segunda-feira, abril 15, 2013

Na morte da amiga de Pinochet (Alfredo Barroso)

Recebi este texto por email, dizendo que se trata de um texto do Alfredo Barroso cuja publicação o Público recusou. Não sei se isto é verdade ou não, mas aqui fica o texto porque ele mostra porque é importante contestar a ideia da Seleção Natural, sistematicamente usada para justificar a opressão.

Decididamente, tenho cada vez mais dificuldade em publicar textos meus nos jornais, e não será certamente pelo facto de estar a escrever pior do que já escrevi - nem certamente pior do que os artigos escritos com os pés publicados quase todos os dias nos jornais.
Poucas horas depois de saber que Margaret Thatcher tinha morrido, escrevi, ontem, dia 8, o artigo que a seguir reproduzo («NA MORTE DA AMIGA DE PINOCHET») e enviei-o, ainda ontem à tarde à direcção do PÚBLICO solicitando a publicação.
Recebi hoje a resposta (não interessa de quem) do seguinte teor:
«Caro Alfredo Barroso: neste momento, excepcionalmente, tenho compromissos para publicação de artigos extra praticamente todos os dias até terça-feira. Fica tarde de mais…».
Só me resta, assim, enviá-lo aos amigos e conhecidos do costume, que constam das listas (porventura desactualizadas por acção e por omissão) arquivadas no meu computador, e publicá-lo na minha página do «facebook», onde não muito apropriado afixar textos longos. Há certamente directores de jornais que esfregarão as mãos de satisfação ao constatarem que estão a fechar-se todas as portas a este «dissidente» politicamente incorrecto, incómodo e «impertinente». Não sou crente mas apetece-me dizer-lhes: deus os guarde e lhes conceda muitos «frutos» do trabalho tão «dedicado» que estão a fazer… Aqui vai, então, o meu artigo:
NA MORTE DA AMIGA DE PINOCHET
por ALFREDO BARROSO
Morreu Margaret Thatcher, uma das principais responsáveis pela contra-revolução neoliberal que há mais de 30 anos vem devastando os regimes democráticos ocidentais, deformando a economia, tornando as sociedades democráticas cada vez mais desiguais, destruindo a coesão social, impondo o «casino da especulação monetária» e a ditadura dos mercados financeiros globais que hoje mandam em nós.
Morreu, além disso, a amiga de Pinochet, um dos ditadores mais sanguinários e corruptos da América Latina, que permitiu que o Chile se tornasse banco de ensaio das políticas ultraliberais preconizadas pela famigerada «escola de Chicago» e levadas a cabo pelos «Chicago boys», apadrinhados por Milton Friedman e Friederich von Hayek, figuras tutelares do pensamento de Margaret Thatcher, além da mercearia do pai.
Não faço esta acusação de ânimo leve. São factos conhecidos, designadamente a sua acendrada admiração por Augusto Pinochet, como se projectasse nele aquilo que ela desejaria impor, mas nunca conseguiria, na velha democracia inglesa. Há muitas fotos em que aparecem ambos sorridentes, lado a lado, quer quando o ditador estava no poder, quer quando o detiveram em Londres na sequência do pedido de extradição efectuado pelo juiz espanhol Baltazar Garzon, que o acusou de ser responsável, durante a ditadura, pelo assassínio e desaparecimento de vários cidadãos espanhóis.
Esta mulher a quem chamaram «dama de ferro», como poderiam ter chamado «de zinco» ou «de chumbo», nutria um profundo desprezo pelos grandes intelectuais ingleses do seu tempo, designadamente Aldous Huxley, John Maynard Keynes, Bertrand Russell, Virgínia Woolf e T. S. Eliot, conhecidos como o «círculo de Bloomsbury» (do nome do famoso bairro londrino de editores e livreiros e de boémia intelectual). A frustração dela perante o talento e a inteligência que irradiavam deles, e que ela não conseguia captar, levaram-na a considerá-los «intelectuais estouvados, que conduziram o Reino (Unido) pelos caminhos nada recomendáveis da segunda metade do século XX». Ao diabo as «literatices» da «clique de Bloomsbury», dizia ela. «O meu Bloomsbury foi Grantham» (onde o pai tinha a famosa mercearia) (…) Para compreender a economia de mercado, não há melhor escola do que a mercearia da esquina». Deve ser por isso que as mercearias estão a falir…
Thatcher considerava «a distância entre ricos e pobres perfeitamente legítima» e proclamava «as virtudes da desigualdade social» como motor da economia. A verdade dos números é, no entanto, bastante diferente. Como salienta John Gray, um dos mais importantes pensadores contemporâneos, na Grã-Bretanha da chamada «dama de ferro» os níveis dos impostos e das despesas públicas eram tão ou mais altos, ao fim de 18 anos de governos conservadores, do que quando os trabalhistas deixaram o poder, em 1979. Ao mesmo tempo, nos EUA de Ronald Reagan, co-autor da «contra-revolução neoliberal», o mercado livre e desregulado destruiu a civilização de capitalismo liberal baseada no New Deal de Roosevelt, em que assentou a prosperidade do pós-guerra.
Convém dizer que John Gray, autor de vários livros editados em português, entre os quais Falso Amanhecer (False Dawn), chegou a ser uma das figuras dominantes do pensamento da chamada «Nova Direita», que teve uma grande influência nas políticas que Thatcher pôs em prática. Mas ficou desiludido e alarmado com as terríveis consequências dessas políticas e tornou-se um dos críticos mais lúcidos e implacáveis dos «mercados livres globais», cuja desregulação tem causado os efeitos mais perversos nas sociedades contemporâneas, provocando a desintegração social e o colapso de muitas economias. O capitalismo global parece funcionar, segundo Gray, de acordo com as regras da selecção natural, destruindo e eliminando os que não conseguem adaptar-se e recompensando, quase sempre de maneira desproporcionada, os que se adaptam com sucesso. Estas são, logicamente, as inevitáveis consequências do pensamento de Thatcher, ao pôr em prática «as virtudes da desigualdade social» como motor da economia.
A pesada herança de Margaret Thatcher, tal como a de Ronald Reagan - adoptadas não apenas pela direita ultraliberal, mas também por uma certa esquerda neoliberal (Tony Blair, Gerhard Schröder e alguns discípulos da Europa do Sul, designadamente lusitanos) - é esta crise brutal em que a UE e os EUA estão mergulhados há já cinco anos. E o mais terrível é que é o pensamento dos principais responsáveis por esta crise que continua e prevalecer na maioria dos governos que prometem acabar com ela à custa da austeridade, do empobrecimento dos cidadãos e do confisco dos seus direitos sociais.
Lisboa, 8 de Abril de 2013 

