sexta-feira, novembro 23, 2007
Basta!
Basta!
De agora em diante também irei colocar aqui o que penso! Não sou nenhum idiota, também sei pensar, também tenho ideias engraçadas e profundas!
No princípio ainda dei um arzinho da minha graça, em posts com a etiqueta “sociedade”; mas depois aqueles ocuparam-me o blogue quase por completo. Isto não pode continuar! Eu sou o Administrador deste blogue e não um moço de recados dumas forças que ninguém sabe o que são. De agora em diante, também vou postar aqui, neste blogue! Esta é a minha casa, caramba!
(a que propósito me deu para escrever isto hoje? e será mesmo iniciativa minha ou dos "outros"? Apre, está a ficar difícil distinguir entre eles e eu...)
terça-feira, novembro 20, 2007
Arcas de Noé
No passado, as grutas do Monte Carmelo foram o abrigo dos que se viriam a considerar “escolhidos” por terem sobrevivido ao Evento.
No futuro, os que já se escolheram terão melhor abrigo.
Para quem esqueceu o que já foi escrito
domingo, novembro 18, 2007
A Vida é Mistério ou Milagre?
A reacção da Luísa à minha promessa de que iríamos finalmente falar da origem da Vida surpreendeu-me: levantou-se subitamente, com aquela ligeireza própria das mulheres nascidas nos primeiros dias de Abril, e saiu porta-fora. “Luísa, onde vais tu, ofendi-te?”. Luísa ri-se sem se voltar. Regressa passados uns instantes, ostentando orgulhosamente um livro na mão direita: “Vim preparada para esta discussão, trouxe a minha Bíblia!” esclarece. Pousa o livro na mesa. O Universo Inteligente, de Fred Hoyle. “Boa escolha”, digo, rindo-me. “Nada como ler as ideias das pessoas que realmente pensam, mesmo que discordemos delas”. “Discordar? Eu não discordo de nada do que ele diz”, afirma Luísa convicta.
“Ai ai” geme o Mário, “não bastavam o Jorge e as suas ideias, agora também tu...”. E ri-se. E continua, divertido: “Então explica-nos lá como começou a Vida!”.
“Onde começou? No Universo ora essa!”
“Eu disse «Como começou», não disse «Onde começou»!”
“Eu percebi-te muito bem, só que a tua pergunta «Como começou» pressupõe que começou na Terra. E na Terra é que ela não começou! Na tua cabeça a Terra ainda é o centro biológico do Universo, tal como antes de Copérnico a Terra era o centro físico do Universo”.
Luísa deixa cair o silêncio. Mário fica pensativo, obviamente não gostou mas obviamente não quer iniciar uma discussão com a Luísa. Se fosse comigo... A Ana e eu esperamos pela reacção do Mário, somos agora meros espectadores. Mário hesita, abre a boca para falar, suspende, finalmente diz:”Despeja aí a tua ideia toda que eu falo depois”.
“Então lá vai. Fred Hoyle baseia-se em duas coisas para pôr em causa as ideias darwinistas elementares. Uma é que a evolução das espécies não pode resultar de erros ocasionais na cópia dos genes. A taxa de erros de cópia é demasiadamente baixa. O objectivo do processo de cópia é evitar os erros, seria um paradoxo que o sucesso da Vida dependesse de uma deficiência do processo. Ele dá um exemplo”. Luísa folheia o livro. “Aqui está!” Luísa lê para dentro, percebo que prepara um resumo. Mais uns segundos e ela começa:
“Suponhamos que temos uma pequena secção do DNA de apenas 10 ligações e que existe uma outra sequência destas 10 ligações que gera uma nova proteína funcionante. Quantas gerações de cópia serão necessárias até que estas 10 ligações surjam pela ordem correcta? A resposta é: numa população de 100 milhões de seres seria necessário um milhão de gerações para que um dos seus membros surgisse com o rearranjo apropriado! E se o número de ligações for 20, seria necessário mil milhões de gerações!”
“Então o Fred Hoyle acha que não há evolução?” pergunta a Ana, com ar admirado.
“Não é bem isso! O que se passa é que o mecanismo de evolução tem de ser outro!”, Luísa satisfeita com a atenção que conseguiu.
“Outro? Qual?”, a Ana ía de espanto em espanto.
