérbio... "cão que ladra não morde"... quem muito fala pouco pode... ai, nem o tantra me acode!!! :D