25 comentários:

UFO disse...

globalização, erro fatal. A Vida na sua imensa sabedoria impõe uma pele protetora, e defende-se ativamente de outros microorganismos
. para além do acesso à energia do Sol e água, livres, competem por nichos. As barreiras entre individuos nação são a regra. São mercados. com necessidades distintas.
Fiquei a saber que a Monsanto está a lutar por, e a obter, patentes sobre imensas espécies vegetais, mesmo as naturais, comprometendo o futuro da alimentação mundial. As sementes naturais vêm com uma licença 'GPL', qualquer trabalho em cima desse ADN deve respeitar esse legado.

alf disse...

UFO

a maneira como a globalização foi feita é um erro fatal. Um disparate completo, devido à cupidez dos agentes.

A ideia da globalização não está errada em si; o problema é que ao se tirar "a pele protectora" se deixou porta aberta a todos os parasitas.

Quase da mesma maneira, no nosso país, ao cair a ditadura também se deixou a porta aberta a todos os parasitas que nos infestam agora.

Portanto, o que temos pela frente é a luta contra os parasitas. E a primeira dificuldade é a mesma que o organismo tem para se defender do cancro: reconhecê-los!

Por exemplo, esses economistas que pululam nos media são tão parasitas como os políticos que abicham lugares em grandes empresas ou em grandes escritórios de advogados, mas continuam rodeados de uma aura de que são os sábios que nos podem salvar; aura essa que usam para melhor nos espoliar.

Curiosamente, o Sócrates, este domingo, apontou-lhes o dedo - foi a primeira vez que alguém se atreveu a tal.

A Monsanto está a tornar-se um perigo enorme. Com a competição pelos preços, o que acontece é que quem não usa as sementes deles tem custos mais elevados e vai à falência; assim, em pouco tempo, todos os produtores as estarão a usar.

Cabe aos consumidores fazer a escolha. Os consumidores têm sido altamente irresponsáveis, habituados como estão a que alguém decida por eles. Quem decide por eles decide contra eles, como é óbvio. Por isso, os consumidores têm de passar a ser Inteligentes em vez de simplórios.

Pedro Lopes disse...

"Cabe aos consumidores fazer a escolha."

Eu acho que cabe aos consumidores pegar em lança-misseis portáteis e destruir por completo a sede da Monsanto.

Então agora um monstro sem cabeça como é a Monsanto é que é dona da Natureza?
Quem lhes deu o dom da criação?

A Natureza é imperfeita?Mas porque razão funciona bem e em equilíbrio há milhões de anos?
Vem agora estes facionoras descobrir que eles é que sabem como criar novos seres?

Além disso é um monstro monopolista.
O Agricultor nunca teve de depender de uma aberração destas para obter as suas sementes.
Recentemente a Monsanto consegui ver aprovada uma lei que lhes dá imunidade total nos EUA. A Lei foi proposta por um senador ligado á Monsanto.

"A ideia da globalização não está errada em si"

Está errada. É contra natura. Só irá produzir cada vez mais monstros monopolistas como a Monsanto.
A Qualidade e diversidade de produtos irá diminuir significativamente.

A Globalização, seja ela qual for mata a diversidade económica e cultural.
Existe algum exemplo na natureza(Plantas, animais, insectos etc) que seja semelhante á globalização? Não.
A Natureza tem mecanismos de controlo(Pragas por exemplo) de forma a evitar que uma espécie se torne dominante.