“Nós temos a ideia de que o código genético é específico de cada espécie, até de cada ser vivo, mas não é nada disso. Repara no seguinte: nós temos células muito diferentes, por exemplo a célula do cristalino do olho é muito diferente dum neurónio, ou duma célula hepática, ou óssea, etc; no entanto, todas estas células dispõem do mesmo código genético, o que as faz diferentes é que numas se executam umas instruções desse código, noutras, outras instruções”. “Sim, isso eu sei”, interrompeu Ana,
“Pois sabes, mas o que não saberás é que, tal como as células de um organismo partilham a mesma base genética, também as diferentes espécies partilham um vasto património genético, do qual só executam uma pequena parte. Os seres humanos só utilizam 5% do DNA de que dispõem! Por exemplo, nos humanos há pseudogenes, que são esses genes que aparentemente não usamos, idênticos aos que nas borboletas produzem a coloração das asas! Nas plantas há pseudogenes que produzem sangue nos animais!”
“Ena, que confusão! Como é isso possível?”
“As bactérias transferem constantemente material genético entre elas e até para células eucariotas, ou seja, para células que têm núcleo, como as nossas, pois as bactérias pertencem a um grupo mais primitivo, sem núcleo. Em consequência, todas as bactérias existentes no mundo têm acesso a um fundo genético comum”.
“Então são as bactérias que difundem os genes?”
“Não só.”
“Não?? Agora é que me deixaste baralhada! Não foi o que acabaste de dizer??”
“Há outro agente talvez ainda mais importante do que as bactérias”
“Ainda mais?”, a Ana não pára de se espantar, a biologia não é certamente o seu forte. Mas eu também estou a ficar espantado com a maneira como a Luísa está a conseguir expor as ideias do Fred Hoyle.
“Os Vírus!” exclama a Luísa. “ Os vírus são basicamente pedaços de código genético que usam a maquinaria celular para se reproduzirem. Podem destruir a célula onde se multiplicam mas podem também não o fazer e podem ainda simplesmente acrescentar os seus genes ao da célula que o alberga, seja uma bactéria ou uma célula como as nossas. Se o fizerem em células sexuais, os descendentes do ser infectado terão os seus genes aumentados. Além disso, muitos vírus e bactérias têm uma outra característica importante: são extremamente resistentes a condições ambientais diversas. O Fred Hoyle refere vários exemplos e cita o caso de bactérias que foram encontradas numa câmara de televisão que foi posta na Lua em 1967 pela nave não tripulada Surveyor III e recuperada 2 anos e meio depois pelos astronautas da Apolo XII.”
“Então Fred Hoyle acha que são as bactérias e os vírus os responsáveis pela evolução?” pergunta a Ana.
“Espera aí, não te precipites, falta-me dizer duas coisas. Uma tem a ver com a origem da Vida. O Fred Hoyle faz contas à probabilidade de se obter por acaso a sequência correcta das 2000 enzimas indispensáveis à vida. As enzimas são comuns a todas as formas vivas e sem elas as reacções químicas da célula seriam tão lentas que a vida seria impossível. Reparem, ele nem se preocupou com as 200 000 proteínas, bastou-lhe calcular a probabilidade de obter as 2000 enzimas para chegar um número fantasticamente pequeno, 10 elevado a -40000, ou seja, uma vírgula seguida de quarenta mil zeros, cerca de 40 páginas de zeros!
Ele dá um exemplo: suponham que num ferro velho podem encontrar-se todas as peças de um Boeing 747 completamente desmontado e que um furacão passa pelo ferro-velho; qual a probabilidade de, após a passagem do furacão, aparecer o Boeing pronto a voar? É deste tipo de probabilidade que estamos a falar.”
“E qual é a outra coisa?”, percebo impaciência na voz do Mário.
“A outra coisa importante é que muitos dos meteoritos contêm compostos orgânicos elementares, alguns deles exibindo estruturas regulares do tipo das apresentadas por alguns vírus...”
“...Estou a ver... então para ele a vida veio de fora da Terra, trazido por vírus e bactérias a bordo de meteoritos... acho que já ouvi falar disso!”, interrompe a Ana, um sorriso de alívio por estar finalmente a entender onde a Luísa queria chegar.
“Exactamente, para ele não há qualquer possibilidade de quer a geração quer a evolução da Vida ser produzida por fenómenos de acaso na Terra; logo, tem de vir de fora da Terra, e as bactérias e o vírus exibem as características próprias de um agente dessa função”.
“E qual é a diferença entre considerar isso e considerar que foi Deus?”, interroga a Ana, recuperando o seu estilo provocador. Fico curioso de ouvir a resposta da Luísa.