Obviamente que é necessário alguma globalização. Mas nunca de forma a ser a forma dominante da economia. O extremo oposto da globalização, o isolamento total também seria negativo e contraproducente.

alf disse...

Paulo Lopes

A Monsanto é um aborto inconcebível, estamos inteiramente de acordo. Mas há mais abortos. Não têm é a ver com "globalização", têm a ver com ideia de que tudo é permitido aos mais fortes porque eles são os eleitos; eleitos pela Seleção natural.

é este o mito que é preciso destruir. As pessoas fora do mundo dos "Senhores" não sabem que é nisto que a sua actividade assenta; mas é. Se este erro grosseiro for destruído, muita coisa mudará.

Quanto à globalização, estou de acordo a sua reflexão. O problema não é a globalização, é o facto de muitas vezes ela servir para os mais fortes imporem a sua vontade. Mas não tem de ser assim e a generalidade dos países já aprendeu isso e sabe usar a globalização em seu proveito e em defesa da diversidade.

É por isso que quase todo o mundo se está a desenvolver aceleradamente.

Só a Europa do Euro é que não. O nosso problema é o Euro. Muito por nossa culpa também, porque achamos que lá por estarmos no euro não precisávamos de ter "pele". Enquanto vivermos do nosso orçamento, precisamos de ter "pele".

Hoje culpamos muito os alemães e vemos nisto tudo o resultado de uma vontade hegemónica alemã. Mas não é. Eu já previ isto tudo há muitos anos, já estávamos neste caminho ainda antes de entrarmos no Euro.

Os países do Norte não agiram como nós. Eu manifestei-me muitas vezes contra as políticas saloias de cá, mas os políticos sempre acharam que era a maneira de ganharem eleições e de agradarem aos "grandes da europa". Tolos e ignorantes.

E não me esqueço do que me disse um engenheiro alemão, que veio cá a um concurso de uma empresa pública que, como costume, preferia comprar ao estrangeiro em vez de tentar prover às suas necessidades no mercado interno: Assim, Portugal vai ao fundo e vai arrastar a europa com ele.

Uma evidência que ninguém via porque não convinha. Cada um tem de tratar de si e quem vier atrás que feche a porta, não é? Pois agora temos a porta para fechar.

Mas note que não fomos só nós, parece que houve uma competição para a asneira...

Pedro Lopes Rodrigues disse...

"Os países do Norte não agiram como nós."

Alf,

A Filosofia politico-económica é semelhante.
A diferença é que os nos países nórdicos não há tanto corrupto por metro quadrado como cá. E num pais com o PIB pequeno como o nosso a corrupção é fatal.
Mas a corrupção é global e globalista.
Ninguém das organizações Europeias ou o FMI alguma vez veio a Portugal dizer que temos de combater a corrupção.


"Mas note que não fomos só nós, parece que houve uma competição para a asneira"

Competição ou ...coordenação?

A União europeia nunca será viável com estas elites. Não esperam que as elites que cria os problemas venham um dia arrepender-se e tomar o rumo diferente.

alf disse...

Pedro Lopes Rodrigues

"Os países do Norte não agiram como nós."

Não agiram não senhor; os cidadãos dos países do norte não agiram como os cidadãos dos países do sul.

Se olharmos para a Dinamarca e a Suécia,a diferença é brutal.

Começa logo porque eles vivem sob um princípio: "não deixamos ninguém na valeta"

Cá, vivemos sob esse princípio?

Eu cá só tenho ouvido: "se todos se formam, depois onde arranjamos um canalizador quando precisarmos?"

E os protestos contra os subsídios de reinserção social e contra todas as medidas que visem evitar que pessoas vão para a valeta.

Como já disse muitas vezes, os 40% de abandono escolar aconteceram de propósito!!!

Portanto, não são só as elites as culpadas, é a cultura, é o egoísmo.

mesmo sem irmos a esses povos iluminados, os alemães e outros também não agiram como nós. Na verdade, ninguém agiu como nós, nem mesmo os gregos.

Todos os povos europeus sabem que o dinheiro que se gasta em produtos e serviços nacionais não é um "gasto", é uma "circulação", volta aos seus bolsos; mas o dinheiro que gastam em produtos e serviços importados é mesmo um gasto.

Há coisas que são básicas. Por exemplo, serviços públicos não compram no estrangeiro antes de esgotarem as possibilidades de satisfazer as suas necessidades no mercado interno. E quando essa possibilidade de todo não existe, pagam não em dinheiro mas com bens nacionais.

Isso é assim em todos os países. A nível das empresas públicas, do Estado mas também das pessoas.

Um francês quando viaja procura sempre um hotel duma cadeia francesa. Os Ingleses ou os alemães que vão para o algarve instalam-se, na grande maioria, nos hoteis e resorts ingleses e alemães - compram a estadia no seu país, vêm directos para o resort, nem saem de lá enquanto cá estão. Para aí 90% do dinheiro que gastam fica no seu país.

Aqui o Portuga faz tudo ao contrário: as empresas públicas compram preferencialmente ao estrangeiro, até porque se comprassem nacional seriam logo acusadas de corrupção - que foi o que aconteceu ao Sócrates com os Magalhães, enquanto os Toshiba dos professores não levantaram celeuma nenhuma. As pessoas adoram comprar produtos estrangeiros, sapatos estrangeiros, roupas estrangeiras e, pior, comida estrangeira, gerando um enorme décit alimentar num país tem de produzir comida porque não pode produzir aviões.

Na Dinamarca, os automoveis duram muitos anos - os dinamarqueses não produzem automóveis, não podem andar a importá-los. Cá, até se instituíu um subsídio ao abate!!!


Agora, concordo consigo em relação à corrupção. A corrupção é uma coisa simples de entender: todas as pessoas são corruptas se isso lhe for vantajoso. Não vale a pena andar com raciocínios complicados sobre as honestidade, mas presumir que ela não existe e montar uma sociedade onde: 1- a corrupção não compense e 2 - as pessoas percebam que dependem da sociedade, não podem ser dela predadores. Nessa sociedade, as pessoas serão então todas honestas.

alf disse...

(continuação)

Nas sociedade pobres e pequenas, há pouco que roubar, dificilmente a corrupção compensa; se enriquecem bruscamente, a corrupção dispara porque não há mecanismos que a combatam mas passa a haver riqueza, logo, passa a compensar. Foi o que aconteceu à Grécia e cá também.

Aqui, o combate à corrupção é quase nulo. A todos os níveis. A corrupção não é de agora. Qualquer funcionário que tenha o poder de autorizar qualquer coisa, logo arranja maneira de ganhar uns cobres por fora. Toda a gente conhece isso. Tentar introduzir sistemas de ponto é uma guerra porque uma parte significa dos empregados não cumpre horários.

Ora na corrupção também somos diferentes dos do norte. Eles têm uma cultura que penaliza fortemente esses comportamentos enquanto nós temos uma cultura que acha que "ladrão que rouba ladrão..." e por aí fora. Todas as tentativas de combater a corrupção ao nível do Zé levantam enorme celeuma.

O Sampaio, quando esteve na CML, levantou uns 200 processos por corrupção de funcionários. Que eu saiba, há um que foi aposentado compulsivamente e mais nada. Acha que isto poderia acontecer na Alemanha?

Um tio foi viver para trás-os-montes. Há mais de cinquenta anos. Dizia ele: estas pessoas são ótimas, muitos simpáticas e acolhedoras; mas têm um estranho sentido de moral. Dizem: "ali vai um grande homem, já enganou 3"

é claro que esta cultura não existe por acaso; é uma cultura de sobreviventes, de uma sociedade desligada, onde vigora o "cada um por si", ou seja, a lei da selva.

E é claro que precisamos de líderes com capacidade de mudar isto; mas agora diga-me: quem é a pessoa séria e bem intencionada que se vai atrever a tentar endireitar este país, sabendo que vai ser sujeita todo o tipo de calúnias e que este é um povo que, por ser ignorante, facilmente é manipulável? veja-se os abaixo assinados que puseram logo a circular contra o Sócrates ser comentador...

Você vê talvez a solução num PCP. mas como?, se perto de 90% da população têm puro pânico de tal solução? Há um rasto histórico muito pesado e uma experiência recente que não foi a melhor. O PCP tem o seu papel, mas não será o de governar. Um papel muito útil fora do governo. Mas para o governo precisamos de outra solução. Penso eu de que...

Carlos disse...

Há enganos que nos deleitam e desenganos que nos afligem. Marquês da Maricá

“contra-revolução neoliberal”
O que é isto?
Tivemos então, a revolução liberal, a contra-revolução liberal, a revolução neoliberal e a contra revolução neoliberal?
É no meio de toda esta, entre outras, toda esta salganhada para explicar... nada? No meio de toda esta salganhada de conceitos/ideias ficamos com muito pouco ou nada dito.
Parece que andámos para trás e para a frente, quando no fundo temos sistematicamente seguido num único sentido, seja na revolução ou a seguir na contra-revolução, aquilo a que se chama de “mercados livres globais”, que por sua vez não existem. Nem nacionais. Os mercados são altamente controlados e regulados. Por isso por exemplo a China não pode exportar para a Europa os seus carros, porque daria cabo de grandes grupos económicos europeus, essencialmente alemães, franceses e italianos e subsequentemente dessas economias. Portugal não pode impor algum tipo de proteccionismo à sua economia, porque a UE não deixa, mas a Alemanha, a Itália e a França podem.
Os subsídios são outra forma dos estados controlarem a economia. Veja-se como nos mercados livres os cidadãos são obrigados a salvar a banca por exemplo. Etc.
Não temos mercados livres, sejam nacionais ou globais, mas sim mercados regulados de forma a proteger os grandes grupos económicos, possibilitando que esses grupos possam predar a sociedade a seu bel-prazer. Regulados de forma errada? Sim. Mas regulados. Aliás, os grandes grupos económicos só o conseguiram ser com a intervenção do estado, ou dos estados a nível global, a seu favor.
Peço desculpa, mas prefiro os seus textos sobre Darwin e a selecção natural.

alf disse...

carlos

Inteiramente de acordo!!!