“Não tem nada a ver! O conceito de Deus não adianta nada à compreensão do Universo, não nos ajuda a compreender o fenómeno da Vida. Mas não podemos esperar encontrar num passo só a explicação, temos de ir percorrendo um caminho, dando muitos passinhos. O passinho do Fred Hoyle é este, o de que a vida e a sua evolução vêm através de bactérias e vírus vindos do espaço. Notem que eu fiz apenas o resumo essencial das ideias dele, ele detalha estas coisas que eu disse e vai mais longe, e coloca hipóteses interessantes, como a da inversão da seta do tempo...”
“...Ehh, não avances mais antes de eu falar!”, interrompe o Mário, “Acho que é altura de eu dizer umas coisas sobre esse assunto, nomeadamente como é que a Ciência ataca o problema da origem e evolução da Vida. Tu saberás muito das ideias do Fred Hoyle, mas talvez te falte o enquadramento da metodologia científica.”. Oláaa..., esta conversa está a ficar interessante... dá-me jeito que eles descasquem ideias sobre a Vida antes de eu avançar com as minhas. Aproveito para encorajar o Mário:
“Isso Mário, explica-nos lá o que a Ciência tem a dizer sobre o assunto!”
terça-feira, novembro 13, 2007
A Vida é uma Legolândia
Modelo simples de uma proteína (enzima Hexoquinase). No canto, modelos de glucose e ATP. Fonte Wiki. A trabalhêra que deve ter dado aos cientistas descobrir isto...Os elementos mais abundantes do Universo são o Hidrogénio (H), o Hélio, o Oxigénio (O), o Néon, o Azoto (N) e o Carbono (C), que perfazem 99,99% de todos os átomos. Destes, o Hélio e o Néon são extremamente estáveis e não reactivos, digamos, demasiadamente individualistas para aceitarem fazer parte das coisas vivas. Mas então concluímos que os 4 elementos reactivos mais abundantes do Universo, H, N, O e C, são também os mais abundantes na matéria viva, perfazendo 99% desta. Os restantes 32 elementos que a Vida utiliza existem apenas em quantidades vestigiais.
Os lípidos associam-se para formar as membranas das células, desempenhando ainda outros papéis, como armazenamento de energia – são as chamadas “gorduras”.
Para terminar, uma rápida descrição do espantoso processo de construção de uma proteína. O DNA de um gene é copiado, formando um filamento a que se chama RNA. O RNA sai para fora do núcleo e liga-se a uma formidável maquinaria chamada Ribossoma. O Ribossoma contem cerca de 90 proteínas e percorre o RNA de uma ponta a outra. Enquanto o faz, a cada sequência de 3 bases do RNA, liga o aminoácido codificado nessa sequência à proteína em construção. Ou seja, o Ribossoma lê o RNA como se duma fita perfurada se tratasse e constrói a proteína, tac-tac-tac, associando os aminoácidos conforme codificado na “fita perfurada”. Uma verdadeira fábrica em funcionamento! Mas apenas uma das várias que existem numa célula!
sexta-feira, novembro 09, 2007
Jorge é um peão
quarta-feira, novembro 07, 2007
A Dúvida é boa companheira
Para além do erro básico de tentar explicar estas diferenças com a experiência de vida dos humanos primitivos, esquecendo que elas têm uma origem muito mais remota – a cadeia de instintos que nos condiciona começou a ser construída com os primeiros seres vivos – esse documentário sistematicamente concluía de acordo com as presunções ancestralmente estabelecidas acerca do assunto.
Um exemplo. Questão: capacidade dos cérebros masculino e feminino para interpretar os sinais dos estados afectivos. Metodologia: a um pequeno grupo de homens e mulheres eram mostradas imagens de caras expressando intensos estados emocionais enquanto um TAC ao cérebro media a actividade cerebral. Resultado: os cérebros masculinos mostravam uma actividade muito superior à dos femininos. Conclusão: as mulheres são muito mais eficientes que os homens na interpretação dos sinais faciais, carecendo de muito menos processamento para a fazer.
Parece evidente a conclusão, não é verdade? Incontestável? Pois isso é apenas o resultado de ela estar de acordo com a presunção que temos sobre o assunto. Vamos já ver como podemos concluir exactamente o oposto.