Mas é preciso acabar com isto, não é verdade?

Temos de voltar ao "todos por um e um por todos".

E isto urge - se a sociedade não der um enorme salto em frente, os nossos bisnetos estão lixados, vão ter um pesadelo inimaginável. Eu sei isso melhor do que ninguém e é por isso que fiz toda esta investigação sobre evolução.

Este texto do Barroso refere uma das coisas que é preciso exterminar: a ideia da Seleção Natural. Eu sei que esse é o último argumento, o sustentáculo da ideia de "cada um por si". Esta ideia não vai cair, e a humanidade não vai dar o salto que precisa de dar, enquanto a ideia da Seleção Natural não cair.

Pedro Lopes Rodrigues disse...

"Portugal não pode impor algum tipo de proteccionismo à sua economia, porque a UE não deixa, mas a Alemanha, a Itália e a França podem."


Pois. Isto é um dos grandes problemas.
E quanto menor for um pais mais razão haveria para impor proteccionismo.
Porquê? Porque não há empresas tão poderosas que tenham capacidade de resistir e competir com as maiores.

Faz sentido no desporto por exemplo no Boxe poder competir um atleta de 60 Quilos com um de 120 Quilos? Não. Existem vários escalões competitivos.
Ou num jogo de futebol a baliza de uma equipa ser 3 vezes mais larga que a outra?

O Liberalismo e o globalismo mesmo sem os conspiradores maléficos por detrás seria sempre mais benéfico para as grandes economias do que para os países pequenos.

A valorização da produção Nacional é uma urgência, mas não pode ser apenas com meros apelos ao patriotismo. Tem de haver algo legislativo ou então através de incentivos fiscais(IVA mais baixo p.ex).

Pedro Lopes Rodrigues disse...

"Você vê talvez a solução num PCP. mas como?"

Alf,

Não vejo qualquer solução no PCP.
Eu sou defensor de um modelo nacionalista.

Defensor da produção Nacional, de independência Nacional, de um combate feroz á corrupção e reimplantação de uma moral cívica e responsável. Mas sem a mesquinhez e a pequenez que sempre existiu em Portugal.

Não é necessário voltar ao Salazarismo ou a modelos Nacionalistas demasiado exacerbados e limitativos da liberdade individual.
Devemos defender a propriedade privada como peça fundamental da iniciativa económica, bem como a sua protecção pela legislação.

Devemos impedir grupos económicos e demasiada concentração da riqueza e meios de produção. Só assim se pode diminuir o desemprego. Com concentração em grandes grupos o efeito da economia de escala pode ser eficiente, mas apenas para quem tem o poder sobre esses grupos.

Devemos impedir que a Banca tenha algum controlo na economia real. Ou mesmo nacionalizar a banca.

Mas também não defendo o isolamento económico. Seria mau e iríamos regredir certamente.

Devemos aproveitar ao máximo os recursos que temos(muitos já foram vendidos). E Alguns desses recursos em podemos ter excedente servirá para podermos adquirir bens que não conseguimos produzir.

Podemos e devemos permitir em Portugal Empresas estrangeiras em sectores onde nada temos, e que produzam bens necessários e empreguem mais pessoas. Mas sempre sob controlo de um estado verdadeiramente ao serviço do interesse Nacional. Isto parece demasiado romântico, mas é a solução que vislumbro no meio deste mundo cada vez mais imprevisível e descontrolado(ou controlado por gente rasca).

alf disse...

Pedro Lopes Rodrigues

Inteiramente de acordo!

E não está a ser nada romântico: já é assim no mundo quase todo!

Compreendamos o caso grego: a Grécia tinha um PIB no começo desta crise que era 1,7 vezes o Português. A Grécia tem crescido imenso desde que entrou para o euro. E porquê? Por foi sempre altamente nacionalista. Um grande empresa publica grega chegou a pagar com fardos de feno a compra de sofisticados equipamentos.

Mas a Grécia fez um erro grave. Um erro que já ninguém comete fora da Europa: deixou instalarem-se empresas estrangeiras sem controlo nacional.

Na Grécia há mais de 100 empresas alemãs.

Ora evidentemente que o crescimento grego não interessava; então foi preciso desenvolver um processo de empobrecimento da Grécia.

O que se passa na Grécia não tem a ver com mais nada - nem com dívidas públicas excessivas nem com crises bancárias, esse foi apenas o pretexto.

No posts do Dr. Jordan falo disso. E digo qual é o objectivo dos alemães: o custo da mão-de-obra não pode ser superior a 2 euros/hora.

Tome note disto; eu não estou a mandar "postas de pescada", e verá se eu não tenho razão.

Os gregos vão empobrecer até que o custo da mão-de-obra fique neste valor.

Na China não deve haver UMA empresa alemã; uma empresa para se instalar na China tem de ter metade de capital chinês e um contrato de transferencia de know how e um prazo de saída. Na China, não são as empresas estrangeiras que se deslocalizam, são os chineses que correm com elas.

Já toda a gente percebeu que tem de ser assim. Hoje, não monta uma empresa nem no mais atrasado país africano sem ter um sócio nacional.

Pode crer: enquanto aqui existirem empresas alemãs o custo da mão-de-obra terá de ficar pelos 2 euros/hora.

Além disso, ninguém abre mão dos seus recursos naturais, poucos ou muitos.

isto que se passa cá, de privatizações de sectores críticos, de venda da exploração de águas minerais a empresas estrangeiras, de concessões mineiras ao desbarato, de permitir que empresas estrangeiras explorem o turismo a troco de nada, não se passa em mais lado nenhum.

Portanto, isto aqui tem de levar uma volta de 180º. Não temos nenhum futuro enquanto estivermos nas mãos dos alemães. Temos de depender de nós. Os Dinamarqueses conseguiram-no e têm muito menos recursos do que nós. Continuar assim é que é hipotecar o futuro de filhos e netos, que só terão dois caminhos: ser escravos aqui ou noutro lado.

vbm disse...

Thatcher e Reagan enterraram o New Deal. A desregulação financeira e a informática puseram em delírio os casinos da especulação. O euro, moeda única de n países sem política comum, revelou toda a sua fragilidade, assim que os capitais transnacionais resolveram proteger-se das dívidas dos estados 'desunidos' da Europa ainda mais arriscados do que a dívida norte-americana. Como será que uma nova ordem financeira internacional emergirá deste estado de coisas!?

JJSilva disse...

O mundo como um todo tem hoje muito menos desigualdades. Veja-se os milhoes de pessoas que sairam da pobreza na Asia, na America do Sul e até em Africa. A Europa, por culpa própria e por força das circustancias, é cada vez menos importante no mundo.

alf disse...

vbm

Na mouche!

Gostei especialmente dos estados "desunidos" da europa. Cá para mim, puseste aqui o dedo na ferida.

Quando um conjunto de grandes empresas tem um mercado comum, o que elas fazem é cartelizar, ou seja, fazerem uma competição limitada, apenas qb para assegurar a sua eficiência. De vez em quando surge um idiota que pensa que pode eliminar a concorrência, entra com políticas excessivamente agressiva e todos ficam a perder.

Na europa, os países deveriam estar "cartelizados" da mesma maneira, tal como os bancos estão no espaço europeu. O Barclays já reclamou disso mas é isso que mantem a estabilidade do sistema financeiro. Nomeadamente, os bancos inter-financiam-se. Mas os países, ao contrário dos bancos, estão de costas voltadas uns para os outros e, no fundo, em feroz concorrência.

alf disse...

JJSilva

É um facto. A pobreza tem diminuído, à custa de políticas que são o oposto do que a Europa anda a fazer; e a Europa anda a criar pobreza através de políticas que são opostas às que o resto do mundo segue.

Carlos disse...

JJSilva - “O mundo como um todo tem hoje muito menos desigualdades. Veja-se os milhoes de pessoas que sairam da pobreza na Asia, na America do Sul e até em Africa. A Europa, por culpa própria e por força das circustancias, é cada vez menos importante no mundo.”

Alf - “É um facto. A pobreza tem diminuído, à custa de políticas que são o oposto do que a Europa anda a fazer; e a Europa anda a criar pobreza através de políticas que são opostas às que o resto do mundo segue.”

Se por um lado concordo por outro não.
É verdade que os países do 3 mundo têm tido crescimentos económicos, mas a distribuição dessa riqueza está a ser feita nos mesmos moldes que na Europa.
Veja-se os multi-milionários que tem aparecido na China por exemplo.

Paulo Monteiro disse...

É bem provável que este episódio seja verídico. Este senhor é uma persona nao grata nos media Portugueses. Quanto ao teor do artigo nada a contrapor. De facto tem a ver com a tal questao do egoismo que tem vindo a ser desenvolvida neste blog. Nao tenho duvidas que estes senhores e senhoras (Tatchers, Reagens, etc...) toda essa direita ultra-liberal e esquerda moderada neo-liberal, é composta por pessoas chatas sem interesse nem génio ou altruismo nenhum (também há cromos até à esquerda mais radical, embora de outra natureza). Como seria demasiado penoso para o seu ego enfrentar e admitir essa verdade, toda a sua vida consiste em provar que é no seu feitio que reside a razao e virtude, impondo aquilo que lhes convem e rodeando-se de outros iguais a si, ou seja, daqueles que lhes convém. Nao adianta explicar-lhes que eles nunca perceberao, dar-lhes a ler que eles sempre darao a volta ao texto, e quanto maior o ego e o seu orgulho, maior a tendencia para ligar o raciocinio/poder de análise ao interesse imediato do ego/personalidade. As pessoa mais inteligentes sao e serao sempre aquelas que conseguem dissociar a capacidade de analise do ego e do seu orgulho ou interesse. Sao aquelas que admitem os erros, que pedem desculpa pelas falhas. A teimosia e intransigencia só sao virtudes quando estamos certos. Insensibilidade e indiferença também sao traços caracteristicos deste tipo de pessoas, em alguns casos atingindo mesmo a psicopatia.

alf disse...