Um estado afectivo não se resume a ser de “tristeza” (por exemplo). Qual é a intensidade dessa tristeza? É tristeza ou frustração? É devida a uma perda, por exemplo, de um ente querido, ou a um arrependimento? É gerada por acontecimentos relacionados com a pessoa ou resulta da observação de um acontecimento exterior, sem relação com a pessoa? É um estado habitual dessa pessoa ou não? Qual a atitude da pessoa em relação a esse estado afectivo, procura reagir ou não? E como é a personalidade da pessoa? Como são os seus sentimentos? Etc, etc, etc, posso escrever dúzias de linhas com perguntas destas. Uma cara é um livro inteiro sobre a pessoa.
Se o cérebro feminino despachou tão complexa questão com um mínimo de processamento, isso quererá dizer que não analisou nada disso. Limitou-se a identificar a emoção básica aparente. Do livro, leu apenas o título!!!
Portanto, a conclusão será a de que o cérebro masculino é muito mais competente na leitura dos sinais faciais do que o feminino. O que até nem espanta pois sabemos como o instinto maternal tem uma importância crítica nos processos cerebrais femininos – para a fêmea, a interpretação rápida dos sinais básicos das crias é prioritário. Nas crias não há complexos estados de alma a perceber. Os machos, ao contrário, para desenvolverem os seus jogos de poder e de sedução, precisam de uma compreensão muto mais profunda do outro.
Vêm como as presunções nos conduzem facilmente a conclusões erradas? Estão agora convencidos de que a conclusão certa é a que eu apresentei?
Desenganem-se pois! O estabelecimento de duas interpretações diferentes dos factos é apenas o primeiro passo no caminho do conhecimento. Deus é subtil...
As pessoas do teste apenas viram imagens estáticas, fotografias. Pensar que isto é um bom modelo da realidade é mais uma presunção que precisa de ser testada. E se, em vez dos sinais estáticos duma fotografia, se usasse os sinais dinâmicos dum filme, muito mais ricos em informação? E se o cérebro feminino estiver preparado para interpretar os sinais dinâmicos e não os estáticos? Os resultados podem agora ser ao contrário!! Até podem ser iguais nos dois sexos, conduzindo a uma nova conclusão.
Isto concluiria o nosso estudo? Claro que não! Quem disse que um filme é um bom modelo da realidade? Há que pôr as pessoas em presença. Outros mecanismos podem então entrar em acção. Por exemplo, os Inconscientes das pessoas talvez tenham processos de comunicação que desconhecemos. Processos que permitam a uma pessoa saber muito mais acerca de outra do que a lenta interpretação dos sinais faciais.
Transmissão de pensamento? perguntarão, admirados! A Ciência já provou que isso não existe!! Pois provou – provou que as pessoas não parecem ser capazes de transmitir imagens ao nível do Consciente. Isso dava muito jeito aos espiões. Seria útil... Mas não investigou se o Inconsciente é ou não capaz de comunicar independentemente da vontade e do Consciente. Será, não será?
Se for, então talvez uma outra conclusão surja – a de que os cérebros femininos são mais capazes de obterem informação relativamente ao outro através de comunicação inconsciente, por isso não dependem tanto do processamento da informação visual. O cérebro masculino, ao contrário, tem de depender mais desta. Assim como um cego tem de depender do processamento auditivo porque lhe falta a vista.
Mas porque o inconsciente masculino haveria de ter esta capacidade menos desenvolvida que o feminino? Será que é mesmo assim? Ou será que nada disto tem a ver com capacidades mas com objectivos de momento, determinados pelo enquadramento social? Será que este enquadramento moldou os cérebros irreversivelmente na infância ou não? Ou é genético? Será que é alterável no espaço de duas gerações ou não?
Vêm onde nos conduziu termos começado a duvidar? Perdemos uma certeza muito cómoda mas provavelmente errada. Somos agora um mar de dúvidas. Mas entramos no caminho do conhecimento. Só por termos pensado um pouco sobre o assunto, temos uma compreensão muito maior. A Dúvida é boa companheira...
Olhando para o começo do texto perceberão agora como é simplória a conclusão que o tal documentário apresentou. E como é fácil sermos induzidos em erro através de processos simplórios que vão de encontro às nossas crenças, medos, instintos... e como é possível moldar os comportamentos sociais usando a “pseudo-ciência” como dantes se usava a religião... e como o Universo é desafiante, interessante, subtil...
quarta-feira, outubro 31, 2007
No Conhecimento está a Salvação
O Evento de Younger Dryas, e os muitos outros que tem ocorrido na Terra, apesar de terem originado muitas vezes catástrofes imensas e extinção de espécies, não são um mar de labaredas que cobre a Terra ou um dilúvio que tudo submerge. Não são nada que a Humanidade não consiga enfrentar com sucesso. É só uma questão de Conhecimento – saber do que se trata, saber prever, e organizar as coisas para o enfrentar.