Paulo Monteiro

Excelente comentário! Concordo em absoluto.

Essas pessoas têm, em minha opinião, um "Id" com um horizonte muito curto, vêm apenas o seu interesse imediato.

Falando curto e grosso, são pessoas estúpidas. Só que na nossa sociedade a estupidez tornou-se um factor de sucesso.

Isto porque essas pessoas estão perfeitamente certas do que querem e infelizmente essa certeza torna-as "credíveis" para as outras pessoas.

Há um psicólogo português que tem uma teoria sobre a estupidez ser uma vantagem; hei-de ver se encontro o livro dele.

alf disse...

Carlos

Os multimilionários na China podem vir a ser a problema mas, para já, o que interessa é o seguinte: a China não é gerida com o objectivo de gerar milionários mas com o objectivo a diminuir a pobreza.

A evolução das sociedades faz-se actuando sobre os mais fracos, criando condições para que eles enriqueçam.

é esta a diferença fundamental entre os outros países do Mundo e a Europa.

A Europa de hoje está-se nas tintas para os seus pobres enquanto para os outros são os pobres o que interessa.

Nos media aqui fartam-se de passar documentários sobre a exploração e a miséria na China; mas eu andei por lá quase um mês, fui a muito lado e não vi nada que se comparasse ao que qq pessoa vê imediatamente aqui.

As medidas da política económica são para acabar com a miséria, subir constantemente o nível de vida das pessoas.

Eles não impedem a livre iniciativa, as pessoas podem ser ricas; não podem é sê-lo à custa de outros chineses, com actividades de especulação como aqui, ou pagando baixos ordenados, etc. Os ordenados lá têm de subir, as condições de trabalho que encontrei lá são melhores do que aqui hoje.

mas, com toda a propaganda anti-China, é preciso ir lá e ver... nós pensamos que temos uma sociedade de informação livre mas não temos nada, temos é uma informação completamente manipulada.. eu até assisti a um protesto que juntou não mais de 10 pessoas e que foi filmado de tal maneira que nos media de cá parecia uma manifestação com imensa gente...

No ocidente, a censura foi substituída por uma coisa muito mais eficiente, a manipulação da informação.

Carlos disse...

“Os multimilionários na China podem vir a ser a problema mas, para já, o que interessa é o seguinte: a China não é gerida com o objectivo de gerar milionários mas com o objectivo a diminuir a pobreza.”
E os multi-milionários aparecem com consequência? Ainda no outro dia concordou comigo que para se poder chegar a esse ponto era necessária a defesa do estado a favor deles. Não acredito no socialismo e tenho sérias dúvidas quanto ao altruísmo dos dirigentes chineses. Parece-me que o verdadeiro objectivo é que fique uma classe dirigente. Claro que este objectivo não é nem vai ser oficializado.

“A evolução das sociedades faz-se actuando sobre os mais fracos, criando condições para que eles enriqueçam.”
Uóti.........:)
Não se pode beneficiar um grupo em favor de outro. O princípio de equidade governativa deixa de existir. A seguir é uma espiral de injustiças. Um dos exemplos é o IRS progressivo.

Não ponho em causa que eu possa ser ludibriado pelos média, tento evitá-lo.

“Eles não impedem a livre iniciativa, as pessoas podem ser ricas; ...”
Nem Estaline nem os chineses conseguem evitar/eliminar essa característica fundamental/basilar do ser humano.
Só há pouco tempo é que não se importam que as pessoas sejam ricas (ou será mais do tipo; que certas pessoas sejam/tornem-se ricas?).

Chegou a ver as cidades inteiras construídas, mas que não são para melhorar as condições do povo? Em que não vive lá ninguém, porque as pessoas não têm dinheiro para as comprar, nem o estado está interessado em vendê-las a qualquer um.

O problema dos dirigentes chineses e do resto da humanidade é que há pessoas que acham que devem ser eles, os “iluminados” a controlar os outros, mandar impor as suas vontades os seus ideais, etc.

JJSilva disse...

Carlos,

Claro que há multimilionários e enormes desiquilíbrios na distribuição da riqueza na China. Apesar de tudo em muitos aspectos a situação da China é hoje melhor do que à 10 ou 20 anos atras. Para além do mais eu referia-me também a outros países. Veja-se por exemplo o caso do México que regista atualmente taxas de crescimento bastante interessantes. Ou o extraordinário crescimento de Moçambique na ultima década. Somos forçados a concluir muitos países no mundo beneficiaram da globalização.

alf disse...