Uma diferença em relação a um terramoto é que o fenómeno é global. Portanto, sem uma Consciência Global não poderão ser tomadas medidas eficientes.
Para fazer face ao próximo Evento, a Vida vai dispor de um novo e formidável instrumento: a Sociedade Humana.
segunda-feira, outubro 29, 2007
Um Evento Presenciado pelos Humanos
Acerca do Vídeo
American Geophysical Union Press Conference, Acapulco, Mexico, May 23, 2007 - Part 1 of 7
Investigações da composição de uma camada anómala encontrada enterrada em vários locais do mundo revelam a presença de materiais de origem extraterreste. Uma possível origem seria a explosão de um corpo maciço, como um cometa, há 12 900 anos. Coincide com o desaparecimento de mamutes e outra megafauna e o início de um período frio conhecido como o Evento Younger Dryas. A cultura americana Clóvis, parece ter sido dramaticamente afectada, ou extinta, nesta mesma altura. Os oradores discutem numerosas evidências.
Aqui podem ler um resumo deste Evento e aqui podem saber mais
sexta-feira, outubro 26, 2007
Uma Mentira Conveniente

O nível mínimo de dióxido de carbono para suporte da vida? Espera aí, a resposta não é assim tão linear...
Então?
As plantas terrestres, na sua generalidade, têm um bom crescimento acima de 600 a 1000 ppm de dióxido de carbono; abaixo disso passam fome!
Passam fome? Nunca me lembrei de pôr a questão nesses termos, Tulito, mas tens razão eheheh.
Pois é, passam fome, ou seja, crescem lentamente e são estruturalmente mais frágeis.
Mas qual é o limite mínimo, Tulito?
Não estás a ver bem o problema, Alita. Supõe que tens 600 ppm de dióxido de carbono. Vais ter uma certa quantidade de biomassa vegetal, que vai crescer a uma certa taxa; numa situação de equilíbrio, o acréscimo da biomassa vegetal é comido pelos herbívoros. Portanto, para 600 ppm tens uma certa quantidade de biomassa vegetal e animal. Qualquer redução do dióxido de carbono significa diminuição do crescimento das plantas....
Ah, estou a ver, abaixo de 600 ppm qualquer diminuição do dióxido de carbono implica diminuição da biomassa total. Plantas, herbívoros e carnívoros vão entrar num ciclo presa-predador de 2 níveis e o equilíbrio médio final será com menos vegetação, menos herbívoros e menos carnívoros. Sobretudo menos herbívoros grandes, mais afectados pela diminuição da vegetação.
Exactamente, essa cabeça está bem lubrificada! Os carnívoros tem um importante papel na estabilização do sistema; se não fossem os carnívoros, o sistema herbívoros-plantas seria um sistema presa-predador de primeiro nível, com oscilações brutais e catastróficas.
Pois, os carnívoros funcionam como um amortecedor do sistema. Vê lá que só agora é que percebi a importância dos carnívoros!
E nota que a relação não é linear, uma redução para metade do dióxido de carbono originará uma redução para muito menos de metade da biomassa.
Portanto, queres tu dizer que, desde que o dióxido de carbono esteja abaixo dos 600 ppm, o suporte de vida fica afectado sempre que o dióxido de carbono desce. Muita fominha sempre que o dióxido de carbono descer!
Exactamente.
Bom, mas o que eu quero saber é o nível abaixo do qual a vida se extinguirá MESMO!
Bem, aí pelos 180 - 200 ppm as plantas já dificilmente se reproduzem, pelo que quando o dióxido de carbono atinge esse nível, a biomassa começa a reduzir-se rapidamente e tenderá para a extinção – os herbívoros irão comendo as plantas todas e depois eles e os carnívoros morrerão por falta de alimento.
Muito bem, então agora repara: segundo os registos deles que vi, os níveis de dióxido de carbono na Terra seguem as variação térmicas, variando cerca de 100 ppm por cada ºC de variação da temperatura global.
Também reparei. Aliás, em parte, a actual subida do nível do CO2 será consequência da subida de temperatura que ocorreu na segunda metade do século XX e não da queima de combustíveis fósseis, cuja quantidade é insuficiente para tal. Os registos mostram bem que as variações de temperatura precedem as variação do dióxido de carbono.
E também reparaste que nos períodos de glaciação o dióxido de carbono tem descido para uns perigosos 190 ppm?
Sim, reparei.
Então agora repara nisto: tão obcecados eles andam com o dióxido de carbono que estão a investir em força no desenvolvimento de sistemas para retirarem o gás da atmosfera; até já pensam em usar bactérias geneticamente modificadas para essa tarefa. Imagina, por um momento, que eles têm sucesso, e que desenvolvem um processo que faz baixar o nível do CO2; no próximo período de frio, o nível poderá descer abaixo dos 190 ppm e comprometer seriamente a vida na Terra.

Hummm, não me parece que eles tenham essa capacidade... Eheheheh, então era esta a tua grande descoberta, Alita?
Se não recorrerem ao dióxido de carbono nem vão conseguir produzir alimentos para as crescentes necessidades humanas, a atmosfera terreste já não tem que chegue para suporte da biomassa humana, o uso de atmosferas enriquecidas em dióxido de carbono é hoje tão indispensável como o uso de adubos
Pois ... aliás, eu já li nos documentos do IPCC que o objectivo é suster os níveis de dióxido de carbono na atmosfera nos 500 ppm.
Impossível porquê?
Porquê? Ora, porque não haverá petróleo suficiente para isso. As reservas que eles conhecem de petróleo não chegam para uma subida dessas. São só 40 vezes o consumo anual actual. E acredito que não exista muito mais porque eles já devem saber quais as formações geológicas capazes de reter petróleo.
Espera aí, então estou a perceber tudo!
O que é que tu estás a perceber?
Estou a perceber o problema deles! De facto, é um grande problema! Ora repara: a civilização deles colapsa se o petróleo acabar; encontrar alternativas ao petróleo é difícil, demorado e dispendioso, é algo em que eles há muito deveriam estar a trabalhar em força.
Pois, deviam estar a trabalhar o problema do fim do petróleo em vez da treta do Aquecimento Global.
Mas é isso mesmo que estão a fazer! Não estás a perceber?! Então achas que os teus humanos se vão preocupar com a perspectiva de o petróleo acabar numa data que pode ultrapassar a esperança de vida deles?
Pois, tens razão! Os humanos medem tudo em relação a eles próprios. Algo que ultrapasse a esperança de vida deles deixa-os indiferentes.
Claro. Que o petróleo não vai durar para sempre, há muito que o sabem. Vê lá se isso os preocupou. Nada. Com eles, preocupações é para o último dia. Era preciso encontrar algo que os fizesse pensar que o consumo do petróleo iria ter consequências dramáticas nas suas vidas, a muito breve prazo!
Então tu achas que tudo isto do Aquecimento Global foi construído com o objectivo de permitir encontrar uma alternativa ao petróleo?
Acho. E agora tudo faz sentido. Uma coisa que me fez confusão é porque é que decidiram que a média climática de 1961 a 1990 deveria ser tomada como referência. Agora percebo: porque corresponde à juventude da maioria dos humanos! Os humanos facilmente tendem a considerar que o clima da sua juventude é o clima “normal” e como o clima está sempre a variar, é então fácil “provar” que há uma “alteração climática”. Não é assim que tu dizes que se conduzem as massas humanas, falar para os instintos e fazer associações simplórias?
Exacto. Mas isso seria uma estratégia genial... então tu achavas os humanos tão burros e agora vens com uma ideia dessas?
É só o mesmo que já fizeram em relação ao tabaco... um bocado mais refinado, mas o que está em jogo também é bem mais sério.
Mas realmente faz sentido o que dizes... e está a dar os primeiros resultados...
Sim, mas ainda têm um longo caminho pela frente... o custo do consumo do petróleo vai ter de continuar a subir rapidamente, pelo menos uns 30% ao ano... mais...
Bom, mas a minha preocupação acaba por estar certa... se eles optarem por investir nas técnicas de sequestro do dióxido de carbono, não só prejudicam a atmosfera, que já está nos níveis mínimos necessários a assegurar a sobrevivência nos períodos de frio, como deixam de investir nas formas alternativas de energia.
Eheheh, obrigada Tulito, embora eu não esteja nada convencida de que a tua teoria esteja certa... este monte de vigarices, desinformação, mentiras descaradas até... tudo por um objectivo nobre e algo distante? Se fosse verdade era bom era, mas ainda não vi que os humanos fossem capazes dum feito destes...