Carlos e jj Silva

Para avaliar se uma sociedade está a ser bem ou mal dirigida é preciso um objectivo e um (ou mais) indicadores.

O indicador e objectivo clássico é o aumento do PIB.

Porém, numa sociedade democrática, isto leva a 1/3 de descartáveis; procurou-se outro indicativo: o Butão definiu um índice de felicidade. A princípio parecia correr bem. Agora andam a expulsar todos os estrangeiros porque a população sente-se mais feliz sem estrangeiros...

Como as sociedades tendem sempre para uns pouco ficarem com tudo e explorarem os outros, a solução comunista foi não um indicador positivo, como o PIB, mas o combate à situação que se queria evitar: o combate aos ricos. Também não funcionou.

O que está a ser usado actualmente mais ou menos em todo o mundo é tomar como objectivo o combate ao lado mais pobre da sociedade.

Na China não ouvi ninguém falar do PIB; do que se falava era do número de centenários, aumento de esperança de vida, eliminação da pobreza.

Nos países pouco desenvolvidos, esta é uma política "natural" porque quando a maioria da população é pobre, a solução é as medidas que melhoram a pobreza.

É por isso que esses países todos estão a crescer.

O problema é quando os países passam a ter suficiente classe média.

Por isso é que eu cito os nórdicos: sendo ricos, têm uma política própria dos países pobres: toda a sociedade assume como objectivo colectivo o desenvolvimento do lado mais fraco da sociedade. E é assim que eles se mantém sempre em crescimento.

Notem que nós estamos em recessão mas os ricos não estão a empobrecer, pelo contrário - para quem tem aqui o poder, está tudo a correr bem, estão a enriquecer em plena crise!

Só saímos disto quando percebermos que temos de fazer como os nórdicos e adoptar a máxima: não deixamos ninguém na valeta.

É por isso que a grande despesa dos munícipios deles é com os infantários e pré-escolar e não com as obras públicas.

Quanto à China, a minha opinião é que há uma campanha orquestrada de desinformação. Os regimes fazem sempre isso em relação aos regimes que são mais favoráveis aos povos.

Não é que eu defenda o sistema chinês; mas estou inteiramente de acordo com a generalidade das medidas que têm tomado ; e os resultados estão à vista; e os outros países andam todos a copiá-los e a entrar na senda do desenvolvimentyo.


Ou seja, o mérito do desenvolvimento a que se assiste não é desta "globalização",mas é da teoria económica desenvolvida pela China

JJSilva disse...

Em relação a indicadores economicos, uma possibilidade é usar o indice Gini.

alf disse...

JJSilva

O índice de Gini é um medidor da desigualdade e tem essa utilidade; porém, não pode ser tomado como objectivo porque se uma sociedade muito desigual é uma sociedade com problemas, uma sociedade muito igual também pode ser.

por exemplo, pode-se diminuir a desigualdade por pura perseguição aos mais ricos e isso, por si, só não conduz a uma sociedade melhor - conduz a uma sociedade de invejosos e que penaliza todos os que não forrem medíocres.

Temos de tomar como objectivo coisas que sejam positivas, construtivas, nunca destrutivas.

Por exemplo, para promover a igualdade dos géneros, os países nórdicos descambam com frequência em tomar o homem como inimigo. Isso tem levado a absurdos e crimes.

Por exemplo, uma mulher acusa um homem de violador e ele vai preso; mas que consiga provar a sua inocência, e que ela mentiu, a ela nada acontece. O resultado disso é que todos os fds há uma praga de acusações de violação na Suécia porque os casais alternam quem sai e quem fica a tomar conta dos filhos, elas saem, embedam-se, acabam na cama com um tipo qq e depois, para evitar problemas com o marido, vão acusar o infeliz que engataram de violação.

Na Dinamarca, muitos sinais para peões nas passadeiras em vez de terem a habitual figura com as duas pernas para indicar quando se pode passar, têm duas pernas com uma saia!

Na Suécia, num burgo qualquer, parece que está em discussão uma lei que obriga os homens a urinarem sentados - que é para serem iguais às mulheres... e já há estudos a dizerem que isso é muito bom para a saúde dos homens..

Em conclusão, o ser humano é o que é, e por isso não podemos tomar como orientação nada que não seja positivo, estimulador das melhores características dos humanos; qualquer outra coisa leva sempre ao desastre.

é por isso que o que serve para evoluirmos como sociedade é objectivos construtivos em relação aos que são discriminados, que sirvam para lhes garantir efectiva igualdade de direitos e oportunidades.

Uma componente fundamental disto é o ensino, sobretudo nos primeiros anos de vida. Os nórdicos gastam com o ensino cerca do dobro, em percentagem do PIB, do que nós gastamos.

O atual ministro está a pôr em prática um plano que visa colocar o ensino a formar operários para as fébricas que os alemães cá querem montar. Não é por acaso, são as 3 componentes do projecto de "mexicanização da europa do sul": empobrecimento, desemprego e ensino para operários. Os meus posts do dr. Jordan eram para apresentar este plano, que conheço há muito.