A máquina de inteligência artificial anda-me a dar alguns resultados que pressupoem essa capacidade... pode ser por a máquina ser programada por nós e isso a levar a considerar possibilidades que seriam verdade na nossa civilização mas não na deles...
Olá! Estás a despertar-me a curiosidade para esses resultados que estão a fazer-te mudar a opinião sobre os humanos!
Eh eh ... de qualquer maneira, a causa primeira da confusão em que a Ciência deles se encontra... sabemos bem qual é!
Claro! Não sabem que a Terra se está a afastar do Sol! Mas de quanto tempo precisarão ainda para descobrir o fenómeno do Desvanecimento?? Quase dois milénios levaram eles para perceber que a Terra andava à volta do Sol...
Sim sim, mas agora é altura de mostrares o que obtiveste na máquina de inteligência artificial, Tulito. Estou muito curiosa para ver o que te está a dar tão estranhas ideias sobre os humanos.
domingo, outubro 21, 2007
Consciência Global
Digo-te já que me deu cá um trabalhão deslindar a paranóia do Aquecimento Global...
Aliiita! Eu tenho um trabalho a fazer! Vai aos finalmentes!
Livra, não andas nada bem! Saudades de casa?
Alita, não era uma crítica, eu estou é ansioso para saber o que descobriste. Até porque eu também estou a obter uns resultados interessantes.
Ahh, então podemos fazer uma competição: quem terá obtido resultados mais interessantes?
Boa! Mostra-me lá as tuas descobertas que eu depois mostro-te as minhas.
Então lá vai. Como sabes, eles não sabem que os planetas se afastam do Sol.
Sim, ainda ignoram o fenómeno do Desvanecimento.
Exacto. Ora acontece que os cientistas que estudam os vestígios do passado da Terra chegam sistematicamente à conclusão que a temperatura terrestre é sempre crescente em direcção ao passado.
Claro, pois se a Terra estava mais próxima do Sol...
Claro para nós, mas misterioso para eles. Eles pensam que a distância ao Sol é constante e que a energia radiada pelo Sol era menor no passado, logo a Terra deveria ser mais fria no passado, nunca mais quente!
Estou a ver. E então?
Então, andaram à procura de uma causa e repararam numa coisa: os níveis de Dióxido de Carbono são crescentes em direcção ao passado!
Claro! Qual é a admiração?
Eles não se admiraram, sabem que o dióxido de carbono vai desaparecendo em carvão, carbonatos, etc. Mas acharam que tinham encontrado uma explicação: efeito de estufa causado pelo Dióxido de Carbono!
Como é isso?
Fizeram modelos climáticos. Tinham uma dificuldade: não sabiam contabilizar o efeito das nuvens. Mas verificaram que se presumissem que o efeito delas era nulo, a introdução do dióxido de carbono no modelo originava um aumento de temperatura próximo do observado nos últimos milhões de anos!
Só por acaso! O clima é completamente determinado pelas nuvens e pela irradiação solar.
Isso sabemos nós, mas eles não sabem. Agora, mete-te na cabeça deles: como explicar a espantosa contradição entre temperatura e irradiação solar para quem não sabe que a Terra se afasta do Sol?
Estou a ver, a correlação entre o dióxido de carbono e a temperatura era demasiadamente tentadora...
Exacto.
Mas ouve lá, isso não faz sentido, eles fazem ideia de quão quente foi o passado terrestre?
Os registos mais ou menos fidedignos de que dispõem não se estendem muito para além dos 60 milhões de anos, por isso não têm uma perspectiva muito sólida da história térmica da Terra. Calculam que a temperatura global tenha descido uns 7 ºC nos últimos 100 milhões de anos.
E não têm mais dados?
Têm vários indícios, mas a sua interpretação pode ser diversa. Embora alguns sejam bastante claros, nomeadamente a data de aparecimento da água à superfície ou que as bactérias primitivas, as arqueobactérias, eram termófilas. Já descobriram várias que vivem a temperaturas elevadas e a uma pressão de várias atmosferas, como a Pyrolobus fumarii , que vive a 113ºC; eles têm evidências de que essas eram as condições na Terra quando a Terra já tinha mais de metade da idade que tem hoje!
E querem explicar isso com o dióxido de carbono?
A alternativa seria fazer investigação fundamental, questionar as bases do seu conhecimento, mas isso está fora de questão para eles.Mas ouve lá, isso continua a não fazer sentido: num modelo sem nuvens, a temperatura subirá quase tanto no equador como nos pólos, o que não acontece. Como é que ultrapassaram isso?
Meu querido, eles funcionam assim: a melhor das hipóteses que conseguem produzir é adoptada como “verdadeira”, enquanto não aparecer uma melhor. Evidências de que não pode ser o dióxido de carbono têm muitas, agora até têm uma muito forte, pois já sabem que Marte também teve um passado quente do qual o dióxido de carbono não poderá ter sido a causa; o que não têm é uma hipótese melhor!
Ser contra as observações não a elimina?
Não, a Ciência tem de ter sempre uma explicação; assim elegem a menos má como a verdadeira... do momento. O problema não está neste procedimento, está em não fazerem investigação fundamental.
Claro. As bases do conhecimento têm de ser continuamente questionadas e investigadas. Vejo que ainda não perceberam bem isso...
Eu tenho uma teoria sobre isso, mas fica para outra altura. Nota, no entanto, que a Ciência se limitou a investigar a hipótese de o dióxido de carbono ser a causa do aquecimento do passado. Esta paranóia do Aquecimento Global não foi provocada pela Ciência.
Não foi?
Não, isto é Política. Imagino que tenha a ver com a necessidade de desenvolver energias alternativas ao petróleo. Alguém se terá lembrado de que a associação que os cientistas andavam a testar entre aquecimento e dióxido de carbono servia às mil maravilhas: bastava apresentar o dióxido de carbono como responsável por uma catástrofe ecológica!
Mas qual catástrofe? Um aumento da temperatura média seria óptimo, significa temperaturas mínimas mais altas e máximas mais suaves, um clima mais uniforme. O arrefecimento é que é catastrófico!
Claro! Mas isso não interessa, é só um pretexto, a subida da temperatura média é insignificante, nem 0,5ºC nos últimos 50 anos. Claro que isso não dizem, falam apenas de projecções fantásticas de não sei quantos graus no futuro. São tretas atrás de tretas, furacões, subidas mágicas do nível das águas, até com secas eles ameaçam, vê lá tu!
Quanto maior a temperatura média, maior a pluviosidade...
Claro. Toda a campanha do Aquecimento Global é feita para actuar no Inconsciente dos humanos
Estou a ver. É como a campanha do tabaco. O tabaco causa doenças horríveis mas não imagino qual possa ser a ligação do tabaco ao cancro; mas o que interessou é que o uso desse argumento é altamente efectivo. Cancro, impotência, fumadores passivos, usaram tudo o que se lembraram.
É isso. Aqui fizeram o mesmo e também funcionou.
Está bem, mas o que é que isto tem a ver com o Evento Solar?
Dentro de uma ou duas décadas perceber-se-á que, afinal, o tabaco nada tem a ver com o cancro; com o aquecimento global irá passar-se o mesmo. Conheces a lenda deles do menino e do lobo?Sim, estou a perceber-te. Para fazer face ao Evento Solar é necessário mobilizar toda as capacidades, só que, nessa altura, Governos e Ciência terão perdido a credibilidade.
Exacto, é esse o meu receio.
Mas se me permites, também vejo um lado muito positivo nisso tudo.Qual?
Segundo me explicaste, para gerir a sociedade humana não se pode ser racional. A Razão, neles, serve para construir a argumentação que vai suportar o que já foi decidido pelo seu Inconsciente, que é a verdadeira fonte das ideias e decisões. Não se convence os humanos a deixarem de fumar com a Razão, não é? O diálogo poder-povo não é com a Razão, é com o Inconsciente.
Sim, é certo. É preciso falar para os instintos, os medos, os desejos, fazer associações simplórias com as ideias aprendidas e as experiencias de vida. Como fazem as Igrejas.
Então repara: esta cena do aquecimento global deu uma contribuição importante para o desenvolvimento duma consciência global. Parece concebida para provocar esta resposta nos humanos. É um atentado à Razão, mas eficaz a nível do Inconsciente. E conseguir esta Consciência Global é o primeiro passo para que eles sejam capazes de enfrentar o Evento Solar e os outros desafios do futuro. Um primeiro passo essencial, crítico.
Sim, tens razão!!!
Ah, os teus olhos já têm aquele brilho positivo de que tanto gosto!
Cala-te! Tens muito que fazer, já te esqueceste? Mas não te entusiasmes porque há um pequeno detalhe que pode ter consequências dramáticas a curto prazo.
Mau, de que é que estás a falar?
Sabes qual é o limite mínimo do nível de dióxido de carbono para suporte da vida, não sabes?

